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Vilar de Mouros

Festival aguardado com boas expectativas

Carlos Alves, presidente da Junta de Freguesia, acredita que o Festival de Vilar de Mouros "vai ser muito bom", face às informações de que dispõem e que indicam uma procura significativa de bilhetes.

Este foi um dos temas centrais da Assembleia de Freguesia de final de Junho, a escassos dois meses da realização do evento, cujo programa mereceu alguns comentários dos delegados, sendo salientado que as bandas contratadas agradam, mediante os comentários favoráveis que se ouvem, apesar de alguns dos eleitos não estarem familiarizados com elas, conforme admitiu a socialista Julieta Alves.

Embora Jorge Feital (CDU) se interrogue sobre a capacidade financeira dos festivaleiros para adquirirem bilhetes, dado existirem inúmeros eventos em todo o país, José Vilarinho (PS) destacou a "importância da vivência" que Vilar de Mouros possibilita, pela sua envolvência única e por ser o decano dos festivais portugueses, como recordou Carlos Alves, tendo aproveitado Pinheiro Torres (OCP) para vincar que também tinha estado no Festival de 1971, a exemplo do próprio presidente de junta.

Segundo informou Carlos Alves, a empresa que no ano passado tinha vendido bilhetes e não entregara os respectivos montantes à empresa organizadora, ainda não o fez, mas tem conhecimento de que o caso está prestes a ser solucionado.

Poluição com excessivo alarido

Um foco de poluição surgida a jusante da Levada há dias, foi "muito badalada", lamentou Carlos Alves, porque o sucedido não teria merecido o aproveitamento que foi feito, acrescentou, quando foi interpelado por Julieta Alves sobre as causas da descarga, assim como o fez José Vilarinho.

"Fomos reservados", ao contrário de outros que só fizeram "alarido", criticou, a despeito de não ter revelado quem assim procedeu.

O eleito pela CDU explicou que tinham indicado imediatamente a todas as entidades relacionadas com estas situações o sucedido, e suspeita de que tudo se terá ficado a dever a um problema na central principal do sistema de esgotos, a única que ainda não se encontra sob o controle da AdAM, estando na posse da Câmara.

O autarca referiu a existência de um "by-pass" para situações de emergência, com ligação ao Coura, e admitiu a possibilidade de haver descargas para este rio em caso de necessidade, pormenorizando que a dita central era a última que "despacha" para a central e Lanhelas, assim respondeu a uma interrogação de Jorge Feital.

Garantiu, no entanto, que tal derrame não pôs em causa a atribuição da Bandeira Azul na praia fluvial da Levada.

A propósito, Julieta Alves chamou a atenção para o facto deste caso ter coincidindo com o envio de uma carta da AdAM para os vilarmourenses a exigir que procedessem à ligação à rede de esgotos já instalada.

"É um problema recorrente"

Assunto recorrente nestas assembleias, é a questão das limpezas.

No entender de Julieta Alves, a limpeza dos caminhos está uma "lástima", opinião não comungada por Carlos Alves, apesar de ser "um problema recorrente", reconheceu.

O líder do Executivo vilarmourense apontou os lugares de Funchal, Cavada e Agrelo como zonas bem asseadas, faltando apenas intervir em Marinhas.

Fez questão de revelar que a Câmara apenas transfere 14.000€ para as limpezas que importam em 20.000€, completou, levando-o a dar conta da importância da "gestão dos recursos" da freguesia de uma forma rigorosa.

E o problema é que após um primeiro corte das ervas logo surge um segundo, tudo dependendo das condições atmosféricas que podem acelerar o seu crescimento, adiantou ainda, ao referir que esta freguesia possui 100 km de valetas para intervir e "três centros na freguesia" a merecer atenção privilegiada: Lugar da Torre e junta, Largo do Festival e Igreja/cemitério. Desta forma, tudo isto implica "muitos custos com combustível e pessoal", acentuou.

Tendo sido confrontado pela oposição socialista sobre as obras no Centro de Convívio, Carlos Alves confirmou o seu início, e prevendo que continuem em Setembro.



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