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Caminha

"Broadway" nas Festas do Concelho
e em Honra de Stª Rita de Cássia

A noite de Sábado das Festas do Concelho de Caminha e em Honra de Santa Rita de Cássia foi preenchida com um concerto a cargo da Banda Musical Lanhelense na Praça Calouste Gulbenkian, dedicado aos grandes musicais, designadamente da "Broadway", tendo como convidados dois cantores solistas, a soprano Tânia Esteves, natural de Âncora, e o tenor João Terleira, de Caminha, acompanhados ao piano por José Meira de Vila Praia de Âncora.

Esta feliz combinação ensaiada para o espectáculo previsto para o dia 1 de Janeiro no Pavilhão Municipal Fernando Lima, suspenso devido à pandemia, proporcionou agora um momento acertado da programação das Festas, do agrado do público presente.

Com "boa vontade tudo se consegue"

César Nuñez, maestro da Filarmónica Lanhelense, admitiu que "os novos projectos levam sempre tempo a preparar, porque congregam muita gente e há que enquadrar tudo". Com "boa vontade" tudo se consegue, admitiu, nomeadamente "quando se colabora com gente do concelho de Caminha", além de contribuir para que a banda "não se feche e conheça outro tipo de reportório".

A escolha foi sua, mas aprovada por todos, "no seguimento daquilo que temos feito desde que sou maestro há sete anos", orientados sempre para novos projectos em cada verão, tendo apostado agora em musicais com cantores e piano, e, admitiu que "correu bastante bem" e para que "o povo se aperceba que não fazemos só procissões, arruadas e festas de romarias".

Adimitiu a possibilidade de repetir o espectáculo, depois desta experiência inédita com João Terleira e José Meira, que não conhecia, incluindo a Tânia Esteves, a soprano que já tinha colaborado com a banda noutras ocasiões.

"É sempre um prazer trabalhar com eles"

Esta ancorense confirmou "os diversos convites que tenho recebido para colaborar com a Banda de Lanhelas, o que é sempre um gosto e tenho visto a banda do nosso concelho a crescer e isso agrada-me imenso".

Não foi fácil ensaiar este concerto, uma vez que "sai um bocadinho da nossa zona de conforto - falando por mim e pelo Terleira - e que é a parte da ópera e canto lírico, pelo que este musical é algo diferente, mas nada que leve a não se aceitar o desafio, e acredito que correu bastante bem".

Dado que tiveram mais tempo para assentar ideias, atendendo ao adiamento forçado a que foram obrigados, "acho que agora ainda correu melhor do que se tivesse sido feito no Ano Novo".

"Partitura" versus "improviso"

José Meira deixou por alguns momentos a companhia dos "As Troides" - que ainda tinham dado um concerto uns dias antes - e veio actuar com a Banda de Lanhelas - o que aprecia imenso -, apesar da dificuldade que revestiu "ter de tocar com partitura, porque eu gosto mais decorar as coisas e tocar de cabeça, ou improviso", mas recordou que havia já uns anos que tinha participado num projecto de Natal com a Lanhelense.

Um regresso a casa desejado e merecido

"Finalmente" um regresso a casa, foi o que sucedeu a João Terleira, um tenor que raramente canta em Caminha, "mas a minha família sabe quanto gosto de cantar aqui porque é sempre especial fazê-lo para a minha gente".

Encontra-se há três anos em Heidelberg, na Alemanha, numa companhia residente de cantores solistas (ópera), o que levou o maestro da Banda Musical Lanhelense "a enviar-me as partituras e nos intervalos de outras coisas - incluindo o avião - tive tempo de ensaiar e preparar".

"Pela primeira vez na minha vida, cantei musicais, porque nunca se proporcionou, embora costume ver bastantes e, agora, felizmente, foi uma boa estreia".

O facto de terem terminado o espectáculo interpretando um tema do grupo sueca Abba, acabou por ser do agrado do público, embora "nunca me tivesse passado pela cabeça cantar Abba", admitiu, mas perante a reacção da assistência, "é impossível não gostar disto".

João Terleira é um cantor que se encontra no centro da Alemanha, bem perto de um conflito grave que assola a Europa, mas afirmou que "não faço ideia do que seja viver num país que não seja seguro e em que a qualquer momento possa acontecer alguma coisa a mim e à minha família. Ao estar aqui as defesas relaxam todas e parece que volto a ter 16 anos, sendo uma sensação muito reconfortante".

"Artistas russos e ucranianos dão-se super-bem"

Considerou que "vejo com preocupação a situação que aí vem", frisando que os artistas russos e ucranianos com quem convive e trabalha diariamente "dão-se super-bem, o que é uma prova de que muitas vezes, este tipo de conflitos tem pouco a ver com os povos, mas mais com outro tipo de decisões", lamentou.


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