O presidente do Executivo caminhense, Rui Lages, assegurou na primeira reunião camarária deste mês que têm vindo sempre a limpar as linhas de água no concelho de Caminha, reforçando que "há que valorizar este trabalho" que se manterá no futuro, com a colaboração das juntas de freguesia.
Trânsito na Vista Alegre e esterilização de gatos
O autarca caminhense respondia assim a uma interpelação da oposição chefiada por Liliana Silva, a qual apresentou uma série de questões, nomeadamente a que se relacionava com a postura do trânsito existente na Vista Alegre, envolvendo as ruas de Gontinhães, João de Brito e Trav. da 5 de Outubro, em Vila Praia de Âncora, pedindo que fosse retirado um sinal que não se encontraria homologado, referindo-se ainda à colocação de postes de iluminação nos passeios da primeira artéria.
Este tema viria a ser retomado no final da reunião aberta ao público, quando a ancorense Idalina Torres lamentou que ninguém tivesse a coragem de "dar a cara", embora todos reclamassem da situação existente neste ponto da vila. Pediu lombas (a fim de diminuir a velocidade) e colocação de um sinal de stop no entroncamento com a R. João de Brito, cuja ausência "pode causar acidentes", anotou.
Esta munícipe aproveitou ainda a presença neste plenário camarário para exigir mais verbas para o plano de esterilização de animais de companhia vadios, após ter sido informada pelos veterinários que procedem a estes actos cirúrgicos que não havia dinheiro para o corrente ano. Na sua opinião, "Caminha está um caos", em referência às colónias de gatos existentes, dando como um dos exemplos o da Baralha, em Vila Praia de Âncora, manifestando ainda a sua indignação pelo negócio ilegal de venda de animais para o estrangeiro existente nalguns pontos do país, envolvendo territórios do próprio distrito de Viana do Castelo.
A postura de trânsito na Bela Vista já vai na terceira alteração, recordou Rui Lages, mas mostrando-se disposto a encontrar uma solução de "consenso", dando como exemplo o encontro mantido com um comerciante que não pretende que os camiões desçam a travessa.
Munícipe ancorense insiste em fazer valer os seus direitos
"Eu sou a vítima", lamentou outro ancorense, Vítor Videira, que compareceu na parte reservada ao público a fim de abordar um caso já antigo, referente a um problema com um vizinho, mas recusando que a Câmara diga tratar-se de um problema entre ambos, além de ter tentado resolver o problema desde o princípio. Admitiu ter "muitas dúvidas" sobre este processo, nomeadamente uma auditoria realizada, a qual vai ser contestada. Embora admita a "boa-fé" do presidente da Câmara, afirmou que "não chega".
Rui Lages, após referir que tem acompanhado este processo, e de já ter ouvido a outra parte, referiu-se às vistorias feitas ao local, dizendo que ignorava a razão pela qual o auto de vistoria não tinha sido subscrito por todas as entidades envolvidas, como a vereadora social-democrata denunciara, ao abordar igualmente este caso.
PSD e o piso no Terreiro
A situação das lages no espaço reservado à circulação de veículos no Terreiro (e não na Rua de S. João, como a vereadora Liliana Silva referiu novamente em reunião de câmara), levou o presidente da edilidade a esclarecer, através da chefe de divisão, que já tinham notificado o empreiteiro da obra no dia 11 de Janeiro para que procedesse à reparação das pedras, tendo-lhe dado um prazo de 15 dias para assim procedesse. Caso não cumpra este prazo, serão accionadas as garantias bancárias, garantiu. Quanto às pedras levantadas e partidas no entroncamento da Rua de Corredoura com a Rua S. João de Deus, os serviços camarários têm procedido à reposição.
Estacionamento junto à C+S de Caminha objecto de estudo tripartido
Outros pormenores levantados pela vereadora da oposição, prenderam-se com as tabelas de basket do Parque Municipal de Caminha e com um puxador avariado há muito temo na entrada sul das piscinas municipais de Vila Praia de Âncora. A presidente do PSD concelhio pediu explicações sobre a participação das escolas do Agrupamento no Corso Carnavalesco escolar e o seu colega Nuno Brás sugeriu que fosse repensado o estacionamento na Escola Preparatória e Secundária de Caminha e perguntou se era verdade que Caminha não iria participar nos Caminhos de Santiago, achando que as IPSS deveriam ser incluídas nesse projecto.
Jurista pediu esclarecimentos sobre contratos judiciários
A terceira eleita pelo PPD/PSD e seus aliados coligados na OCP, Idalina Fernandes, quis saber a que se referia um contrato de prestação de serviços judiciários feito com um advogado, relativamente a um processo-crime.
Quanto a este último assunto, Rui Lages respondeu que iria dar-lhe uma resposta por escrito na próxima sessão, tal como fará em relação a outro pedido de informação feito pela mesma vereadora sobre um advogado que "se intitula" representante do Município no caso do processo do CET, pedindo ainda toda a documentação sobre tal vínculo. Quanto ao problema do estacionamento, admitiu ser um "caos", pretendendo encontrar uma solução com os serviços camarários competentes, escola e ex-JAE.
Sobre as tabelas de basquetebol, garantiu que elas não tinham sido removidas por causa do ArtBeerFest (no segundo ano do Covid), mas simplesmente porque estavam podres. Dado que a empresa que os tinha instalado já não existia, encontravam-se a procurar quem a substituísse. Pronunciando-se sobre os transportes dos alunos a fim de participarem nos corsos carnavalescos, assinalou que tinham contactado o Agrupamento e que os disponibilizavam, sabendo que algumas escolas não pretendiam integrar-se nos festejos.
Atribuição de subsídio à Banda Lanhelense não foi pacífico
Um subsídio de 13.500€ atribuído à Escola de Música João Costa e Silva, da Banda Musical Lanhelense, suscitou uma intervenção de Liliana Silva, frisando esta que os valores constantes no PPI para este ano não correspondiam a esse número, levando a que posteriormente a coligação tivesse
emitido um comunicado vincando a sua interpretação, apesar das explicações contabilísticas dadas na ocasião pela chefe de Divisão Financeira.
Nesta reunião de Fevereiro, foram aprovados os acordos de execução e atribuição de subsídios às juntas de freguesia (o PSD pediu alguns esclarecimentos sobre discrepâncias de verbas, o que motivou explicações da chefe de Divisão respectiva) e o concurso público de transporte de passageiros nos municípios do Alto Minho, assim como as novas sinaléticas das freguesias de Vile e Rua Ramos Pereira em Vila Praia de Âncora (o PSD absteve-se alegando que a Junta de Freguesia não sido auscultada). Estas propostas deverão ser sancionadas pela Assembleia Municipal a realizar este mês.
Tal como anunciara na reunião descentralizada de Vila Praia de Âncora, o Executivo fez aprovar nesta primeira sessão de Fevereiro a concessão de um subsídio de 12.500€ à Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora destinado à manutenção e limpeza do Monte Calvário.