JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000 JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000

Argela

Incubadora verde na área da investigação

Através de um espaço de trabalho partilhado, uma incubadora verde criada na antiga Escola Primária de Argela, foi inaugurada no passado dia 11, com a presença de Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Interterritorial.

A Câmara Municipal de Caminha será uma das entidades gestoras deste equipamento, renovado e "amigo do ambiente", em conjunto com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da Universidade de Trás-os-Montes, pretendendo criar um núcleo de incubação de empresas e um centro de investigação e desenvolvimento "ligado ao desenvolvimento dos territórios de baixa densidade populacional do Vale do Minho", em que conhecimento, investigação e inovação nas áreas de sustentabilidade ambiental e desenvolvimento de negócios no âmbito do sector primário se complementam.

"Este é mais um passo que damos para o futuro do nosso concelho"

Segundo justificou Rui Lages, presidente da Câmara Municipal de Caminha, este Município investiu "cerca de 200.000€, financiado a 85% pela Programa Operacional da Região Norte" pretendendo potenciar a criação de emprego, através de "uma estratégia de qualificação do território", que, consequentemente, "dinamizará a economia", o que tem contribuído para que o aumento de empresas tenha sido uma constante nos últimos tempos, equivalendo a uma subida do volume de negócios e a um avanço demográfico.

Deu como exemplo a subida do número de dormidas, que representou um acréscimo de mais de 70% nestes últimos anos, bem como a descida do número de desempregados que registou no passado mês de Junho, o menor de sempre.

"Diversificação e potenciação da economia local"

Valorização urbana, divulgação do concelho de Caminha, sustentabilidade ambiental e promoção dos recursos naturais e paisagísticos estarão na base deste sucesso em que o autarca se baseou, um "ritmo" que pretendem manter, nomeadamente através da "diversificação da economia local".

O sector primário, como é caso da agricultura, pescas, florestas, pecuária e silvicultura, estão na base das prioridades apontadas, incluindo agora esta designada "incubadora verde" no apoio ao "empreendedorismo rural sustentável", dirigido às empresas do sector e ao "trabalho partilhado", incluindo a domiciliação do projecto "Nutrir" - um centro de investigação e desenvolvimento ligado ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo e à Universidade de Trás-os-ontes.

A valorização dos produtos endógenos enquadra-se neste projecto, cujo trabalho científico será transportado posteriormente para os agentes económicos locais.

Dentro desta perspectiva, surgem três produtos naturais e da nossa região, como o funcho do mar (produção agronómica e valorização no sector alimentar), camarinha (como ingrediente na dieta dos peixes de água doce) tendo em vista uma "aquacultura mais sustentável" e a exploração dos recursos florísticos da Serra d'Arga a utilizar nos produtos fito-farmacêuticos ou alimentares.

"Desígnio nacional"

Nuno Vieira e Brito, da UTAM, ao usar da palavra na cerimónia de inauguração, incidiu as suas palavras na "transformação da ciência e conhecimento em desenvolvimento", uma tarefa urgente em tempos difíceis, mas "decisiva para a qualidade de vida dos nossos cidadãos", aproveitando o projecto NUTRIR, lançado pela actual ministra presente em Argela.

Referiu a existência de um bolseiro do IPVC que deverá orientar este projecto "pró-activo" na senda do progresso de territórios desertificados, "criando valor" para a região alto-minhota.

"Construir o futuro, respeitando e perpetuando o nosso passado"

O envolvimento da presidente da Junta de Freguesia de Argela, Sandra Ranhada nesta incubadora verde, mereceu um elogio da parte da ministra Ana Abrunhosa, ao abraçar igualmente um projecto que "marca a diferença no território", precisamente num espaço/escola, classificando a ideia como "uma feliz recuperação que permite perpetuar este local como um centro de saber".

Transformar ciência de acordo com as características do território foi um dos focos das palavras da governante, com o objectivo de "um desenvolvimento sustentável" e "criando mais valor no território baseado nos produtos endógenos".

Elogiou a "mudança" operada nos autarcas que apostam igualmente na criação de "um envolvente propício ao desenvolvimento das suas empresas", sem esquecer qualquer das potencialidades dos seus territórios, baseando-se nos seus valores tradicionais.

"Agro-alimentar tem importância estratégica"

Segundo acentuou, a qualidade é de igual modo decisiva, para que "a nossa soberania em termos de auto-suficiência se imponha", como ficou evidente com a pandemia e agora com a guerra provocada pela invasão da Ucrânia.

O sector agro-alimentar é decisivo para a nossa independência, reforçou a ministra, embora admita que será impossível competir neste sector em muitas áreas, mas noutras, "poderemos ser auto-suficientes e competitivos internacionalmente", afiançou.



Edições C@2000

Cemitérios de Caminha - Fragmentos de memória
Autor: Lurdes Carreira
Edição: C@2000


Há estórias de casas e casas com história
Externato de Santa Rita de Caminha
Autor: Rita Bouça
Edição: C@2000


República em Tumulto
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000

História Nossa
Crónicas de Tempos Passados
por Terras de Caminha e Âncora
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000

Do Coura se fez luz
Hidroeletricidade, iluminação pública
e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos
do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais