Dois dos serviços públicos da vila de Caminha merecem reprovação por parte dos utentes. Na Repartição de Finanças, apenas se podem efectuar pagamentos na Sexta-feira de manhã e o atendimento apenas pode ser feito através de uma linha telefónica nacional.
Quando se sabe que é à Quarta-feira e à Quinta-feira que os habitantes das freguesias rurais se deslocam às vilas de Caminha, aquando da realização das feiras semanais, na sede do concelho no primeiro caso, e em Vila Praia de Âncora no dia seguinte, aproveitando para tratarem dos assuntos pessoais ou efectuar pagamentos, seria, no mínimo, mais coerente que nesses dois dias fosse permitido cumprir com as suas obrigações fiscais. Embora o mais natural e consentâneo é que isso sucedesse nos cinco dias da semana.
Sobre as marcações por chamada telefónica, parece ser uma prática a que a administração central nos quer habituar, tendo como pretexto as restrições provocadas pela pandemia, esquecendo as dificuldades (e perda de tempo) que isso acarreta para muitos contribuintes.
Quanto ao Centro de Saúde de Caminha - agora elevado (?) a outra categoria -, continua a saga do atendimento personalizado que teima em não ser reintroduzido, apesar das esperanças deixadas pelo administrador da designada ULSAM de Viana do Castelo. Entretanto, nesta unidade de saúde de Caminha, está por preencher a vaga de um médico de família que se aposentou.
Estando previstas algumas mudanças na gestão do Centro de Saúde a partir de Outubro, poderá ser que as chamadas telefónicas se restabeleçam.