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Ministro da Educação inaugurou
Escola Básica e Secundária de Caminha

Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, esteve ontem de manhã na sede do Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha e onde funciona a EBS de Caminha onde estudam 600 alunos, procedendo à inauguração das novas instalações, as quais só foram possíveis graças aos apoios do seu ministério e Câmara Municipal.

"Uma luta longa de muitos anos"

Momentos musicais, de leitura e poesia dos alunos e professores desta escola e da Academia de Música Fernandes Fão, juntamente com a oportunidade dada aos jovens para colocarem questões ao ministro quando este visitou algumas das aulas que decorriam, e uma visita detalhada às novas instalações que permitirão criar condições consideravelmente bem mais favoráveis ao sucesso escolar, aos professores e funcionários, preencheram esta jornada fruto de "uma luta longa de muitos anos", conforme assinalou Susana Neiva, presidente da Associação de Pais e dos Encarregados de Educação, no acto de inauguração, não sendo necessário a partir de agora que os alunos tragam mantas e agasalhos para se abrigarem do frio, como sucedia anteriormente, recordou.

"Futuro começa aqui"

Esta "nossa segunda casa" mereceu um agradecimento especial da parte de Maria Fernandes, presidente da Associação de Estudantes da EBS de Caminha, pelas condições que passarão a dispor a partir de agora, as quais serão um passo decisivo "no futuro que começa aqui" para todos os alunos, salientou.

"Hoje estamos a concretizar um sonho"

"Todos partilhamos a nossa escola, mas não foi fácil o caminho", recordou igualmente Miguel Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho, em alusão ao retrocesso verificado na consecução deste projecto no tempo da Troika e do Governo PSD/CDS liderado por Passos Coelho.

"Aqui cresci, estudei, namorei, fui professor e aqui estudarão os meus filhos", acentuou o autarca natural de Caminha e residente em Vilarelho, após o que não quis deixar de mencionar três pessoas: Tiago Brandão Rodrigues que "é um dos nossos"; Miguel Alves, "empenhado em que sua promessa fosse cumprida, e Maria Esteves que "é para todos nós uma caminhense".

"A luta que tivemos de travar"

Após a passagem de um filme sobre a educação e os melhoramentos verificados nos estabelecimentos escolares nos últimos mandatos (incluindo nas imagens o derrube de um muro (Berlim) quando se iniciaram as obras - ilustrado há anos por alunos para celebrar o fim da divisão da Alemanha), Miguel Alves, presidente do Executivo camarário, associou-se às palavras dos oradores que o precederam, ao invocar "a luta que tivemos de travar" para a concretização da obra. Não se esqueceu de enaltecer o empenho de Maria Esteves, directora do Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha e da EBS de Caminha, da vereadora da educação Liliana Ribeiro e do vice-presidente Rui Lages, e, naturalmente, "o meu amigo Tiago Rodrigues", um político "talvez demasiado discreto", mas que nunca esqueceu o seu distrito, como o comprova a construção de 20 escolas no Ato Minho durante a sua permanência à frente do Ministério da Educação.

"Ministro da Educação familiarizado com quem não vive nos grandes centros"

"Um caminho que nem sempre foi fácil", admitiu a professora Maria Esteves, mas em que na última década "foi crescente a mobilização por uma escola nova", não deixando de destacar e agradecer a Miguel Alves (foi seu aluno) e Tiago Rodrigues (igualmente aluno da EBS de Caminha e praticante de andebol no CAC, em cujo pavilhão escolar treinou e jogou) "pelo enorme carinho com que abraçaram este projecto". Recordou aos presentes nesta cerimónia que decorreu na sala de convívio que se manteve após as obras, que "é na escola que as crianças e jovens se formam e onde se joga o futuro individual e o nosso futuro colectivo".

Esta professora pediu ainda para que se proceda agora à renovação do pavilhão gimnodesportivo e do bloco de salas de aulas situado na parte alta da escola.

"Esta é também a minha terra"

Emocionado, devido aos laços afectivos que o ligam a esta escola, o ministro Tiago Brandão Rodrigues salientou que "a escola pública é um pilar insubstituível" no ensino no nosso país, após o que enalteceu os passos dados no sentido de alargar a escolaridade obrigatória até ao 12º ano, porque, "no meu tempo", só existia até ao 6º ano, "e quando a minha turma o completou, metade dos alunos desistiu".

O governante destacou a singularidade deste Agrupamento, quase dos únicos no país com duas escolas secundárias, "e onde tive a sorte de encontrar alguém (Miguel Alves, com quem partilhou momentos de cidadania na Universidade de Coimbra) interessado neste projecto" dirigido a um estabelecimento de ensino em que "a inclusão é real".

A este respeito, abordou a integração dos alunos estrangeiros ou refugiados no nosso país, como acontece neste momento devido à invasão da Ucrânia, com os mesmos direitos que os portugueses, em que a prioridade inicial é a aprendizagem da nossa língua, suporte psicológico e a garantia do apoio social, para que lhes seja possível singrar nos estudos e perspectivar o seu futuro perante a tragédia que se abateu sobre as suas famílias e o seu país.

A criação o desenvolvimento do ensino público preparatório e secundário

Esta sessão foi precedida da apresentação de uma resenha histórica da criação do ensino público preparatório em 1971, em Caminha, a cargo do professor desta escola Paulo Bento, e o seu desenvolvimento até aos dias de hoje, e tendo terminado o acto com uma aluna acompanhada instrumentalmente por professores, a cantar a Pedra Filosofal de António Gedeão, do cantor Manuel Freire.

Na próxima edição, publicaremos uma reportagem mais alargada deste momento relevante para o ensino no concelho de Caminha, porque tal o justifica.

O PSD de Caminha, presente na inauguração da escola Básica e Secundária de Caminha, evidenciou "o seu agrado pela intervenção feita", tendo emitido uma nota em que manifesta a esperança de que "todas as obras sirvam o bem da nossa população", pelo que "são bem-vindas".


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