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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor


E QUANDO OS PAPAGAIOS SE CALAM

Depois de 9 anos de uma gestão decepcionante, eis que Miguel Alves abandona a Câmara e sua "amada" Caminha, de forma atribulada.

"Entrada de leão, saída de sendeiro", com pesadas suspeições a ensombrar as suas novas funções.

Ainda há pouco mais de 1 ano, na campanha das autárquicas, fazia juras de amor eterno ao concelho, garantindo que cumpriria o mandato, até final. Foi o que se viu. É assim que se reforça a confiança dos eleitores nos políticos.

Nem sequer pediu desculpa a quem nele votou. Que desfaçatez!

Quando iniciou funções, prometeu uma nova era no desenvolvimento do concelho.

Falhou em toda a linha.

Desculpou-se o tempo todo com a "pesada herança". Geriu o Município como aquele condutor que apenas dá atenção ao retrovisor, com uma obsessão no culto da imagem e promoção pessoal, em detrimento do progresso para Caminha.

São vários os factores que caracterizaram a sua governação desastrosa.

Aumento do endividamento à banca e a fornecedores, sem obra que se visse.

Aumento das taxas municipais para o máximo, incluindo o IMI e do preço da água, onerando os munícipes que não têm culpa da gestão descuidada.

Permitiu a construção do mercado no mesmo local, com um "masmarro" que agravou o "divórcio" entre a Vila e o Rio.

Descurou a limpeza e o asseio da Vila, em claro sinal de quem se está marimbando e está de passagem.

Abandonou a passagem transfronteiriça para Espanha, tão importante para o comércio local. Primeiro, perdoou a dívida a La Guardia, qual mãos-largas irresponsável. Depois, por desleixo, porque é mais fácil nada fazer, permitiu o encerramento da passagem do ferry-boat. Desde o princípio, desistiu da ideia de construir uma ponte. Certamente, seria um dossier trabalhoso de mais, para quem, verdadeiramente, nunca "arregaçou as mangas".

Desistiu completamente da atracção de empresas, de valor acrescentado, de modo a criar riqueza e emprego para fixar os jovens e tentar atrair os que já tinham abalado.

Neste capítulo, temos reconhecer uma excepção. O tão badalado Centro de Exposições. Aqui o seu esforço foi inexcedível. Tanto que pagou um ano de rendas adiantadas - 300.000 euros - por um edifício que não existe, nem sequer se sabe onde será, muito menos quando haverá uma previsão para o seu funcionamento.?

Chamado a dar explicações sobre tão original negócio, tardou tanto que o seu silêncio se tornou um ruído ensurdecedor. Há momentos que até os papagaios se calam.

Finalmente, quando falou, meteu literalmente os pés pelas mãos, com argumentos absurdos.

Valia mais continuar calado.

Manuel Marinho




Espírito Participativo

No passado dia dezasseis de fevereiro comemorei o décimo aniversário da minha participação, ininterrupta, em vários órgãos de comunicação: imprensa local escrita, jornais digitais, nacionais e brasileiros, redes sociais, onde incluo, também, o meu Blog pessoal e a minha conta de Facebook, estritamente utilizados para a divulgação do meu pensamento, acerca dos mais variadíssimos assuntos, inerentes à sociedade atual, sempre no mais rigoroso respeito pelas/os minhas/meus leitoras/res, amigas/os e conhecidas/os.

Aproxima-se mais um dia que considero muito importante, designadamente porque, uma vez mais, passei para um livro, dezenas das minhas reflexões que, ao longo dos últimos anos, tenho vindo a elaborar, sempre com a máxima honestidade intelectual, inflexibilidade, seriedade e investigação científica pertinente e adequada, para que o "produto cultural final", honre, ainda que minimamente, as boas práticas literárias.

Trata-se, na minha modesta opinião, de um humilde contributo, visando expor o meu estado de espírito sobre assuntos: que me preocupam; outros que me dão muito prazer; outros, ainda, para divulgar a inteligência de grandes mestres universais, com os quais muito teremos que aprender, ao longo das nossas vidas, designadamente, nesta "Escola da Vida" que tanto nos tem para ensinar.

Foram mais de quinhentas semanas, a que correspondem mais de mil e quinhentos artigos pensados, escritos e divulgados através destes meios informáticos. Naturalmente que não vou destacar aqui, os órgãos de comunicação para os quais escrevo há mais tempo, cujos diretores e equipas técnicas me tem dado um apoio inexcedível, e, não obstante, em alguns casos, haver uma certa ideia do seu caráter regional, sei que são lidos nos quatro cantos do mundo, pelos nossos emigrantes, e não só.

Penso, com toda a sinceridade, que a lusofonia terá muito a ganhar com estes contributos, por isso, é meu dever manifestar a minha gratidão a todos os leitores que paciente, e tolerantemente, me têm acompanhado nas suas leituras; depois, expressar o meu reconhecimento aos respetivos responsáveis, porque me têm dado a oportunidade de, universalmente, divulgar o meu pensamento, os meus livros, os meus projetos culturais.

Ao longo destes mais de dez anos, algumas centenas de assuntos foram expostos pública e mundialmente, através deste poderoso meio que é a internet. A vontade de contribuir para um mundo melhor, pela implementação dos valores mais naturais e legítimos, como: a vida, a saúde, a amizade, a lealdade, a solidariedade, a gratidão, a humildade, a confidencialidade entre amigos, a paz, enfim, a felicidade, esteve sempre presente, porque são valores e sentimentos dos quais não deveríamos abdicar, em nenhuma circunstância, na medida em que são eles que nos dão esta dimensão verdadeira e inimitavelmente humana.

Em nenhuma circunstância, como de resto já foi referido em outros momentos, neste mesmo espaço, esteve na mente do autor qualquer intenção de magoar, ofender ou prejudicar quem quer que seja. Sempre se respeitaram as opiniões, as posições, os princípios, os valores, as convicções e atitudes das pessoas, mesmo, quando elas não concordam com o pensamento exposto.

O trabalho desenvolvido ao longo destes mais de dez anos é extremamente, gratificante do ponto de vista ético-moral, espiritual, de realização literária e aperfeiçoamento cultural. Materialmente, é bem sabido, que não são auferidos quaisquer benefícios, no sentido do lucro, nem esse objetivo, alguma vez, se colocou, porque o prazer da escrita se sobrepõe a outros "interesses", muito embora, seja necessário arcar com certas despesas decorrentes da publicação de livros, sendo então importante que os leitores de boa-vontade os adquiram, assim como as instituições públicas e privadas.

É oportuno tecer, neste contexto, um justo comentário de agradecimento muito especial, a todas as pessoas que, na qualidade de minhas ex-alunas e ex-formandas, consultam, periodicamente, os diversos jornais, blogs e sites nacionais e internacionais para os quais escrevo, bem como as redes sociais mais utilizadas, para, entre outros assuntos, lerem os meus artigos, e, posteriormente, nas sessões de formação me colocarem as suas dúvidas, suscitarem o debate aberto, democrático e muito produtivo para todos.

A somar a esta informação, que fui colhendo ao longo dos anos, outras me chegaram, de diversos quadrantes políticos, religiosos, sociais, estatutários, provenientes das mais diferentes origens ideológicas, sociais, económicas e etárias. O enriquecimento cultural, a todos os títulos, que resultou para o autor é, por si só, impagável e estimulante, para prosseguir com este projeto, pelo menos enquanto me forem dadas condições para continuar a divulgar as minhas ideias.

Este empreendimento, que classifico de "Cidadania Participativa", no domínio das Ciências Sociais e Humanas: Filosofia, Ética, Axiologia, Direitos Humanos, Política, Religião, Sociologia, História, etc., que vem sendo implementado pelos Órgãos de Comunicação Social digital, vai prosseguir, sempre no respeito pelos mais elementares princípios da boa educação, nos valores da solidariedade, amizade, lealdade, cumplicidade e gratidão, designadamente, para com todas as pessoas que, reciprocamente, assim procedem para comigo.

Sem falsa modéstia, afigura-se que o balanço do trabalho já realizado é, francamente, positivo, justamente, porque, tratando-se, embora, de um humilde contributo para a "Cidadania Participativa", tem concorrido para que muitas pessoas, inseridas em processos de educação/formação, tenham acesso a ideias, eventualmente, diferentes das suas, perspetivas pessoais de olhar a vida, a sociedade e o mundo.

O balanço é positivo, também pelos comentários que são feitos diretamente ao autor: naturalmente que uns concordando; outros discordando; outros ainda sugerindo diferentes alternativas. Com todos eles, muito se aprende, se enriquece e se desenvolve o pensamento, evitando-se, desta forma, o dogmatismo que estigmatiza quem o utiliza e defende, sem possibilidade de abertura aos outros.

A adaptabilidade e a flexibilidade às novas formas de posicionamento na sociedade: aos princípios, aos valores, aos sentimentos e às condutas dos que connosco convivem, no dia-a-dia, às Instituições com as quais trabalhamos, e/ou das quais nos servimos, para a resolução dos nossos problemas, cada vez mais complexos, são, atualmente, qualidades e capacidades que se podem, e devem, desenvolver, justamente, através de muita leitura, da troca de opiniões, da aceitação democrática do pluralismo das ideias, enfim, do exercício das boas-práticas cívicas.

É incontestavelmente desaconselhável que pessoas, grupos, comunidades, e instituições se fechem em si próprias. Ninguém é totalmente autónomo: por muita riqueza material que possua; por imensos conhecimentos que tenha; pela eventual influência que consiga mover a quaisquer níveis, porque na verdade, o "mundo está cheio de esquinas" e a vida repleta de "altos e baixos".

Hoje: a PARTILHA é a palavra de ordem; os valores da Solidariedade, da Amizade, da Lealdade, da Reciprocidade, da Gratidão, da Confidencialidade e da Humildade, entre as pessoas que se querem bem; do Respeito, da Dignidade e da Espiritualidade, entre outros; os sentimentos da Benquerença, no tal contexto, por exemplo, de um verdadeiro "Amor-de-Amigo", do Carinho, da Estima, da Consideração, da Esperança e da Salvação; o posicionamento que resulta dos: Saber-ser, Saber-estar, Saber-fazer e do Saber-conviver-com-os-outros, são fundamentais para que o Ser Humano tenha uma existência compatível com a sua superior dignidade, enquanto Ser criado à imagem e semelhança do seu CRIADOR, para quem acredita num Ente Supremo e Absoluto, DEUS.

PARTILHAR, com justiça, com amor, com alegria, com esperança, não com a exigência, da reciprocidade, embora não a subestimando, pode conduzir-nos à Paz e à Felicidade. Neste sentido, pretendo conduzir este projeto, isto é, que a partir dele, possamos viver com Saúde, Amizade, Educação, Trabalho, Paz e Felicidade, sempre na Graça de DEUS e nunca esquecermos o lema: "Com a Vida se Aprende, com a Vida se Luta e com a Vida se Vence".

Diamantino Bártolo


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Apoiado pela Fundação EDP

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