Através do programa "Nutrir", o Instituto Politécnico de Viana do Castelo e a Câmara de Caminha celebraram um protocolo a começar a 1 de Maio, que permitirá "criar economia a partir da investigação", de modo a que aquilo que se investiga "não fique apenas pelas teses de mestrado e doutoramento, mas consiga criar riqueza e transformar-se em negócio", explicou Miguel Alves durante a apresentação de uma proposta em sessão camarária de 16 deste mês.
Nesse sentido, o IPVC contratou uma equipa de investigadores com ligações a diferentes áreas, no intuito de "potenciar os recursos do Alto Minho", designadamente no concelho de Caminha, um dos municípios aderentes a este projecto.
O sector primário, nomeadamente a agricultura, floresta, pecuária, estudo do meio e ambiente, estarão no centro deste estudo, tendo o autarca apontado três áreas:
- Potencial do Funxo do Mar, uma planta arbustiva, aromática, existente na nossa costa, contando com ingredientes que posam ser úteis na gastronomia e na utilização médica ou farmacêutica.
- Potencial da Camarinha, uma baga sobejamente conhecida na nossa região, nomeadamente no Camarido, uma planta protegida e quase em extinção na zona costeira e que "todos nós comemos enquanto miúdos". Neste caso, baseados num estudo prévio, a Camarinha tem propriedades anti-stress (em quem estaria, porventura, a pensar o autarca que lhe poderia fazer bastante bem?), junto dos peixes, e que poderia ser utilizada na aquacultura, como a truta e o salmão, e que neste tipo de exploração "estão em nível de stress muto elevados". Tais efeitos calmantes poderão ajudar ao aumento da produção tornando estes peixes mais saborosos e "rentabilizar" a aposta na produção.
- A Serra d'Arga não poderia faltar neste projecto, investigando propriedades fitofarmacêuticas em diversas ervas e plantas.
Embora este projecto possa vir a ser financiado, o presidente do Executivo disse ser necessário inicialmente investir algum dinheiro (50.000€), competindo à Câmara de Caminha comparticipar.
Comentando este projecto, o vereador da oposição Nuno Pereira sugeriu que a pesca no rio Minho não fosse esquecida, atendendo aos vários problemas que a atingem.