Após dois anos sem celebrações, devido à pandemia, Monção volta a comemorar, com orgulho no passado e confiança no futuro, esta importante data para todos os monçanenses.
A carta de foral, outorgada pelo Rei D. Afonso, a 12 de março de 1261, além de originar ou consolidar a existência da vila de Monção, tornando-a responsável pela condução do seu destino, marca, desde o inicio, a união da sua história com a da pátria, de cuja fronteira se tornava uma sentinela vigilante.
Os séculos posteriores confirmaram o patriotismo dos seus habitantes, através do esforço com que se entregaram a defender a integridade e independência de Portugal e, em tempos mais recentes, a trabalhar incessantemente para aumentar o seu prestigio, trazendo-lhe progresso e prosperidade.
Após dois anos sem celebrações, devido à pandemia, Monção volta a comemorar, com orgulho no passado e confiança no futuro, esta importante data para todos os monçanenses, através da realização de momentos simbólicos e iniciativas focalizadas no desenvolvimento económico, cultural e turístico do nosso concelho.
O programa deste ano "abre" às 9h30, com a Saudação da Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, no Largo da Alfândega, seguindo-se, meia hora depois, a Cerimónia de Entrega de Títulos Honoríficos e Condecorações, no Cine Teatro João Verde.
Este ano, serão distinguidos como instituições de mérito o Rancho Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe e a Associação "Moleirinhos do Gadanha", com a medalha de prata, e a Associação Sociocultural e Recreativa de Pinheiros, com a medalha de bronze. Após proposta da Comissão de Parecer, as condecorações foram aprovadas, por unanimidade, em reunião da Câmara Municipal, no dia 23 de fevereiro.
Pelas 11h30, terá lugar a inauguração da escultura em homenagem ao folclore, junto ao Baluarte de São Bento, na Avenida das Caldas. Pretende-se distinguir a identidade cultural e etnográfica do nosso território, as quais encontram nos grupos folclóricos um exemplo vivo dessa ruralidade e autenticidade que queremos preservar e valorizar.
A celebração da Carta do Foral representa a afirmação da identidade monçanense e dos nossos valores históricos, bem como a valorização das suas tradições e do património cultural das suas gentes. Constitui também uma excelente oportunidade para a promoção do concelho nas mais variadas áreas de intervenção.
Programa
09h30 Saudação da Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, no Largo da Alfândega
10h00 Cerimónia de entrega de Títulos Honoríficos e Condecorações, no Cine Teatro João Verde
11h30 Inauguração de escultura em homenagem ao folclore, junto ao Baluarte de São Bento, na Avenida das Caldas
A fazermos história. Desde 1261
Em nome de Cristo e da sua graça
Saibam todos os que virem o presente documento que eu, Afonso, por graça de Deus, Rei de Portugal, juntamente com a minha esposa, Rainha D. Beatriz, filha do ilustre Rei de Castela e Leão, e com a nossa filha D. Branca, faço uma povoação no couto de Mazedo e imponho-lhe o nome de Monção.
Dou e concedo a vós, homens presentes e futuros de Monção, para que essa vila melhor se povoe e que, pela portagem e pelas coimas e por toda as minhas rendas e foros e direitos referidos, da mencionada vila de Monção, me dêem a mim, e a todos os meus sucessores em cada ano, trezentos morabitinos velhos, às terças do ano, e não mais, e mos dêem fora da vila de Monção.
No encontro, realizado ontem, ao final da tarde, na Biblioteca Municipal de Monção, João Oliveira enalteceu o papel imprescindível das associações no crescimento e valorização cultural do concelho: "Sozinhos caminhamos mais depressa, mas juntos chegamos mais longe".
Dois anos de pandemia. Muitos contactos à distância. Por telefone, correio eletrónico ou videoconferência. E muitas pessoas com saudades do contacto presencial. João Oliveira é uma delas. Por isso, ontem, ao final da tarde, na entrega às associações dos Certificados de Participação no Natal 2021, não disfarçou o entusiasmo de estar cara a cara com muitos amigos.
O encontro, feito com segurança, onde a máscara apenas foi tirada para a fotografia individual de cada associação, teve lugar no auditório da Biblioteca Municipal de Monção, marcando presença grande parte das coletividades que participaram na Exposição de Árvores de Natal, patente ao público na Praça da República, no âmbito da iniciativa ""Monção: Um Globo de Natal".
Manifestamente satisfeito com a dedicação do movimento associativo local, João Oliveira agradeceu a disponibilidade de todos que, de forma brilhante, apresentaram um conjunto de trabalhos criativos e surpreendentes que, naquele período mágico, fizeram de Monção uma terra, ainda mais, encantadora e atrativa.
O responsável pela área cultural lembrou as dificuldades vividas pelas associações nos últimos dois anos, incentivando-as, com a retoma da normalidade, a recuperarem o vigor e a dinâmica anteriores. Sublinhou, também, o papel imprescindível das associações no crescimento e valorização cultural do concelho: "Sozinhos caminhamos mais depressa, mas juntos chegamos mais longe".
A iniciativa "Monção: Um Globo de Natal" transformou a Praça da República num espaço absolutamente mágico, "embrulhado" com as cores calorosas do Natal, onde o público teve a oportunidade de apreciar diversos atrativos natalícios e envolver-se com a animação de rua que trouxe diversão e alegria à chamada "Praça de Cima".
A Exposição de Árvores de Natal, idealizadas pelo movimento associativo local, sinalizou a importância que as coletividades dedicam à quadra natalícia, tendo constituído um motivo bastante interessante para um "percorrido" pela meia centena de exemplares "vestidos" com a criatividade, a história e a emoção de cada associação presente.