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Dem

Regresso das rusgas à Festa de S. João d'Arga

Voltou a Festa de S. João d'Arga e com ela as rusgas de romeiros em direcção ao Mosteiro da Serra d'Arga, onde se festeja a romaria mais genuína do Alto Minho, após um hiato de dois anos provocado pela pandemia.

Desde Dem, voltou a sair um rancho de pessoas da freguesia e de outras paragens que se associaram a essa caminhada iniciada na Chão do Porto, com paragem no Largo do Sobreiro, daí seguindo até ao lugar de Filgueiras (como lhe chamava o saudoso Domingos Cerejeira, conforme relatou nas suas memórias publicadas pelo C@2000), em Arga de S. João, seguindo desde daí pela estrada municipal até ao convento beneditino, dando três voltas à capela e integrando-se na festa que começa a animar-se a partir do final da tarde.

Hugo Afonso, presidente da Junta de Freguesia de Dem, reconheceu que "estamos todos contentes, evidentemente, porque é sempre um orgulho e uma alegria voltarmos a fazer esta rusga" que juntou mais de 100 pessoas.

"A união faz a força"

O autarca deense manifestou ainda o seu contentamento por ter sido possível "reunir condições para que fossemos todos juntos", dado que no passado recente saíam dois ranchos desta freguesia.

Em duas horas e meia punham-se em S. João d'Arga, devendo fazer "uma paragem técnica" à chegada, esperando que termine a missa na capela, após o que começa a farra.

"É bom" que tivesse sido possível "unir a freguesia para conviver e festejar", insistindo que "a união faz a força".

"O pessoal vai unido!"

Um dos tocadores de concertina inserido nesta rusga com partida em Dem através da Serra d'Arga até atingir o Mosteiro de S. João, foi José Afonso um músico popular deense que nos manifestou o seu contentamento pelo facto de "irmos todos juntos, a rusga de Caminha e Dem, não havendo necessidade de irmos divididos, formando um grupo maior e o que interessa é a alegria, que tudo corra bem e é assim que todos anos deve funcionar".

Devido a estes dois anos forçados de interregno, "há sempre algo que falta, porque havia pessoas que vinham e deixaram de vir, há divisões em que tanto perde um lado como o outro", insistindo que considerava "bom unirem-se outra vez, embora nem toda a gente consiga perceber isto, mas, do meu ponto de vista, não há maldade nenhuma e há que ver isto pelo lado bom": "O pessoal vai unido!".

"E ainda bem que há outra vez S. João d'Arga e as tradições continuam!", após esta paragem forçada pelo Covid, lamentou, mas "a farra já começou ontem à noite e vai prosseguir hoje (28 para 29/Agosto)



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