Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, deu conta à vereadora da oposição Liliana Silva na sessão camarária de 6 de Julho que o interpelara nesse sentido, de que um pedido de instalação de dois campos para a prática de paddle nos espaços até agora reservados a dois courts de ténis no Ínsua Clube, em Moledo, tinha sido indeferido.
O líder do Executivo explicou-lhe que o PIP (Pedido de Informação Prévia) contrariava o Plano Director Municipal em termos de altura, além de não possuir estudos de volumetria, referindo ainda que creia que o presidente da Junta de Freguesia de Moledo/Cristelo, Joaquim Guardão, iria processar a pessoa que tinha intervindo sobre este assunto na Assembleia Municipal (AM) de 30 de Junho, decisão confirmada posteriormente ao C@2000 pelo próprio.
Vasco Santos, possuidor de uma casa de férias em Moledo junto das instalações concessionadas há muitas décadas ao Ínsua Clube pela Junta de Freguesia, tinha usado da palavra no período reservado ao público nessa AM, protestando pela eventual instalação de dois campos de paddle com 9,5 metros de altura, considerando-os inestéticos, irem criar uma barreira visual, cortar o sol aos vizinhos e não obedecer ao PDM.
Acusou a Junta e o Ínsua de pretenderem a isenção do controle prévio, o que considerou uma manifesta ilegalidade, dizendo tratar-se de um negócio entre dois privados (Ínsua Clube e os promotores do paddle) em que a autarquia moledense não teria qualquer relação, acusando-os de terem entregado documentos falsos ("tudo em surdina e rapidamente", acentuou) na tentativa de "ludribiar conscientemente o Município", tentando ainda envolver o presidente da Junta por ser funcionário camarário e ameaçando ir participar a situação ao Ministério Público.
"Não aceito as acusações!"
Estas palavras levaram Goreti Verde, tesoureira da Junta de Freguesia de Moledo/Cristelo presente nesta assembleia em representação do presidente que se encontrava na Assembleia de Freguesia desta autarquia que decorria à mesma hora no edifício da junta de Cristelo, a verberar as acusações de eventual favorecimento, classificando-as de "levianas", porque todo este processo tinha sido feito às claras e aprovado em assembleia de freguesia.
Nesse texto lido na AM, Goreti Verde recordou ao munícipe que o protocolo existente entre a Junta e o Ínsua Clube já existia há imensos anos, insistindo que o terreno pertencia à freguesia, estando agora a aguardar pela decisão camarária para o eventual licenciamento, "se todos os requisitos forem cumpridos", observou.
Como já foi referido, a Câmara indeferiu o PIP.