Por unanimidade, os sócios presentes na assembleia geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora aprovaram os corpos sociais desta associação para os próximos três anos, mantendo-se Laurinda Araújo à frente da Direcção.
Acompanha-a na vice-presidência Sandra Fernandes, vereadora da Camara Municipal de Caminha, que salta da presidência da assembleia geral para este cargo, em substituição de Paulo Alvarenga. Como tesoureiro mantém-se Rui Amorim, e os outros vogais são Hugo Martins, Bernardino Santa Marta e António Peralta.
O Conselho Fiscal continua a ser presidido por Taxa Araújo e a presidência da Assembleia Geral passa a ser ocupada por Joaquim Celestino Ribeiro.
Após ser eleita, Sandra Fernandes considerou ter sido uma honra ter presidido à Assembleia Geral, atendendo inclusivamente aos antecedentes familiares que a ligavam e ainda ligam a esta Casa.
Já Celestino Ribeiro felicitou a Mesa da AG que o precedeu, agradeceu o envolvimento de todos e que "daqui até ao fim do mandato tudo continue a funcionar".
"Dizemos que estamos cá!".
Idênticos agradecimentos aos que agora se incorporaram nos corpos sociais da corporação vieram de Laurinda Araújo, enfatizando que "dizemos que estamos cá!".
Esta reunião permitiu desde logo aprovar o Orçamento e Plano de Acção para o presente ano, frisando a presidente da Direcção que "é o mais elevado de sempre", a par de ter sido "o mais trabalhado".
Sem dívidas a fornecedores e pagando a sessenta dias, os Bombeiros Ancorenses vivem com um certo desafogo depois de várias temporadas com a corda na garganta, mas "faltam-nos ideias" para irem buscar dinheiro, referiu a presidente, contando que com a inclusão de novos elementos outras perspectivas se abram, embora o trilho "seja difícil, com os gastos a triplicarem", lamentou.
A angariação de novos sócios está a revelar-se complexa, dado que os jovens não se sentem motivados a inscreverem-se, e os de mais idade vão desaparecendo, e as despesas "são enormes", recordou, além de os associados não comparecerem nas assembleias gerais a fim de que "se inteirem da realidade", alertou.
Do seu projecto para 2023, a Direcção presidida por Laurinda Araújo destacou a manutenção dos protocolos com as juntas de freguesia do Vale do Âncora (incluindo neste conjunto a Junta de Moledo/Cristelo), cuja receita permitirá adquirir equipamento de desencarceramento dentro de 2/3 anos, porque o actual se encontra obsoleto, por já ter 36 anos.
Nestes próximos meses, é intenção dos responsáveis da associação humanitária ancorense comprar uma arma de pressão de ar de combate aos ninhos de vespa asiática, sendo ainda relevado o aumento do contrato mensal existente com a Camara Municipal para os 2.000€ (o dobro, do que recebiam) .
Estimam uma receita de 589 mil euros e uma despesa de 583.000€, com um saldo aproximado de 6.000€, contando com a "mais-valia" dos novos directores para o futuro.
Louvores aos anteriores directores surgiram pela voz da presidente e do presidente do Conselho Fiscal, vincando ainda Taxa Araújo votos de agradecimento à anterior Direcção e fazendo votos de que o novo elenco "tenha bons dias pela frente", porque, a Casa está no bom caminho, auspiciou, retendo apenas alguma preocupação pela indiferença dos jovens perante uma Associação que deveria merecer a atenção de todos, no que foi corroborado por Celestino Ribeiro.