Miguel Alves decidiu renunciar ao cargo de secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro após ter assumido essa função a 22 de Setembro, deixando a presidência da Câmara Municipal de Caminha entregue a Rui Lages, seu vice-presidente até então.
O ex-autarca caminhense optou por deixar de ser o braço direito de António Costa, perante um forte pressão da comunicação social e dos partidos da oposição, após as contantes notícias relacionadas com o polémico projecto do Centro de Exposições Transfronteiriço que o promotor Ricardo Moutinho (afinal, não era Professor Doutor como foi apresentado no primeiro contacto público que decorreu em reunião camarária, segundo o próprio reconheceu esta semana em entrevista a um semanário) pretenderia instalar no concelho de Caminha.
Logo que conhecida a informação na passada Quinta-feira de que o Ministério Público tinha acusado o ex-autarca de Caminha de um crime de prevaricação no caso "Teia" - não relacionado com o assunto do multiusos -, envolvendo a ex-mulher do antigo autarca de Santo Tirso, Manuela Couto, com quem a Câmara de Caminha tinha feito um contrato de assessoria através uma das suas empresas (Make It Happen), Miguel Alves demitiu-se do cargo de secretário-Adjunto do Primeiro-Ministro.
Entretanto, a OCP, coligação de direita formada pelo PPD/PSD, CDS, Aliança e PPM, requereu a convocatória de uma Assembleia Municipal Extraordinária de Caminha em que o tema único se prende com o projecto do Centro de Exposições Transfronteiriço e a polémica desencadeada na imprensa nacional.
No seguimento destes acontecimentos, BE, CDU e Câmara Municipal emitiram comunicados sobre este caso e o turbilhão de notícias vindas a público desde 26 de Outubro.
O Secretariado do PS Vila Praia de Âncora, emitiu também um comunicado de apoio a Miguel Alves.