A Câmara Municipal de Caminha reprovou o projecto apresentado há dois anos no Auditório António Pedro, em Moledo, pela empresa Diver Minho, respeitante à construção de um Hotel na Ilha da Ínsua, segundo conseguimos apurar.
Ouvimos Ercílio Costa, um dos proprietários da DiverMinho, dizendo-nos que o projecto dera entrada na Câmara de Caminha há um ano e desconhecia o que contemplava o PDM para a Fortaleza.
Atraso que "não estava previsto"
Referiu que na verdade o projecto tinha sido inviabilizado "por uma série de questões, umas mais simples que nós resolveremos, mas há outras que não dependem de nós", estando a aguardar pela evolução do processo, o que já causou algum atraso, o que "não estava previsto", admitiu.
Questionado sobre previsões de aprovação deste projecto a apoiar pelo Programa Revive (Linha de Crédito com Garantia Mútua) que permitirá investir 6,5 milhões de euros, remeteu-nos para a Câmara Municipal de Caminha.
Embarcação anfíbia
Uma das questões inerentes a este projecto turístico de recuperação e adaptação da Fortaleza são os transportes, revelando-nos que estavam a apostar numa embarcação anfíbia para facilitar as manobras de atracagem "durante o máximo de tempo durante o ano", mas tudo depende agora da evolução da apreciação do projecto.
Instado a responder sobre o tempo que previa para desbloquear o impasse, disse-nos que deveríamos perguntar à Câmara Municipal de Caminha.
PDM foi um dos problemas
Assim o fizemos e Rui Lages revelou-nos que o despacho desfavorável tinha sido dado há dois ou três meses, competindo agora ao Programa Revive (entidade que lançou o concurso destinado a recuperar imóveis propriedade do Estado e que aprovou este caderno de encargos) encontrar soluções que viabilizem o projecto.
Embora o PDM de Caminha não preveja especificamente um hotel para o interior do forte, deverá ser proposta uma reclassificação para uma unidade hoteleira, podendo passar pela aprovação de uma alteração ao Plano Director Municipal ou por outra solução que viabilize o empreendimento, como poderá ser a "suspensão pontual" da carta de solos do concelho, avançou o autarca, uma decisão que passará pelo Governo, detentor do Programa Revive.
Audição a diversos organismos atrasou processo
Atribuiu a demora de um ano a proferir uma decisão final por parte da autarquia, ao facto de terem de ser ouvidas diversos organismos, como foi o caso do IGESPAR.
Junta de Freguesia desconhecia chumbo
Contactando também a Junta de Freguesia de Moledo/Cristelo, Joaquim Guardão disse-nos que desconhecia o chumbo do projecto, bem como ignorava o que o PDM estabelecia para esta ilha, até porque as juntas de freguesias não têm se ser ouvidas sobre empreendimentos ou construções particulares.