Durante dois dias, a população de Seixas e os visitantes puderam desfrutar de um contacto estreito com o Rio Minho que desliza sereno e brilhante junto à margem desta freguesia neste verão caloroso, através de uma iniciativa ("Seixas, Viver o Rio") da autarquia local que pretendeu dessa forma desenvolver uma série de actividades de promoção de um dos seus locais mais emblemáticos.
Tendas de petiscos e de diversão para crianças, desportos náuticos e dois barcos carocho construídos pelos artesãos lanhelenses, animaram o último fim-de-semana junto ao Cais de S. Bento, levando Dionísio Rua, presidente da Junta de Freguesia e considerar "muito positivo" o balanço que fez a meio da festa, frisando que no Sábado à tarde "as expectativas" já tinham sido ultrapassadas, com muita gente a comparecer na festa, para o que contribuiu o dia maravilhoso que se fez sentir, pelo que as previsões optimistas para essa noite concretizaram-se.
Peixe seco (mujo e tainha, "que já não há muito, porque hoje em dia, infelizmente, há pouca gente a pescar), sardinha assada e sandes com diversas carnes constituíram os ingredientes para uma jornada de convívio e lazer, contando Dionísio Rua que os moradores de Seixas viessem engrossar o número de presenças.
"Aqui ninguém paga nada!", referiu Dionísio Rua ao comentar as barracas e roulottes estacionadas no local, "porque não é nossa finalidade ter fins lucrativos, além de ser o primeiro ano que realizamos a Festa", porque o motivo principal "é mostrar o nosso rio e marginal maravilhosos". De igual modo as colectividades locais marcaram presença, arrecadando fundos para as suas actividades regulares.
Carochos marcaram presença
Sublinhou a presença de dois carochos "de origem feitos pelo senhor Marrocos de Lanhelas, apetrechados com tudo o que é básico", em referência às velas, lemes e remos antigos, dois símbolos do Rio Minho que urge divulgar, inclusivamente "porque estão em vias de extinção", lamentou.
Junta e Assembleia de Freguesia colaboraram nesta iniciativa, incluindo os membros da oposição, citando o caso do Marcelo que iria colocar uma jangada na água na meia maré, o que deverá ser "um ponto alto" deste evento, classificando a ideia como "uma brincadeira" mas que "pode pegar e estou esperançado que para o ano possa triplicar, porque estamos num mundo em que as inovações é que pegam", concluiu.