O Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil vai para consulta pública, após ter sido aprovado na reunião camarária deste mês, depois das explicações dadas pelo engenheiro responsável pela elaboração deste documento.
Luís Pedro Saraiva foi à sessão camarária vincar a importância da revisão deste plano, o qual foi classificado por Miguel Alves, presidente do Executivo, como "primordial".
Segundo referiu o técnico camarário responsável pela Protecção Civil, este documento já vinha sendo elaborado há algum tempo, um trabalho "moroso", insistiu, face à existência de uma cartografia difícil, mas sendo agora possível colocá-lo à apreciação dos munícipes e apontarem outras soluções ou propostas. Miguel Alves comungou das palavras do técnico, perante as dificuldades em prepará-lo, tendo aproveitado para saudar os trabalhadores camarários que participaram nos últimos 8/10 meses na sua concretização, e convidou também as escolas a abordarem este assunto.
Concluído este processo, será elaborado um relatório a remeter à Comissão Municipal de Protecção Civil a fim de ser validado, após o que será enviado à Entidade Nacional de Protecção Civil para que o analise e aprove.
A oposição (Liliana Silva) manifestou-se "contente" com a vinda deste plano ao plenário camarário, e Nuno Brás, geógrafo e professor, deu os parabéns pela apresentação do documento e prometeu que iriam dar os seus "contributos". Este edil manifestou-se preocupado com a erosão costeira e correntes marítimas e estranhou que nele estivessem contempladas arribas, quando na sua óptica, não existiam no concelho de Caminha.
Contudo, segundo apuramos, há arribas fósseis nas freguesias de Cristelo e Vilarelho, um assunto a debater entre os especialistas.
Assuntos diversos
A forma como decorrem as limpezas no concelho, suscitaram debate entre maioria socialista e oposição social-democrata, com os vereadores da OCP (PPD/PSD, CDS, Aliança e PPM), a apontarem alguns pontos que não estariam nas melhores condições, e os socialistas a admitirem alguma incapacidade do Ministério em actuar nas estradas nacionais, levando-os a considerar "feliz" a decisão de colocar o Município com a responsabilidade de intervenção no troço da EN13, entre a rotunda do Sporting Club Caminhense e o nó do Paraíso em Vila Praia de Âncora.
Voltando a oposição a abordar a situação do paredão da pesqueiras em Lanhelas, Miguel Alves anunciou que a orçamentação já se encontra pronta (150.000€), estando apenas a aguardar pela aprovação da concessão de fundos comunitários para executar a reparação.
Tendo a oposição solicitado explicações sobre a intervenção num tanque, em Vile, e na necessidade de reparar o passadiço Francisco Sampaio, entre Âncora e Vila Praia de Âncora, Miguel Alves referiu que, no primeiro caso, a limpeza tinha sido realizada, mas prometeu ir pedir informações sobre as demais reparações, assim como em relação ao passadiço.
Tendo-se realizado esta reunião no início do mês, o vereador Nuno Brás manifestou alguma incomodidade perante o anúncio de cancelamento da digressão de três bandas previstas actuar no próximo Festival de Vilar de Mouros e perguntou para quando o anúncio do fecho definitivo do Festival.
O presidente do Executivo reconheceu ser difícil recompor a programação quando surgem cancelamentos a poucas semanas do evento, nem é de um dia para o outro que se conseguem substituições, mas anunciou que "a qualquer momento" seria anunciado o cartaz definitivo, como sucedeu dias depois, com a novidade dos Simple Minds a actuar no segundo dia.
O alargamento da Rua da Trindade, em Âncora, levou a oposição a solicitar explicações sobre o atraso nos trabalhos, levando o vereador Rui Lages a insistir tratar-se de uma parceria com a Junta de Freguesia, à qual corresponde dirigir as obras.
Esta sessão permitiu aprovar três protocolos. Um, entre o Município e a Fundação AMA (pediram apoio para um jovem de 23 anos, de Vila Praia de Âncora), outro com a Coopetape (colaboração e trabalho na elaboração de projectos para obtenção de fundos do PRR) e um terceiro com o Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha (candidatura ao projecto "Ciência Viva").
"Não posso mais"
No final da sessão aberta à intervenção do público, uma moradora de Caminha, Maria de Fátima Barros, historiou o processo penoso ("são 3 anos e 7 meses à espera", vincou) que tem percorrido, para que a Câmara se substitua ao senhorio da casa onde habita e realize as obras já reconhecidas como necessárias por uma vistoria feita por técnicos camarários.
A moradora disse que não tinha possibilidades para ir para outro sítio, "se não, já tinha saído", pelo que apelou ao presidente da Câmara para que intercedesse.
Segundo referiu o vereador Rui Lages, já possuíam uma estimativa orçamental, contactaram três empresas, mas nenhuma se mostrou interessada em realizar as reparações.
Miguel Alves pediu à reclamante que aguardasse mais alguns dias, após o que falariam sobre este assunto.