No dia imediato ao falecimento de Guilherme Lagido, quase oito anos como vereador da Câmara Municipal de Caminha, teve lugar a primeira reunião do mês de Março, na qual foi aprovado um voto de pesar pelo seu desaparecimento repentino e respeitado um minuto de silêncio proposto por Miguel Alves e secundado por toda a vereação.
Igualmente foi aprovada outra moção de repúdio pela invasão da Ucrânia e de solidariedade com os seus habitantes, informando o presidente da Câmara desde já que calculando que muitos caminhenses pretendam contribuir com diversos apoios aos ucranianos debaixo de fogo ou refugiados nos países limítrofes, pretende "criar um mecanismo comum e com canais logísticos eficazes", para que os donativos "não se percam", como sucedeu, infelizmente em Pedrógão. Uma reunião da CIM Alto Minho teria lugar nessa mesma tarde a fim de "criar um mecanismo comum e com canais logísticos eficazes".
Câmara reúne com juntas para concertar apoios
O autarca socialista assinalou que neste caso tudo é "mais complexo", por se tratar de um país estrangeiro, pretendendo ter conhecimento dos produtos mais necessários a enviar para o leste da Europa.
Anunciou que no dia seguinte teria lugar uma reunião com os presidentes de Junta (depois de já terem mantido contactos com associações e particulares), na linha do que tinha sido abordado nesta sessão camarária, para que "tudo seja definido" quando tiverem conhecimento dos apoios a conceder pelo concelho de Caminha, incluindo a preparação do eventual acolhimento a ucranianos.
Assinalou que o que se passa na Ucrânia "acontece ao dia", pretendendo a Câmara Municipal actuar em conformidade, porque, insistiu, "a boa-vontade só faz sentido se chegar aos necessitados".
A vereadora da oposição Liliana Silva pediu organização nos apoios a conceder e no acolhimento que possa ser dado aos refugiados de guerra, sugerindo a criação de "uma reserva interna".
Caminha, Chaves, Gaia e Museu Soares dos Reis em projecto cultural
Uma operação designada "Tempos Cruzados" envolvendo os municípios de Caminha, Chaves, Vila Nova de Gaia e o Museu Soares dos Reis (Direcção-Geral do Património), no Porto, prevista para 2021, mas adiada devido à pandemia, deverá ser implementada este ano, de acordo com a constituição de um "agrupamento de entidades adjudicantes" aprovado nesta reunião camarária.
Miguel Alves referiu que este projecto cultural tem como objectivo um "intercâmbio" de peças e outros objectos de interesse patrimonial entre estas quatro entidades, estabelecendo que Caminha contribua com 71.000€.
Liliana Silva, vereadora do PSD, questionou o facto de Caminha contribuir com a fatia maior, mas Miguel Alves tranquilizou-a, porque o projecto será apoiado a 100% por fundos do FEDER através da apresentação da respectiva candidatura, pelo que o Município não irá despender qualquer verba.
Revisão da Carta Educativa
A primeira revisão da Carta Educativa do concelho de Caminha terá um horizonte de 10 anos, deu conta a vereadora da Educação Liliana Ribeiro nesta sessão.
"Já foi dado o pontapé de saída", para a respectiva alteração, estando em curso uma formação dirigida aos técnicos camarários e recolha de dados para passar seguidamente ao planeamento, adiantou ainda a vereadora.
Subsídios à Junta de Vile e ao CAC
Neste plenário da vereação foram aprovados dois subsídios. Um à Junta de Freguesia de Vile no montante de 12.000€, destinado a apoiar, manter e preservar os espaços culturais e patrimoniais da freguesia, e, outro, de 32.000€, ao Clube de Andebol de Caminha para aquisição de uma carrinha, porque a que possuíam "teve um acidente mecânico de grande monta" e encontra-se inoperacional, assim justificou o apoio solicitado.
Central de compras
A aquisição de carros e autocarros eléctricos obrigou a Câmara a aderir a uma Central Nacional de Compras Públicas Municipais, porque os três concursos lançados tinham ficado desertos.
Uma técnica camarária foi chamada a explicar este processo aos vereadores da oposição que se mostraram agastados com a falta de "informações completas" para que tivessem podido analisá-las com tempo, razão que os levou a votar contra.
Ratificações
Alterações temporárias de trânsito ou estacionamento continuam a surgir à consideração da vereação com atraso ou após já se terem consumado, como sucedeu com duas delas nesta tarde, relacionadas com dois trabalhos. Muitas vezes porque as entidades responsáveis se atrasam nos pedidos atempados das autorizações, forçando a ratificações à posteriori. A oposição social-democrata votou contra.