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FBAC promove ações de formação digitais de curta duração

A Fundação Bienal de Arte de Cerveira, dando continuidade à sua estratégia de desenvolvimento de públicos e qualificação dos profissionais do setor da cultura e educação, apresenta um ciclo de ações de formação certificada em 2021/2022. As sessões são gratuitas e decorrem exclusivamente em formato digital.

A iniciativa destina-se a profissionais do setor da cultura e educação, mas alarga-se ao público em geral. O objetivo consiste em capacitar os participantes de conhecimentos técnicos e ferramentas orientadas em estratégias de mediação e comunicação com os públicos.

Segundo o presidente da FBAC, Nuno Correia, "esta iniciativa vem colmatar alguma carência a nível da oferta formativa, especialmente no setor cultural, e promover a qualificação e valorização do trabalho dos artistas, profissionais e educadores".

O ciclo de formações arranca no próximo dia 16 de outubro (sábado), sobre a temática "Marketing Digital - ferramentas aplicadas ao setor cultural" e é orientado por Vasco Marques. Já a 23 de outubro, Isabel Freitas (Universidade Portucalense), promove a formação "Turismo, património e arte - uma visão além-fronteiras". A última sessão de 2021 será ministrada por Filipe Serra, no dia 13 de novembro e versará sobre "Os Direitos de Autor nas organizações culturais".

Em 2022, as temáticas serão acessibilidade na cultura, mediação cultural e transmedia e storytelling.

As sessões terão a duração de 6 horas (10h00-13h00, 14h00-17h00) e a certificação será outorgada pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira e, no caso dos docentes, pelo Centro de Formação do Vale do Minho. A participação é gratuita e limitada, mas encontra-se sujeita a inscrição.

De referir que a iniciativa é promovida no âmbito da candidatura "Fundação Bienal de Arte de Cerveira: a Arte Contemporânea integrada na sociedade e no mundo" (2020 - 2021 - Apoio Sustentado - Artes Visuais), que conta com o apoio da República Portuguesa - Cultura / DG-ARTES Direção-Geral das Artes.

Calendário das ações de formação de curta duração:

" 16 de outubro 2021 | "Marketing Digital - ferramentas aplicadas ao setor cultural"
Vasco Marques
Docentes: Grupo de recrutamento 600, 240

" 23 de outubro 2021 | "Turismo, património e arte - uma visão além-fronteiras"
Isabel Freitas
Docentes: Grupo de recrutamento 200, 240, 400, 420, 600

" 13 de novembro 2021 | "Os Direitos de Autor nas organizações culturais"
Filipe Serra
Docentes: Grupo de recrutamento 600

Município de Cerveira



Exposição "Impávida Essência" marca o regresso de Zélia Mendonça ao Museu Bienal de Cerveira

No próximo sábado, 25 de setembro, às 16h00, o Museu Bienal de Cerveira acolhe a exposição individual "Impávida Essência" de Zélia Mendonça. A artista brasileira apresenta, ainda, o livro "Zélia Mendonça_senhora das mudanças" que dá a conhecer ao público o seu percurso artístico e pessoal.

Foi aos 58 anos de idade, mais precisamente em 2015, que Zélia Mendonça, natural do estado de Minas Gerais, decidiu mudar de vida. De empresária de sucesso, dedicou-se, em exclusivo, à prática artística que vinha pautando os seus tempos livres. O Museu Bienal de Cerveira volta a ser testemunho do seu talento e acolhe, de 25 de setembro a 6 de novembro, a exposição a individual "Impávida Essência".

Com a curadoria do diretor artístico da FBAC, Cabral Pinto, a mostra é composta por 19 pinturas que abordam temáticas como o colonialismo e os indígenas, com enfoque nos ciclos económicos do Brasil Império e os seus desdobramentos na República Brasileira e contemporaneidade. "As minhas pinturas são a reflexão do que imagino ser os indígenas. Antes de mais nada, uma linguagem que pode parecer estereotipada, mas é, na verdade, a representação de uma artista que está em processo de descoberta e pede por justiça pela sobrevivência deles e a nossa também", explica Zélia Mendonça.

Pelas 17h00, será lançado o livro "Zélia Mendonça_senhora das mudanças", que reúne textos de curadores e críticos de arte, bem como imagens representativas das obras que a autora criou ao longo da sua carreia artística. Segundo a coordenadora da publicação, Helena Mendes Pereira, "a busca incessante da mudança é, de resto, uma característica basilar desta mulher cuja história se faz na procura de novos espaços para morar, novas formas de se reinventar, tendo da mudança um processo de arrumação das ideias e da vida".

De referir que a publicação foi lançada na zet gallery a 18 de setembro e que no próximo sábado, às 21h00, será ainda apresentada no Espaço "Quadras Soltas", na Rua Miguel Bombarda, no Porto.

A iniciativa conta com o apoio da Fundação Bienal de Arte de Cerveira e da zet gallery e tem como mecenas a empresa brasileira MENFE.

Nota biográfica de Zélia Mendonça

Zélia Mendonça (1957) é uma artista visual autodidata e doutora honoris causa em Arte e Cultura pela Faculdade de Ciências e Artes Lauro de Freitas, Universidade Unip Pólo Lauro de Freitas, Faculdade de Ciências e Artes de Paris, Conselho de Defesa dos Direitos Humanos, Comissão de Educação/Lauro de Freitas, Bahia. Em 2008, recebe o Prémio Vito?ria Alada, Ordem dos Parlamentares do Brasil, Sa?o Paulo, Brasil; e, em 2014, recebe a Comenda da Liberdade e da Cidadania, Fazenda do Pombal, D.F., Brasil. As distinções vêm reconhecer a dimensão cívica e interventiva da sua personalidade que a levam a encontrar na Arte, mais do que um meio de expressão, uma forma de afirmação de ideias e valores vinculados, sempre, à observação atenta e preocupada que faz do seu Brasil.

Fundação Bienal de Arte de Cerveira




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