"O papel da mulher na sociedade e no voluntariado. O que pode a solidariedade organizada", foi o mote da conferência que decorreu na noite da passada sexta-feira, no auditório municipal, com a presença de Isabel Jonet.
Nesta palestra, que decorreu no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, a Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares e da Entreajuda, teve a oportunidade de responder a várias questões colocadas por onze alunos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca responsáveis pelo programa de rádio "Leituras e Companhia", que colaboraram nesta ação com o município de Ponte da Barca.
No decorrer da sessão, Isabel Jonet respondeu a questões sobre o seu percurso na ajuda humanitária, a importância desse tipo de ações, os processos efetuados no voluntariado, as transformações na sociedade, o contexto atual a que se assiste e reforça ainda mais a importância da ajuda humanitária, entre outros assuntos, sempre tendo como tema central o voluntariado e a mulher.
Já o Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, que encerrou a sessão, referiu que o objetivo foi criar "um momento de conversa" com uma mulher que se destacasse em diversas áreas e a escolha recaiu sobre Isabel Jonet, uma pessoa "que tem marcado aspetos da sociedade através do seu trabalho, especialmente o voluntário", salientou o autarca.
Augusto Marinho acrescentou, ainda, que Isabel Jonet é "uma referência por tudo o que tem desenvolvido no que toca à ajuda, ao apoio e à solidariedade".
Ativista portuguesa contra a pobreza, Maria Isabel Jonet nasceu em 1960. Licenciada em economia, começou por trabalhar numa seguradora, mas quando o marido foi trabalhar para Bruxelas, na Bélgica, Isabel Jonet acompanhou-o e passou a desempenhar as funções de tradutora na União Europeia.
Em 1994, regressou a Portugal e nesse mesmo ano, entra como voluntária no Banco Alimentar Contra a Fome, uma instituição que angaria alimentos para distribuir pelas pessoas necessitadas. Ao fim de algum tempo, assumia a presidência da instituição, que ao fim de dez anos de atividade já tinha cerca de dez mil voluntários a colaborar e prestava apoio a cerca de 200 mil pessoas necessitadas.
O trabalho de Isabel Jonet foi reconhecido pela Assembleia da República de Portugal, que em 2005 lhe entregou o prémio Direitos Humanos 2005. Isabel Jonet havia sido antes distinguida pela revista feminina Ativa com o prémio Mulher Ativa 2000.