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Parque eólico entre Viana e Caminha preocupa

Sessão de esclarecimento aprazada para 18 de Maio

Já foram instaladas três torres eólicas no mar, entre Viana do Castelo e Caminha, e há agora um projecto para colocar um parque eólico entre estes dois concelhos numa área de 663 km2.

O assunto foi abordado na Assembleia de Freguesia de Caminha/Vilarelho desta semana (dia 27) e na Assembleia Municipal de ontem à noite.

Nesta última reunião, João Domingues, deputado municipal socialista, pediu informações ao presidente da Câmara Rui Lages sobre este projecto off-shore, e Jorge Nande, igualmente deputado municipal mas eleito pela coligação de direita OCP, interpelou o presidente da edilidade sobre as diligências que teriam eventualmente feito sobre esta matéria.

"OCP muito atenta a este assunto"

Este deputado deu conta que o seu grupo político ia levar o assunto até junto da comissão de Mar da Assembleia da República, depois de ter reunido 500 assinaturas, e anunciou que iriam convocar mais uma Assembleia Municipal extraordinária para Maio, tendo como tema central os parques eólicos na costa, anotando que o secretário de Estado do Mar era o anterior presidente da Câmara de Viana do Castelo, mas espantava-o que "ande mudo e saia calado".

Questão "já com algum tempo"

Já na Assembleia de Freguesia de Caminha/Vilarelho, o delegado socialista José Brito tinha pedido informações ao presidente da Junta sobre este assunto, porque estava "preocupado", respondendo Miguel Gonçalves, líder do Executivo, ser uma questão "já com algum tempo".

Confirmou que o projecto de um parque eólico tinha sido precedido da colocação de três torres eólicas a que "nos opusemos", tal como tinha feito a Câmara Municipal de Caminha, adiantou.

"Parecer negativo" em Março de 2022

Esclareceu que tinham reunido com os pescadores e o secretário de Estado das Pescas, em Viana do Castelo, sobre esta matéria, e perante a abertura de uma consulta pública, tanto a sua Junta como a Associação de Pescadores tinham dado "parecer negativo" em Março de 2022, posição que tomaram sem que "antes se conheçam as consequências para as pescas, turismo e paisagem".

"Nós já acompanhamos isto há muito"

"Estamos ao lado dos pescadores!", vincou o autarca socialista, porque, justificou, embora a produção de energia eólica seja "benéfica, não se pode prejudicar toda uma comunidade", motivo pelo qual advoga estudos consistentes, insistindo que "nós já acompanhamos isto há muito".

Na AM, Jorge Nande pediu ao presidente da Câmara que elucidasse a audiência sobre aquilo que tinha feito "em termos de audiência pública".

Respondendo às interpelações dos dois deputados municipais na AM desta Sexta-feira, Rui Lages esclareceu que a Câmara Municipal de Caminha "esteve sempre a par dos acontecimentos", a par da Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho.

Local da colocação das eólicas é o problema

O autarca vincou que o busílis da questão residia na "colocação das estruturas de energia eólica como já existem em Viana do Castelo".

Rui Lages elucidou a AM que se tem mantido em contacto com a DGRM (Direcção-Geral de Recursos Naturais) e com o Governo sobre este assunto, tendo solicitado a essa direcção-geral, numa iniciativa conjunta com o Município vianense, a realização de uma "acção de esclarecimento através de uma sessão pública", a qual foi bem acolhida. O próprio director-geral da DGRN marcará presença no próximo dia 18 de Maio, pelas 12 horas, no auditório do Museu Municipal de Caminha , garantiu, pretendendo ainda que todas as entidades sejam ouvidas.


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