Na última Assembleia Municipal (AM) de Caminha o BE apresentou duas moções.
Uma de louvor, pesar e ajuda aos povos da Síria e Turquia flagelados pelo sismo que causou dezenas de milhares de mortos, e uma segunda pelos direitos dos trabalhadores e suas lutas.
Ambas viriam a ser rejeitadas, tendo Manuel Luís Martins, presidente da AM, alertado o deputado bloquista que o tempo gasto na leitura das moções ser-lhe-ia descontado no período de Antes da Ordem do Dia, conforme estabelece o regimento deste órgão autárquico - como veio a suceder posteriormente -, levando Abílio Cerqueira a tentar falar dos assuntos que não teve oportunidade de abordar nesse período, no decorrer da discussão de outros pontos da ordem de trabalhos, forçando o presidente deste órgão autárquico a adverti-lo que se deveria cingir aos assuntos em causa e impedindo-o de prosseguir com tal prática.
A CDU votou contra a moção referente ao terramoto, argumentando que extravasava a competência e solidariedade pretendidas, nomeadamente ao "sobrepor-se" à vontade individual de cada deputado municipal ao indicar a senha (AM) através da qual deveriam ligar-se ao site da Unicef. PPD/PSD e seus aliados reunidos na OCP, presidente da Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho e BE votaram a favor, mas a moção viria a ser rejeitada pela CDU e PS, sucedendo que algum tempo após a realização da reunião o bloquista emitiu um comunicado.
A segunda moção contou com a abstenção da OCP e voto contra do PS, recebendo o apoio do proponente, CDU e três presidentes de junta socialistas.
Paula Aldeia, líder da bancada socialista, justificou a posição do seu grupo pela "linguagem" utilizada e não contra os princípios, recordando, a propósito, que algumas medidas sociais aprovadas pelo Governo tinham sido seguidas por BE e CDU.