A única bula papal de que há registo remonta a 26 de Maio de 1549, data oficial da fundação da Confraria do Senhor Bom Jesus dos Mareantes de Caminha, mas poderá haver indicações de que existirá uma outra bem mais anterior, emitida pela Diocese de Lugo.
Os corpos gerentes da confraria reunidos no passado fim de semana, gostariam de ter acesso a tal documento, a fim de confirmarem ou não tal hipótese.
Esta reunião teve por finalidade aprovar as contas do ano passado, tendo-se verificado um saldo de 2.854€ que transitou para 2022.
"Confraria bastante esvaziada"
Com uma actividade reduzida e ainda mais limitada após a Casa de Repouso ter saído da órbita da irmandade, existindo uma direcção que depende da Diocese, embora dois dos seus membros sejam indicados pela confraria, a hipótese de ser levado por diante a ampliação e remodelação do Lar levou Jorge Fão, presidente da assembleia geral, a sugerir que houvesse um encontro com os responsáveis do lar a fim de se inteirarem desse projecto.
Este irmão aludiu ainda à necessidade de se proceder à revisão dos Estatutos, propondo que se contactasse a Diocese a fim de apreciar conjuntamente as modificações estatutárias.
Realizando a Festa do Senhor dos Mareantes em Dezembro e acompanhando os funerais dos irmãos falecidos (e cada vez são menos a incorporarem-se nos cortejos funebres, admitiu António Coelho, presidente da direcção), esta Confraria outrora pujante no seio da classe piscatória, encontra-se praticamente limitada a estas duas actividades, e as próprias quotas são cobradas por dois elementos da direcção, registe-se.