TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor
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EM VOO PICADO…PARA O ABISMO
A propósito da chafurdice politico-mediática em que se transformou a Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP, o Governo acusa a oposição de se alimentar de casos e casinhos e de não reconhecer os seus grandes feitos macroeconómicos, crescimento do PIB, diminuição da dívida, aumento das exportações e as contas certas.
Mas o mais preocupante de tudo é que nem uns nem outros resolvem ou propõe soluções sólidas para os gravíssimos problemas que afectam o país e que se arrastam há anos e se agravam, a cada dia que passa, apesar da brutalidade de milhões que chegam dos fundos comunitários.
Mas de que valem as contas certas se cada vez mais portugueses, mesmo os que estão empregados, não vivem, sobrevivem.
E que cada vez um maior número de jovens das famílias carenciadas e da classe média/baixa sabem que não vão ter futuro.
JUSTIÇA - Todos concordam. Funciona mal, demora muito, tem decisões absurdas. Há uma para os ricos e poderosos e outra para os pobres. Que são precisas reformas urgentes. Quem as pode implementar? Governo e Assembleia da República. Quem os pode "obrigar"? Presidente da República. Quem não tem nenhum interesse nas reformas? Os políticos, os partidos e os seus satélites. Por isso, nunca serão feitas. Apesar das "lágrimas de crocodilo" de alguns, tudo lhes corre de feição, tudo se encaminha para a prescrição.
IMIGRAÇÃO - Todos os anos chegam a Portugal hordas de imigrantes, de forma descontrolada, sem que as autoridades se importem se vão ter trabalho, se vão ter condições dignas de habitação, de os sistemas de saúde e educação estão preparados para dar resposta. Vão se criando "ghettos", problemas sociais graves e sentimentos de insegurança. Quem ganha com isto? Quem precisa de mão-de-obra barata. As redes de imigração clandestina. Os que ganham fortunas alojando-os em autênticos "bidonvilles".
HABITAÇÃO - Se houvesse vontade política, capacidade de planeamento e eficácia na acção, nunca teríamos chegado à situação em que nos encontramos. Se pensarmos no imenso património imobiliário abandonado que é propriedade dos municípios e do Estado Central, apenas em Lisboa e no Porto, somos levados a pensar que não se trata apenas de incompetência e desleixo. Os lóbis que controlam o sector do imobiliário não lhes "permitem" que regulem o mercado, estabilizando os preços e travando a especulação.
AEROPORTO - Quando havia uma solução aprovada, com Declaração de Impacto Ambiental viabilizada, que era Portela mais Montijo, que nada custaria aos contribuintes, pois seria paga pela ANA, eis que voltamos à estaca zero e recomeçamos a estudar 9 possíveis localizações. E ninguém de indigna com isto? Como é que o PSD alinha nisto?
FERROVIA/TGV - A União Europeia, por razões de redução das emissões de CO2, prepara-se para proibir todos os voos de pequenas distâncias - 2 ou 3 horas - pois a solução para essas viagens é a ferrovia de alta velocidade. A nossa prioridade deveria ser uma ligação de TGV, entre Lisboa e Madrid, em bitola europeia. Por incrível que pareça, em Portugal o investimento na ferrovia continua a ser em bitola ibérica, provocando um isolamento só comparável com a antiga Albânia. Se pensarmos que a União Europeia só financia a alta velocidade em bitola europeia, algo está profundamente errado. E ninguém se indigna? E o PSD nada diz?
Estes são alguns dos problemas, entre muitos outros, saúde, educação, natalidade, desertificação do interior, aumento do salário médio, diminuição dos impostos, que a nossa classe política não sabe e/ou não quer resolver.
À beira do abismo, dão um passo em frente. E assim vão alimentando a abstenção e o Chega.
Profissionalismo e Amizade
Naturalmente que a vida humana não se circunscreve ao trabalho, ainda que este constitua a condição "sine qua non" para uma existência de qualidade, que proporciona os recursos materiais para satisfação das necessidades básicas e, se possível, de todas as outras que se desejam.
Considera-se, por isso, que: "O trabalho é importante para a felicidade, mas não é tudo. Não é possível viver só para trabalhar. Acho o sucesso o máximo, mas muitas pessoas estão perdendo a referência do que seja viver. " (SHINYASHIKI, 2000:179).
O que acima foi citado, significa que as relações no local de trabalho, constituem, apenas, uma parte da vida de cada pessoa, eventualmente, um terço dessa mesma vida, por isso mesmo, as relações profissionais devem ser exercidas nesse mesmo contexto, sem o recurso aos valores da relação pessoal, que caracterizam a amizade privada e, em certas circunstâncias, íntima, se se preferir, uma amizade consolidada no verdadeiro "Amor-de-Amigo".
Em qualquer das dimensões, as amizades, quando verdadeiras, desinteressadas de objetivos inconfessáveis, são necessárias, isto mesmo se apadrinha nesta reflexão, mas, o que se pretende separar muito bem, é a amizade meramente profissional, funcional e cooperante entre os colegas, e a amizade no plano privado, na intimidade e na cumplicidade.
Para que assim aconteça, uma seleção dos amigos é essencial porque: "O discernimento de um amigo vale mais do que a boa-vontade de muitos outros. Portanto, que a escolha domine, não o acaso. Os amigos sábios afugentam os dissabores, enquanto os tolos os acumulam. " (GRACIÁN, 2006:25).
Pretende-se, naturalmente, neste trabalho, demonstrar que a importância da lealdade, da amizade, esta no seu sentido mais íntimo, ou seja, amizade no plano de autêntico "Amor-de-Amigo", e de outros valores e sentimentos, entre amigos verdadeiros, não deverão ser transportados para/e utilizados no local de trabalho, porque, inevitavelmente, conduzirá a situações desconfortáveis, por exemplo, para dois amigos que realmente o são. Quantas vezes, por via do trabalho, se geram conflitos que depois afetam a relação de amizade privada.
A regra da imparcialidade entre colegas, num mesmo local de trabalho, deverá ser outro princípio a considerar. A equipa funciona tanto melhor, quanto maior for a neutralidade dos respetivos elementos, uns em correlação aos outros. Não pode haver relações profissionais elogiosas para alguns e a indiferença para com outros. O elogio é importante, quando feito pelo superior hierárquico, de tal forma que sirva de motivação para todos os membros da equipa, e não para os inferiorizar.
A colaboração, a interajuda, a compreensão e tolerância dos mais habilidosos, dos mais experientes e dos mais atualizados, deve estar ao serviço daqueles que mais carecem de auxílio. Este comportamento de apoio deve ser exercido com humildade, sem atitudes de omnisciência petulante, do autoelogio e da inferiorização da/os colegas, que necessitam de auxílio.
O profissionalismo, e as relações que ele implica, não podem ignorar os objetivos da instituição, a imagem e a defesa dos valores que ela defende e deseja ver propagados. Neste domínio, as relações profissionais são importantes para que todos os colaboradores falem a uma só voz, em benefício da empresa, que é o mesmo que dizer, para bem de todos.
As relações profissionais, no local de trabalho, devem, portanto, atender à colaboração entre os membros da instituição, de forma competente e cordial, respeitando os princípios e valores de cada trabalhador, e da empresa, mas exigindo igual procedimento, que se verifique reciprocidade nas palavras, atitudes e comportamentos.
Entende-se que as relações profissionais, no local de trabalho (e não só) podem ser substancialmente melhoradas, no plano do exercício das respetivas funções de cada trabalhador, se este tiver a preocupação de permanente aprendizagem, por sua própria iniciativa, na medida em que: "O autodesenvolvimento é a pessoa cuidar da sua própria evolução educacional, cultural, técnica e atitudinal por conta própria. " (RESENDE, 2000:122).
Bibliografia
GRACIÁN, Baltasar. (2006). A Arte da Prudência. Tradução Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret
RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Autoajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark
SHINYASHIKI, Roberto T., (2000). Os Donos do Futuro. 31ª Edição. S. Paulo: Editora Infinito.
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Cemitérios de Caminha - Fragmentos de memória
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Autor: Lurdes Carreira
Edição: C@2000
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Há estórias de casas e casas com história Externato de Santa Rita de Caminha
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Autor: Rita Bouça
Edição: C@2000
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República em Tumulto
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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História Nossa Crónicas de Tempos Passados por Terras de Caminha e Âncora
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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Do Coura se fez luz
Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento Apoiado pela Fundação EDP
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha Crónica Política (1906 - 1913)
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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O Estado Novo
e outros sonetos políticos satíricos
do poeta caminhense
Júlio Baptista (1882 - 1961)
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Organização e estudo biográfico do autor
por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora
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Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000
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Memórias da Serra d'Arga
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Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000
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