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Lanhelas

Oficina de teatro deverá ser criada

Movimentações de camiões nos terrenos da Casa da Torre inquietaram

Luís Espinheira, delegado socialista na Assembleia de Freguesia (AF) de Lanhelas, participou por vídeo-conferência na última reunião deste órgão autárquico (no mandato anterior já tinha sucedido o mesmo com outra delegada eleita pelo PSD que se encontrava em Moçambique) e manifestou a sua tristeza perante a inexistência de um grupo de teatro nesta aldeia caminhense

Referiu que no Dia de Lanhelas (23/Abril) nada se tinha feito e a participação na Feira Medieval tinha sido bastante reduzida, mas alertou que existe uma jovem, Maria Rocha, que acabou de tirar um curso de teatro, que pretende retomar esta arte, mantendo a tradição de "encontro de gerações" bem arreigada em Lanhelas, e que se encontra "disponível" para organizar um grupo de teatro, porque "tem muitas ideias", prometendo por isso ajudá-la nesse projecto, asseverou Luís Espinheira.

"Não é só a oficina de teatro que queremos" implementar, assegurou Luís Marrocos, presidente da Junta de Freguesia, mas também recuperar os cursos de bordados, costura e culinária que existiram nos mandatos anteriores.

Confirmou que já tinha pensado na Maria Rocha para reativar o teatro, porque o encenador Fernando Borlido não dispõe de tempo para continuar a prestar apoio à arte de Talma em Lanhelas, devido às inúmeras tarefas que lhe foram distribuídas na escola. Assim, espera poder apresentar algo para o próximo Natal, envolvendo as crianças da escola da freguesia. Confirmou a presença na Feira Medieval, assim como a participação no cortejo etnográfico da Festas de Nª Sª da Bonança a pedido ao anterior presidente de Câmara (Miguel Alves), embora considerasse mais consentâneo marcar presença nas Festas do Concelho de Caminha (Stª Rita de Cássia), caso estas tivessem expressão.

"Temos de estar alerta"

Adolfo Marrocos aproveitou esta sessão para alertar para a existência de "um edifício enorme" a ser erguido no interior dos terrenos na Casa da Torre, interrogando-se se estaria autorizado ou não, prometendo que iria falar com a Câmara Municipal, porque tudo "tem de ser feito dentro da lei", advertiu.

Esta situação levou um freguês de Lanhelas que assistia à reunião, Joaquim Pereira, a pedir "cuidado" com as construções na Casa da Torre, no que foi corroborado por Andreia Alves, presidente da AF, afirmando que não pode haver vedações junto ao rio, nem construções não autorizadas dentro da área da Casa da Torre.

"A APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e a Câmara Municipal devem pronunciar-se" sobre a legalidade da construção, insistiu o presidente da Junta, lamentando que a plantação de árvores de grande porte tivessem retirado as vistas para o rio.

Assaltos causam alarme

Nos últimos tempos, registaram-se roubos de holofotes no Cruzeiro da Independência (de 17 para 18 deste mês), um assalto ao restaurante O Frade, e numa casa particular de onde levaram carrinhos de mão, o que causou "alarme" na população, respondeu o líder do Executivo lanhelense, em resposta a um pedido de informação da delegada da oposição Joana Wright, a qual teme que a própria sede da junta possa ser objecto de assalto, se não houver sistemas de vigilância.

De modo a evitar que os focos de luz no Cruzeiro da Independência voltem a desaparecer, a Junta de Freguesia já contactou a Câmara Municipal para que "os holofotes sejam colocados doutra forma" no intuito de que não sejam roubados, explicou o autarca, não descartando a possibilidade de os instalar em três postes altos, hipótese já discutida com o novo presidente do Município.

Adolfo Marrocos aproveitou a ocasião para alertar os moradores para que tenham cuidado com pessoas que se dizem leitores dos contadores de luz, assunto discutido entre os delegados, reportando situações relacionadas com estes casos.

140.000€ para arranjo da beirada do rio nas Pesqueiras

O derrube das pedras na beirada do rio, junto às pesqueiras, tem sido tema recorrente nestas assembleias (incluindo a abordagem feita por Liliana Silva na última reunião camarária). Joana Wright perguntou à Junta de Freguesia se efectivamente já existia um orçamento para a sua reparação, o que foi confirmado.

Adolfo Marrocos anunciou que serão investidos brevemente 140.000€ pela Câmara Municipal, estando programado o arranjo de 80 metros de paredão, bem como será instalada uma nova plataforma de acesso aos barcos, existente um pouco mais a montante da beirada do Rio Minho.

Elogio aos bombeiros, sapadores e moradores

O grande incêndio registado no último Verão em Lanhelas suscitou um diálogo entre os eleitos locais, contando episódios da experiência dramática vivida, em que casas estiveram em risco, salvas pela intervenção dos bombeiros, sapadores florestais, protecção civil e pela entreajuda abnegada dos lanhelenses que acudiram em massa no combate às chamas. Adolfo Marrocos referiu-se ainda à disponibilidade manifestada pelos mordomos da Festa das Solhas (Senhor da Saúde), ao prepararem caldo verde e comida diversa com que presentearam os bombeiros (sem dormir) e todos os que combateram as chamas, assim como elogiou a sua disponibilidade e voluntarismo, incluindo os fregueses de Vilar de Mouros que colaboraram com os seus tractores.

O fogo deflagrado na antiga lixeira de Vilar de Mouros veio a atingir o Chão dos Campados, prestes a chegar aos depósitos de pirotecnia, defendidos pelos sapadores florestais municipais, após o que passou para a A/28, ultrapassando-a até atingir a zona do Cruzeiro da Independência.

O lançamento de lixo no monte foi verberado pelo secretário da Junta, sendo ainda anunciado para breve a realização de uma assembleia dos Compartes para decidir sobre os cortes e venda da madeira ardida, incluindo a elaboração de um projecto de reflorestação com árvores autóctones.

A Junta já procedeu à limpeza os terrenos à volta do campo de futebol e pretendem fazer o mesmo junto ao cemitério.

Esta reflorestação foi elogiada por um morador, Joaquim Pereira - presença habitual nestas assembleias -, perguntando se um camião carregado de eucaliptos/austrálias que tinha visto passar, representava algum corte efectuado.

Em termos de cemitério, Joana Wright chamou a atenção para a utilização excessiva de água, levando a que se discutisse a melhor forma de o solucionar, o mesmo sucedendo relativamente às limpezas da freguesia, um tema recorrente nestas assembleias. A Junta de Freguesia limpa todas as ruas, mas diz ver-se forçada a aplicar herbicidas devido à falta de trabalhadores, a par de haver pessoas que deitam inertes para o exterior das suas casas, prática verberada pelo secretário da Junta.

Com o aproximar do inverno, a autarquia vai limpar sarjetas e regos foreiros de modo a evitar entupimentos, tendo sido criticado o facto de existirem tubos de particulares a agravar a situação.



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