Como resultado da construção do então designado IC1, posteriormente transformado em A/28, foram expropriados terrenos baldios e particulares em Lanhelas, a fim de ser construída a estrada. Na altura (meados do princípio deste século), o traçado foi fortemente contestado pela autarquia lanhelense, Corema e população, tal como sucedeu em Argela e Vilar de Mouros.
A empresa Ferrovial, concessionária da obra, após as expropriações, ofereceu o terreno onde existem inúmeras figuras rupestres à Direcção Regional de Cultura do Norte, atendendo a que um dos pontos da contestação era a necessidade de salvaguarda deste conjunto patrimonial relevante, a fim de ser criado um Centro Interpretativo de Figuras Rupestres, após parte da área do Monte de Góios ter sido classificado como um parque arqueológico.
Contudo, passados todos estes anos, apenas se mantém um painel junto à autoestrada, no sentido norte-sul indicando "Arte Rupestre do Monte dos Góios", mas de concreto, nada foi feito.
Contactamos a Direcção Regional de Cultura do Norte a fim de obtermos um esclarecimento sobre este projecto, mas ainda não obtivemos resposta.