TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor
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A TAP QUE (N)OS DESTAPA
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É com um sentimento de tristeza e com um asco e repúdio que vejo toda esta triste novela, mas real, da TAP. A TAP que se desTAPa na falta de credibilidade e seriedade. Na alta política é assim que se trabalha? E vejo com preocupação, esta distração em torno da TAP, para outros problemas mais profundos, na Justiça, na Educação e na Saúde.
Uma companhia aérea de bandeira, com milhões, atrás de milhões, de prejuízo. Uma gestão/gestões sucessivas de dinheiros públicos mal-parados. Com o contribuinte todos os anos, através do Orçamento de Estado, a injectar milhões de euros e em contrapartida, indemnizações chorudas, aos seus gestores quando abandonam a TAP. Até lá, cheios de direitos e mordomias.
Estes dias com a "Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI", tem-se visto e ouvido coisas muito estranhas, abuso de poder, intervenções politizadas na gestão, etc. Coisas de arrepiar qualquer Cidadão sério, que faz um esforço tremendo para pagar a tempo e horas os altíssimos impostos que recaem sobre si e, outro esforço para gerir a sua vida, casa e Família, do que sobra dos seus magros salários.
Pelo que temos visto, ouvido e sabido, está-se a desTAPar o buraco sem fundo. DesTAP-se o "conluio" os acordos e as mentiras e jogadas de bastidores e de gabinetes num tráfico de influências nunca visto, no mundo da política e dos negócios. DesTAPa-se o desaparecimento dos 3,2 mil milhões de euros e muitos mais, que se injectaram na TAP. DesTAPa-se a pouca vergonha, a falta de lisura e a responsabilidade na gestão dos bens públicos. DesTAPa-se a falta de seriedade na preparação de perguntas e respostas, promovida pelos Deputados do PS, para no dia seguinte serem colocadas à CEO, com a conivência desta e dos governantes! DesTAPa-se a luta dentro do PS. DesTAPa-se toda esta vergonhosa gestão perante a Europa e o Mundo. DesTAPa-se a nova forma de fazer política do "não sei, não conhecia, não tinha conhecimento, não me foi comunicado", quando na verdade, foi!
DesTAPa-se a falta de firmeza, de capacidade de gestão e de autoridade do Dr. António Costa, dentro do seu Governo. Penso que o Sr. Presidente da República está a gerir a sua agenda e a desgastar o Dr. António Costa com todos estes casos e a fazê-lo beber do seu próprio veneno!
Mais se desTAPa a falta de formação, de formalismo, de competência do ex-Secretário de Estado e de outros. DesTAPa-se a "massa de farinha amparo" de que são feitos os políticos de hoje, sem experiência de trabalho e sem curriculum, apenas carreirismos nas "jotas". Isto hoje está assim, uma promiscuidade, uma falta de estatura política para representar o Governo e as Instituições Públicas. Uma falta de formalismo e de etiqueta, que a isso se é obrigado. É tudo nosso (deles, claro), num "tu cá, tu lá"! Não há respeito pelas instituições, pelas obrigações públicas, pelo POVO.
Mas que todos estes casos que a TAP está a desTAPar, não sirva para distrações e prescrições, no que diz respeito à Justiça, e ao processo de Sócrates, do BES, etc!
Citando Camões:
"O fraco rei faz fraca a forte gente."
Deveres e Direitos para os Imigrantes
Os executivos locais, principalmente das Câmaras Municipais, em parceria com as Juntas de Freguesia, Associações, Empresas, Igreja e Autoridades competentes, devem liderar os processos de integração dos grupos migrantes e, na medida do possível, incluir a reunião familiar, dentro de um prazo mínimo razoável.
Naturalmente que as famílias dos imigrantes também devem colaborar para que a ressocialização tenha pleno êxito: "As exigências impostas às famílias, por uma sociedade complexa (…), exigem uma reorganização de suas estruturas e do seu funcionamento. Para atender a essas exigências, a família, como organismo, deverá apresentar um acentuado grau de plasticidade e de flexibilidade, características essas que lhe permitirão a adopção à variedade do meio no qual ela se integra." (BALIEIRO, in: CARVALHO, 1994:112).
Adotar políticas de reagrupamento familiar dos imigrantes contribuirá, seguramente, para a tranquilidade e paz sociais nas sociedades contemporâneas, incluindo-se nesta estratégia, a estabilidade e bem-estar de todas as famílias, nacionais e estrangeiras, sem preconceitos, nem sentimentos resultantes de mentalidades xenófobas e etnocêntricas, mas, pelo contrário, desenvolvendo-se as ações tendentes a fomentar e consolidar o interculturalismo.
Cidades, vilas e aldeias portuguesas, na sua maioria, já possuem associações do tipo Centros Culturais e de Desporto, Organizações Não-Governamentais de apoio aos imigrantes e legislação facilitadora para a respetiva integração. A interculturalidade é um novo conceito que implica cumplicidade entre culturas diferentes, mas que desejam cooperar entre si, possivelmente, mais profundo do que o multiculturalismo e o pluri-multiculturalismo, logo, as populações nacionais só têm a beneficiar, com este intercâmbio cultural.
Seria inaceitável, e até imoral, exigir-se boas condições de trabalho e respetivos benefícios sociais, para os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo e, ao mesmo tempo, negar aos imigrantes que escolhem Portugal como sua segunda Pátria, iguais direitos e, obviamente, deveres. A reciprocidade, aqui, tem um sentido profundo, de inclusão, solidariedade, compreensão, tolerância e apoio inequívoco.
Igualmente, seria tremendamente desumano, e revelaria total falta de valores e princípios ético-morais, por exemplo, que um qualquer ex-emigrante português, agora empresário, no seu próprio país, tratasse mal os imigrantes que para ele trabalham, quando ele, na mesma qualidade, exigia, aos então seus patrões, um tratamento igual ao que era dado aos trabalhadores desse país, por um mesmo empresário. A incoerência de tais empresários, a verificar-se, seria confrangedora, incompreensível e inaceitável.
A grande oportunidade que, atualmente, se coloca aos governantes portugueses, em todos os níveis do poder, para de facto comprovarem a existência e aplicação de valores humanos e superiores, entre outras situações, é a que se coloca pela imigração e direitos cívicos, de plena cidadania, que devem ser concedidos a todos os estrangeiros que procuram Portugal para trabalhar, viver em paz, pagar os respetivos impostos e poderem dar às suas famílias o conforto a que têm direito, bem como um futuro mais promissor para os seus descendentes.
Uma intervenção no campo dos direitos e deveres que assistem aos imigrantes, pressupõe o funcionamento de um serviço municipal, eventualmente integrado no Pelouro de Ação Social, em articulação com os respetivos homólogos centrais e regionais competentes, e também com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, por exemplo, que vise acompanhar a evolução progressiva, ou regressiva, da imigração na área do município.
Aliás, no que aos cidadãos oriundos dos países da União Europeia respeita, tal serviço de apoio às migrações e cidadania é necessário, designadamente, para o exercício de direitos democráticos, que resultam da possibilidade de um tal estrangeiro se poder candidatar aos órgãos das próprias autarquias locais, o que já se vem verificando, ainda que muito debilmente.
Uma vez mais, a reciprocidade é para se cumprir, na medida em que já há emigrantes portugueses, eleitos noutros países da União Europeia: França, Luxemburgo, para diferentes cargos, como Presidentes e Vereadores municipais, então, as mesmas oportunidades e facilidades têm de ser concedidas aos imigrantes radicados em Portugal, desde que reúnam as condições legais. Humanismo, inclusão, reciprocidade, moralidade, liberdade e solidariedade, entre outros, não podem ser valores unidirecionais, isto é, só para portugueses no estrangeiro.
Bibliografia
CARVALHO, António César Perri de, (Org.). (1994). A Família, o espírito e o tempo. São Paulo: Edições USE - União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo
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Cemitérios de Caminha - Fragmentos de memória
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Autor: Lurdes Carreira
Edição: C@2000
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Há estórias de casas e casas com história Externato de Santa Rita de Caminha
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Autor: Rita Bouça
Edição: C@2000
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República em Tumulto
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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História Nossa Crónicas de Tempos Passados por Terras de Caminha e Âncora
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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Do Coura se fez luz
Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento Apoiado pela Fundação EDP
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha Crónica Política (1906 - 1913)
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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O Estado Novo
e outros sonetos políticos satíricos
do poeta caminhense
Júlio Baptista (1882 - 1961)
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Organização e estudo biográfico do autor
por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora
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Autor: Joaquim Vasconcelos
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Memórias da Serra d'Arga
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Autor: Domingos Cerejeira
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