TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor
DIAMANTE DE 50 ANOS NA VANGUARDA DO ENSINO DA ENFERMAGEM
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A Escola Superior de Saúde, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (anteriormente chamada de Escola Superior de Enfermagem ou Escola de Enfermagem de Viana do Castelo) comemorou 50 anos, no passado dia 16 de Março/2023, numa cerimónia pública recheada de lembranças, recordações, emoções e surpresas, onde não faltaram as palmas, os risos, a alegria, as lágrimas e a união em torno desta Instituição.
Foram 50 anos na vanguarda do ensino da Enfermagem, onde tantos bons Enfermeiros aprenderam a promover a Saúde e a cuidar do Cidadão doente e do próximo. Tantos Jovens se fizeram excelentes Enfermeiros, assumiram inúmeros papeis e desafios, foram e são líderes, rasgaram fronteiras, trabalharam e viajaram pelo mundo, deixando o nome da Sua Escola e de Viana do Castelo registado no mais nobre livro de memórias e de histórias - A memória e a gratidão das Pessoas!
Foi pelo Decreto nº. 243/73 de 16 de Maio, que foi criada a Escola de Enfermagem de Viana do Castelo, tendo como Vogal da Comissão Instaladora a Enfª. Maria Adelina Bandeira Correia, sendo Directora desta Escola durante vinte e sete anos. Ainda hoje é uma referência da Enfermagem. Em Janeiro de 1974, num edifício do início do sec.XX, de linhas arquitetónicas imponentes com características solarengas que ainda hoje existe, na Av. Conde da Carreira, recebeu os primeiros alunos. Nestes longos e lindos 50 anos, teve a Escola cinco Directores, que, com as suas Equipas enobreceram o caminho cheio de obstáculos, sinuoso, cheio de dificuldades, mas também de muitas conquistas, vitórias e essencialmente, o reconhecimento da Academia como símbolo mais alto do saber, das Instituições, das entidades públicas e poder político, civil e religioso, dos Enfermeiros e dos Cidadãos. Foram estes cinco Directores: Enfª. Adelina Bandeira Correia, Enfª. Ermelinda Ribeiro Jaques, Enf. Carlos Louzada Subtil, Enfª. Mara Rocha e Enfª. Aurora Pereira, os "obreiros", os "artífices", os "ourives", os "sonhadores", os Gestores e Líderes que lapidaram este diamante e o trouxeram até ao dia de hoje, numa cerimónia comemorativa que teve como lema "50 anos… Uma História feita de futuro…", tendo lugar uma sessão solene com uma conferência alusiva "A formação de Enfermeiros e a identidade profissional" e a apresentação de um livro comemorativo do 50º. Aniversário da Escola, com o título muito sugestivo "50 anos de trajectos e projectos", recheado de história, de imagens, de texto e testemunhos, que comovem e emocionam o leitor mais insensível. Que bela obra! Que dimensão Social! Nesta cerimónia teve lugar a protocolar sessão de abertura com a presença de muitas autoridades, individualidades, convidados, profissionais, antigos e actuais professores, funcionários e alunos. Houve lugar a uma visita guiada a uma exposição e o respectivo bolo de aniversário.
Voltando às memórias e testemunhos deixados em vídeo e textos, disseram, que não era fácil, mas era bom, ser-se aluno da/na Escola de Enfermagem, pelo rigor, pela exigência e pelo conhecimento científico que nos era transmitido e exigido. Como alunos, sentiamos nos estágios fora de Viana do Castelo e nas visitas de estudo, uma deferência connosco, pelo facto de sermos alunos da Escola de Enfermagem desta Cidade. O distrito de Viana do Castelo possui uma Escola de referência no Ensino da Enfermagem e de responsabilidade social, também.
A Escola contava, tal como hoje, com Professores carismáticos, de um conhecimento científico enorme e de uma envergadura de humanismo, única. Uma Escola que fazia questão de ter e convidar bons Professores externos para lecionar as várias partes das matérias, mas também, preletores nacionais para seminários, reuniões científicas ou aulas semanais, muitas vezes aos sábados. Os desafios eram grandes, as alterações curriculares e estruturais dos cursos tinham que acompanhar a legislação e as normas europeias, mas a Escola de Enfermagem estava sempre lá, na primeira linha da inovação, da responsabilização na formação de bons Enfermeiros. E aqui mais uma vez a Escola de Viana era uma referência.
Nos tempos idos, nunca havia dificuldade de colocação para os Enfermeiros recém formados da Escola de Viana. E quando se era selecionado e admitido nas diferentes especialidades de Enfermagem lecionadas na "nossa" Escola, era já outro patamar de visibilidade, de responsabilidade e de valor curricular acrescido.
Da vida desta Escola contam também inúmeros intercâmbios e projectos internacionais de investigação e de mobilidade de Professores e Alunos, desde os Estados Unidos à Europa. Tem actualmente na investigação, uma moderna produção de conhecimento.
Uma outra dimensão da Escola de Enfermagem era/é, a de perceber capacidades e dimensões, visionar oportunidades e projetos, acolher desafios e realizá-los, sem nunca perder os pontos cardeais da sua localização, da sua importância e magnitude, mas também, não perder de vista e a posição, sempre, da/na linha da frente.
Há valores, recordações e memórias, que não são alienáveis. São muitos destes valores que a Instituição Escola de Enfermagem de Viana do Castelo (hoje Escola Superior de Saúde) nos ofereceu e fez guardar, uns partilhados, outros só nossos!
É esta Instituição, esta Escola, um diamante com 50 anos e com muitos quilates de valor, porque teve, sempre, docentes e não docentes que souberam lapidar com carinho, sabedoria e conhecimento, esmero e orgulho, este baluarte do Ensino de Enfermagem em Viana do Castelo e no país!
Parabéns, Escola Superior de Enfermagem/Saúde de Viana do Castelo!
Parabéns a Todos que souberam, com galhardia, honrar e perdurar no tempo, esta nobre Instituição!
Humberto Domingues
Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária
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TUDO BONS RAPAZES
Se há coisas que caracterizam Portugal, talvez a principal seja a incapacidade atávica de planear.
Como compensação, alardeamos uma das nossas "marcas de água", o improviso, vulgo desenrascanço. Nisso ninguém nos bate, somos uma sociedade e um país "Macgyver".
Enquanto os países desenvolvidos, do norte da Europa, usam o planeamento como regra e o improviso, como execpção; nós fazemos exactamente o contrário.
Eles são ricos, mas não se dão ao luxo de inventar, nós somos pobres e temos horror ao estudo aturado que sustenta o planeamento para chegar às soluções virtuosas.
Por isso, eles são desenvolvidos e nós empurramos os problemas com a barriga, sem nunca os resolver.
É como se estivéssemos amaldiçoados pelos "trabalhos de Sísifo", condenado a rolar uma enorme pedra de mármore montanha acima, mas sempre que estava alcançar o cimo, uma força irresistível fazia com o que pedra rolasse montanha abaixo, invalidando completamente o esforço dispendido, tendo que repetir a tarefa até à eternidade.
Vem isto a propósito do novo/velho aeroporto de Lisboa.
Há mais de 50 anos que se arrasta este "trabalho de Sísifo".
Depois de milhões e milhões em estudos, em benefício dos gabinetes de estudos dos "amigalhaços" e dos omnipresentes escritórios de advogados, por vezes, chegou a parecer que o "pedregulho" chegava ao topo da montanha, mas eis que se precipitava encosta abaixo e tudo iria recomeçar, com enormes custos directos e indirectos, completamente inúteis e que bem poderiam ser aplicados a acorrer a necessidades prementes.
Neste momento, quem iniciou o caminho montanha acima foi a Comissão Técnica Independente que quase decidiu a localização em referendo, a partir do momento em que desafia os cidadãos a sugerirem os seus locais preferidos. Está instalado um clima de "foi você que pediu um aeroporto"?
Chegaram à conclusão que vão considerar 9 hipóteses de localização. Desconfio que estão criadas condições para que a "pedra" não estabilize no cimo do monte.
A minha localização preferida não foi sugerida por ninguém.
Precisamente, em offshore, junto à costa. Não eram necessárias expropriações, nem haveria as disputas paroquiais!
Paralelamente, decorre a série "hardcore", de baixo nível, da TAP.
Aquilo assemelha-se a uma autópsia do regime, com o paciente moribundo ainda a estrebuchar.
É arrepiante e mete nojo.
Os "médicos" que escolhemos para salvar o doente, afinal fazem de tudo para acabar com ele, ficando ali exposta toda a sua impreparação, incompetência e uma completa ausência de sentido de Estado.
Sem qualquer dúvida, os destinos de Portugal estão confiados a "aprendizes de feiticeiro" que se comportam como liceais a gerir a associação de estudantes.
Lamentável. Triste. Para rir, se não fosse trágico,
A sua arte baseia-se na mentira e na amnésia.
Afinal, tudo bons rapazes que, no final, serão salvos pelo "seu povo" que tudo lhes perdoa, porque eles são os "nossos" e outros não são melhores.
Afinal, Costa e os seus acólitos não existem para governar e resolver os problemas.
Estão lá para exercer o poder, como se jogassem xadrez ou poker, e distribuir pelos seus.
A Costa, qual Rei Sol, apenas falta verbalizar, "O Estado sou eu".
Sistema de Direitos. Perspectiva Histórico-Estrutural
Se se aceitar, que a história é um registo de mudança social, e esta é interpretada como mutação estrutural, então ter-se-á uma história para ser contada muitas vezes, o que se torna interessante para a compreensão dos Direitos Humanos. É certo e sabido que os sistemas recíprocos, de direitos e deveres, devem ser tão antigos como os próprios seres humanos, aliás, o conteúdo normativo concreto varia com a "Lei de Talião", em formulações positivas, negativas ou ambas, muitas vezes usadas como metanorma. A autoreferência será o ponto de apoio, de comportamento para com o outro, ou seja, a metanorma é egocêntrica: "Faz aos outros o que queres que os outros te façam a ti".
Numa breve referência centrada em Deus, seja Ele imanente ou transcendente, então e, respetivamente, os direitos do Outro, e os deveres do Eu derivam dos deveres para com um Deus transcendental. Exemplo desta ilação, pode-se encontrar nos "Dez Mandamentos", os quais constituem o dever do homem para com Deus, como ética vertical, transcendental, em oposição à ética horizontal imanente.
Realmente, ao analisarmos a Cultura Ocidental, com o peso das suas tradições, verificamos que o exercício do poder tem estado repartido: ora nas instituições religiosas; ora nos órgãos políticos de um determinado sistema; ora, cada vez mais acentuadamente, nos sistemas financeiros e nos mercados, ou seja, na economia; parece que os primeiros, se situam naquela ideia de um Deus transcendental, fora de mim, dos seres humanos; nos segundos, haverá um Deus imanente, centrado em mim e no povo que integro; e nos terceiros, um materialismo, muitas vezes, ávido de lucros, independentemente da sua legalidade ou não, daqui resultando uma correlação de direitos e deveres que se deveriam equilibrar.
Ao longo da História identificam-se situações de supremacia de uns em relação a outros, e, se é certo que: durante a Idade Média as estruturas omnipresentes e omnipotentes, tanto se poderiam encontrar no clero como nas monarquias absolutas; hoje, a separação de poderes, nos países democráticos, deixa ao critério da ação política civil, a implementação e controlo dos Direitos Humanos. Verifica-se, agora, uma intervenção pedagógica e complementar, por parte das Instâncias Religiosas e Organizações Não Governamentais
A estrutura normativa dos Direitos Humanos, parte do Estado Comunidade/Organização como transmissor da norma, na medida em que: "Os Direitos Humanos são implementados como acções concretas levadas a cabo pelo Estado. Elas são de dois tipos: Os Direitos Humanos negativos, concentrando-se nos actos proscritos de que o Estado se deve abster, isto é, na domesticação e na contenção do Estado, fazendo o Estado obedecer aos devidos processos de lei, em princípio criados e sustentados pelo Estado. E, depois, há um segundo tipo, os actos de comissão prescritos, nos quais o Estado se deve envolver." (GALTUNG, 1994:17-18). Daqui se conclui que os Direitos Humanos positivos, definem o estado providência.
O termo Direitos Humanos, focaliza a atenção nos indivíduos humanos, e numa coisa chamada direitos. Se os direitos são concedidos pelo Estado, então a reciprocidade tem de existir sob a forma de deveres, neste caso, seria mais correto, dizer deveres humanos. Mas se os Direitos Humanos, têm uma abrangência universal, então o Estado Nacional deverá harmonizar-se com os demais Estados Internacionais. Cada um destes conferirá àquele, a legitimidade necessária para proteger a eficácia dos Direitos Humanos, em toda a plenitude, de que resultará, a nível mundial, uma desejável situação de Paz e Progresso.
Acontece que, para o Estado ficar habilitado a proteger os Direitos Humanos por um lado, e exigir o cumprimento de Deveres Humanos, por outro, necessita de recursos que, precisamente, assentam no cumprimento dos deveres por parte dos cidadãos, deveres tais como: reprodução da sociedade; pagamento de impostos, cumprimento do serviço militar, sempre e quando for indispensável, com a entrega, se necessário, da própria vida individual de cada um.
Neste ponto, o equilíbrio entre direitos e deveres complica-se e complexifica-se, na medida em que a vida é um direito inalienável. Então, com que direito é que o Estado exige que o cidadão dê a própria vida, qualquer que seja a causa a defender? Terá o Estado poderes para definir quanto vale a vida dos seus cidadãos?
Observando, o preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que, haverá quem o afirme é, exatamente, uma invenção ocidental, pelo que se julga possível comprovar, que certos valores, princípios e atitudes, são, ou deveriam ser, todavia universais, considerando que: "... os povos das Nações Unidas proclamam de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de Direitos dos Homens e das Mulheres se declaram decididos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla." (DUDH, 1948, in: AMNISTIA INTRNACIONA, 1948: Preâmbulo).
Bibliografia
AMNISTIA INTERNACIONAL - Secção Portuguesa, (s.d). Declaração Universal dos Direitos Humanos, Lisboa: Amnistia Internacional.
GALTUNG, Johan, (1994). Direitos Humanos - Uma Nova Perspectiva. Tradução, Margarida Fernandes. Lisboa, Instituto Piaget
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Cemitérios de Caminha - Fragmentos de memória
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Autor: Lurdes Carreira
Edição: C@2000
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Há estórias de casas e casas com história Externato de Santa Rita de Caminha
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Autor: Rita Bouça
Edição: C@2000
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República em Tumulto
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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História Nossa Crónicas de Tempos Passados por Terras de Caminha e Âncora
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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Do Coura se fez luz
Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento Apoiado pela Fundação EDP
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha Crónica Política (1906 - 1913)
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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O Estado Novo
e outros sonetos políticos satíricos
do poeta caminhense
Júlio Baptista (1882 - 1961)
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Organização e estudo biográfico do autor
por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora
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Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000
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Memórias da Serra d'Arga
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Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000
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