Pela terceira vez desde a sua criação em 1981, a Festada Portuguesa animou uma das noites das Festas de Nª Senhora da Agonia, a padroeira dos pescadores caminhenses, que decorreram entre 19 e 21 de Agosto último.
Formado por oito jovens do concelho de Caminha, este grupo de música tradicional e popular portuguesa teve a sua primeira actuação em 31 de Dezembro desse ano, em Gien, Orléans, França, por intermédio do caminhense Artur Vieira (já falecido), emigrado nessa região parisiense (dista cerca de 100 km da capital francesa), o qual proporcionou ainda mais algumas actuações nas associações de emigrantes, com a finalidade de "levar a mensagem da zona de Caminha e do Minho a uma colónia de emigrantes muito grande", explicou-nos Vítor Cordeiro, um dos fundadores desta banda.
Este primeiro passo "motivou-nos a dar seguimento ao grupo", tendo sido lançado um LP ("Minho em Festa") em 12 de Março do ano seguinte, cuja apresentação teve lugar no então designado Cineteatro José António Pires.
Seguiu-se um hiato de alguns anos, quando alguns dos intérpretes abraçaram outros projectos, até que em 2017, quando a AMIR apresentou a Serração da Velha na sua sede e nos Bombeiros de Caminha, "o Joaquim Guardão pediu-nos para complementar os espectáculos de teatro", tendo decidido aceitar. "Tocou a rebate, juntámo-nos, trouxemos para maestro o Júlio Viana que nos apoiou desde logo e tem continuado connosco, e a partir daí começamos a dar os passos necessários", sendo retomadas as actuações, contou-nos Víctor Cordeiro.
A Festada Portuguesa tem a sua sede social e ensaia na biblioteca da Associação Moledense de Instrução e Recreio, embora a Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho tenha disponibilizado as instalações desta segunda freguesia para o efeito.
"Estamos disponíveis para aquilo que aparecer"
Contudo, a exemplo do sucedido com a generalidade dos grupos e associações após o aparecimento do Covid, parou tudo novamente, estando agora "a levantar a cabeça, sem intenção de fazer algo semelhante ao Augusto Canário ou Sons do Minho, dos quais somos amigos", mas simplesmente corresponder "a alguns casos pontuais que apareçam", como sucede com as solicitações do INATEL ou das casas de repouso, por exemplo, prosseguiu este entusiasta da música tradicional.
"Sentimos que as pessoas gostam de nos ver actuar em Caminha", admitiu Víctor Cordeiro, mas a receptividade noutros pontos é positiva, dando como exemplo a participação na Festa da Flor, em Vila Praia de Âncora, "em que tivemos uma assistência muito boa". Aliás, a actuação neste evento ancorense foi-lhes benéfica, pois foram presenciados por Quim Barreiros e outros músicos populares que os felicitaram no final do espectáculo, "dizendo-nos que estamos no bom caminho", a par de a competência do maestro Júlio Viana "nos dar garantia", observou.
A Festada Portuguesa é composta actualmente pelos seguintes elementos: Herculana Couchinho-Vocalista e Percussões ; Diana Serra-Cavaquinho ; Paulo Torres-Acordeão ; Amílcar Silva-Percussões ; Víctor Couchinho-Percussões e Harmónica ; Júlio Viana-Viola Baixo ; Jorge Fão-Guitarra e Víctor Cordeiro-Viola Braguesa/Amarantina. Todos eles cantam durante as actuações.