Nas sessões camarárias, os eleitos locais aproveitam para abordar vários temas de âmbito concelhio, no período prévio à ordem do dia propriamente dita, como sucedeu na reunião da passada Quarta-feira.
A colocação dos mecos no Terreiro, em Caminha, voltou a ser tema para os vereadores do PSD, com Liliana Silva a perguntar qual o seguimento dado às suas interpelações anteriores, temendo que aconteça algum acidente de maior gravidade.
Pediu esclarecimentos sobre a situação da casa da D. Olívia, em Vila Praia de Âncora, bem como o procedimento concedido à colocação de uma pala protectora da chuva na ligação entre as escolas desta vila.
Relativamente ao Terreiro, Rui Lages afirmou que as alternativas estão a ser analisadas pelos serviços urbanísticos, encontrando-se nas mãos do arquitecto que projectou aquele espaço, assim como esperam que a Junta de freguesia se pronuncie, e virá brevemente a reunião camarária. Sobre a questão da queixa da ancorense, espera poder dar uma informação mais pormenorizada através da chefe de divisão.
Uma vez que que Liliana Silva tinha manifestado a sua incomodidade por não terem recebido um convite para assistirem ao Dia da Comunidade Seixense (em que foi prestada homenagem a toda a comunidade seixense, e não a ninguém em individual), Rui Lages deu conta que o convite correspondia aos organizadores, confirmando apenas que o presidente da Câmara tinha sido convidado e ele próprio tinha estado presente.
"CET não poder ser a qualquer custo"
Face a pedidos de informação sobre as diligências feitas junto do pretenso promotor do CET para resolver a questão da devolução dos 300.000€, e se o jurista (Rui Medeiros) já tinha enviado um parecer, conforme revelado em reunião anterior, Rui Lages pormenorizou os diversos contactos realizados à distância e um presencial com Ricardo Moutinho.
Dado que a vereadora do PSD pediu um esclarecimento sobre o dinheiro do IVA, Rui Lages referiu que os serviços lhe tinham dito que ele tinha sido deduzido e tinham pedido o reembolso às Finanças, o que já tinha acontecido - confirmaria a chefe de Divisão Financeira presente na reunião - verba idêntica exigida agora ao promotor, porque tinha recebido 300.000€ mais 69.000€ de IVA.
Neste assunto já abordado noutra notícia, Rui Lages insistiu, antes de ser votada a proposta de resolução do contrato-promesssa de arrendamento, que o CET poderá ser uma realidade, "mas não a qualquer custo", acabando por ser aprovada a proposta por todos.
Explicação sobre as AEC
Ao ser analisada uma proposta de parceria com a AMFF e Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha, os pagamentos aos professores das Actividades de Desenvolvimento Extracurriculares por parte da Câmara Municipal, mereceram uma explicação da parte da vereadora Liliana Ribeiro, perante um pedido de esclarecimento de Liliana Silva, acabando a proposta por merecer a abstenção da OCP.