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TRIBUNA
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CAIU A MÁSCARA AO GOVERNO E AOS DEPUTADOS

O Orçamento de Estado (OE) foi aprovado à tangente, apenas pelo Grupo Parlamentar do PS, com abstenções e votos contra de todos os outros Grupos Parlamentares e Deputados não inscritos. O desgaste do governo é grande e notório. Há roturas evidentes. Governo enfraquecido. Estará aí, uma crise política? Eleições legislativas, antecipadas? O Dr. António Costa anda à procura dessa possibilidaade. A ver, vamos.

Neste "Ano Internacional do Enfermeiro", o Governo e Grupo Parlamentar do PS, poderiam ter tratado melhor os Enfermeiros, introduzindo no OE iniciativas e valores de compensação a estes Profissionais, mais que não fosse, para compensar a destruição da Carreira de Enfermagem, que em 2009 fizeram, ao que tudo indica, com a conivência do Sindicato SEP. Um erro craço, e que não souberam ou não quiseram corrigir em 2019, nem mesmo agora em 2020, com uma revisão da Carreira.

Num ano atípico devido à "Pandemia", às graves lacunas e carências do SNS, a todo o desgaste, cansaço, exigência e sustentação do SNS, os Enfermeiros mereciam ser melhor tratados. Os Enfermeiros andam há muito tempo a reivindicar a valorização da sua Carreira. Estes Profissionais sempre deram o seu melhor e nunca falharam, com os Cidadãos, com a nação e com o Poder Político, em qualquer momento da história do nosso País.

Mas a crítica não é só para este Governo do PS e Grupo Parlamentar. É uma crítica severa à hipocrisia, à insensibilidade, à ignorância e ao cinismo para todos os Partidos e Srs. Deputados da extrema direita à extrema esquerda, porque apesar de conhecedores das agressões e desvalorização que este e outros Governos Socialistas têm feito aos Enfermeiros, os Senhores Deputados nada fizeram para alterar este tipo de coisas! Nem o subsídio de risco, nem a valorização categorial ou remuneratória. Nem uma alteração tiveram Vossas excelências a coragem de introduzir no OE 2021. Falta-lhes coragem. Falta-lhes essência! Falta-lhes conhecimento real do terreno.

A queda da máscara hoje é ainda maior, porque ao longo de anos e anos, orçamentos atrás de orçamentos, sempre aprovaram autênticas fortunas para a Banca falida, para a TAP, inúmeras PPP's, autenticas sorvedoras de fortunas. Chegou a hora dos Enfermeiros, mas nada lhes tocou! Tenham vergonha do vosso desempenho descriminatório. Julgo até que será ignorância por desconhecerem o trabalho dos Enfermeiros.

Mas a máscara caiu não só ao poder político, mas também aos Sindicatos de Enfermagem. E hoje devem estar felizes aqueles Sindicatos que boicotaram a união de Todos os Enfermeiros, que se puseram ao lado dos seus partidos, centrais sindicais e partidos de esquerda e da geringonça, contribuindo para a destruição da Carreira de Enfermagem e a continuação da não valorização, nem nenhum acréscimo inscrito nos vários Orçamentos de Estado, incluindo o de 2021. Mas infelizmente, quem perdeu, foram Todos os Enfermeiros! O nivelamento foi por baixo. Os restantes Sindicatos, acantonaram-se nos seus escondidos gabinetes e não tiveram agenda política nem reivindicativa, para expor as dificuldades que verdadeiramente se estão a viver na Classe de Enfermagem. Reduziram-se a comunicados e directos sem interesse à verdadeira causa da Classe.

Mas a máscara volta a cair, mais uma vez ao Governo, nesta Pandemia e com a vinda das possíveis vacinas Covid-19, ao "deixar lançar" a primeira proposta de que os idosos, com mais e 75 anos, não estariam incluídos na vacinação. Deixou que este estrondoso ruído tomasse conta da espuma dos dias. Táctica política? Talvez, para esconder as dificuldades do Orçamento. Depois de forma remendada, afirma a Srª. Ministra Mariana Vieira da Silva, que afinal a proposta dos grupos de vacinação ainda não estava fechada! Mas Sua Excelência o Presidente da República lá mandou o recado ao Governo, dizendo que o grupo dos Idosos não poderia ficar excluído e que se assim fosse, era uma ideia tonta. Com este recado explicito do Sr. Presidente da República e de várias Instituições e Individualidades ao criticarem a possível proposta do Governo, provocam mais um remendo à "coisa", ficando mais uma desautorização à Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido.

Estas desautorizações, avanços e recuos já são inúmeros e vão-se sucedendo. Só demonstra a falta de preparação da titular da pasta da Saúde, para tão importante Ministério e desafio. A arrogância e o ouvir muitas vezes o hino da CGTP, retira-lhe capacidade e maleabilidade para a gestão, negociação e possibilidade de escutar outras opiniões sábias e válidas, para depois tomar decisões acertadas.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária



Pedagogia para Utilização das Redes Sociais

Em tempos tive a possibilidade de assumir a responsabilidade de escrever e publicar uma reflexão sobre os benefícios e malefícios das redes sociais, concretamente, sobre o Facebook. Critiquei, e continuarei a reprovar, intransigentemente, com profunda convicção, as intervenções escritas, icónicas, pictóricas que ofendem a dignidade da pessoa humana bem-formada, apesar de "só consultar tais perfis quem assim o deseja", segundo alegam alguns utilizadores de tais incursões de baixo e inqualificável nível ético-moral.

No mesmo artigo, manifestei, igualmente, o meu apoio a todas as pessoas que utilizam esta aplicação para encontrarem familiares, amigos, colegas de várias atividades, divulgarem conhecimentos, tecnologias, combinarem encontros, trocarem opiniões sobre os mais diversos e decentes temas, que se repercutem, universalmente: para o bem; ou para o mal, conforme as utilizações que se fazem.

Pretendo, nesta reflexão, destacar as virtualidades positivas do Facebook, solidarizar-me com os utentes que escolhem este meio de comunicação para: divulgarem os seus conhecimentos; publicarem as matérias sobre os temas científicos, culturais, literários, tecnológicos; e quaisquer outros que acrescentem riqueza ao património axiológico mundial, desde logo, ao nível da Cidadania, Direitos Humanos, Felicidade, Paz, Bem-Comum, entre muitos outros.

Naturalmente que é aceitável, porventura, desejável, que se elaborem e publiquem trabalhos de índole crítica, porém, com objetivos construtivos, sem entrar no domínio do irracional, dos "esquemas da mais baixa moral" e, principalmente, sem invocar/exibir as diversas práticas de pedofilia, pornografia, orgia e outras aberrações antiéticas e antimorais.

Os utilizadores do Facebook estão em permanente observação, em qualquer parte do mundo, no ciberespaço, por milhões de pessoas, entidades públicas e/ou privadas. É, até, compreensível que assim seja, para que se saiba: "quem é quem?"; "quem está com quem?"; "quem faz o quê?"; "quem apoia, o que gosta e com quem gosta de conversar?", porque a resposta a estas questões, conduz-nos imediatamente ao velho provérbio: "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és".

Em bom rigor, se uma determinada pessoa, sistematicamente: dialoga, acompanha, concorda, apoia, certo tipo de outras criaturas, e se estas revelam comportamentos extrovertidos, atentatórios de princípios, valores e sentimentos nobres, é possível que, mais tarde ou mais cedo, tal pessoa venha a ser como aquela com quem se tem relacionado em atitudes de baixo nível educacional, cultural, civilizacional e ético-moral, podendo vir a ser provável que quem regularmente se relaciona e acompanha, por exemplo, com indivíduos do mundo do crime, acabem por se afundar nesse mesmo universo tenebroso.

É muito frequente que os utilizadores do Facebook, para determinados fins legais, justos e legítimos, de troca de informações decentes, peçam e aceitem as denominadas "amizades", como se afigura de bom gosto, e educação sociocultural, agradecer a aceitação de uma afeição Facebookiana, com a colocação de um simples "gosto/curto/like/adoro/amo", expressões universalizadas, que se colocam sobre fotos e frases de quem nos aceitou como amigo. É uma espécie de cortesia.

Os termos utilizados: "gosto/curto/like/adoro/amo", são, afinal, aqueles que o sistema disponibiliza, e nada tem a ver com qualquer atitude de ofensa, abuso de confiança, tentativa de "conquista". É, apenas, uma postura de gratidão, de gentileza e elogio, para com a pessoa, ou entidade, que nos aceitou como amigo, na circunstância, "amigo virtual".

Manifestar gratidão, elogiar educadamente, proferir uma opinião gentil, afinal só é possível entre pessoas cultas, educadas, de boa-formação ético-moral e, principalmente, empenhadas em relações sociais de elevado nível civilizacional, que nada têm a ver com as intervenções de outros estratos da sociedade que, para se tornarem "engraçadamente mal-educados", recorrem ao: insulto, à insinuação sexista, tudo isto encoberto numa "cândida garotice".

O Facebook é, excluindo os exageros indecentes, exibicionistas e mal-educados, de algumas pessoas, de muito duvidosa reputação, a todos os níveis, da dignidade humana, um recurso tecnológico que se julga necessário rentabilizar, pela positiva, ou seja: partilhar a excelência do que de melhor existe na sociedade cultural, política, religiosa, empresarial, científica, tecnológica, financeira, económica, enfim, num universo que se deseja humanista, no respeito de "todos por todos", de resto, não se pode ignorar que as nossas crianças, hoje em dia, são imensamente inteligentes e, ainda com pouca idade, já sabem manejar um computador e entrar na internet, bem como em todas as redes sociais.

Pelo Facebook, e outras aplicações que integram as redes sociais, existe o recurso poderoso de penetrarmos em todas as casas, estados e, inclusivamente, no nosso próprio espaço, isto é: não há fronteiras para estarmos em permanente contacto, vivenciarmos, em tempo real, as mais inimagináveis situações, por isso é que é tão importante que se dê o bom uso desta maravilhosa "ferramenta" tecnológica.

Neste tempo complexo que o mundo atravessa, é essencial que saibamos utilizar as potencialidades das redes sociais: não para atacarmos quem quer que seja; não para ofendermos pessoas, instituições, nações; não para a infâmia, calúnia, humilhação e agressão sob qualquer forma; não para intervenções xenófobas, sexistas, etnocêntricas, racistas, pedófilas, pornográficas e de meras e baixas ostentações de ridicularias ofensivas.

É tempo de direcionarmos as nossas intervenções para: a partilha de conhecimentos, princípios, valores e bons sentimentos, próprios da dignidade superior da pessoa humana; é tempo de nos afastarmos de quem utiliza estes recursos para fomentar humilhações, provocações encapuzadas de anedotas pseudoinofensivas; é tempo de sentenciarmos quem não tem a maturidade, o bom senso e a probidade perante os outros utilizadores, familiares, amigos e colegas; é tempo de dizer basta aos predadores Facebookianos e de lhes exigir responsabilidades e comportamentos cívicos, éticos e morais.

Debrucemo-nos, portanto, para as boas amizades que, paulatina e respeitosamente se vão "angariando" nas redes sociais, e com elas, desenvolvermos o que de melhor nos podem proporcionar, precisamente, na partilha de bons princípios, valores, sentimentos e emoções com as afeições, assim e por esta via, conseguidas.

Nenhuma pessoa, em princípio, e até prova em contrário pode: levar a mal, sentir-se ofendida, humilhada ou provocada, no sentido negativo, quando ao estabelecer uma amizade virtual com outra, recebe desta palavras de agradecimento, de gentileza, de carinho-social, enfim, uma atitude de sincera gratidão, por ter aceitado um pedido de amizade.

É claro que se tem conhecimento que muitas situações deploráveis, algumas delas com consequências nefastas, e até irreparáveis, têm acontecido a partir das redes sociais, desde logo: encontros duvidosos; chantagens; violações; extorsões; violências diversas, cobranças e, provavelmente, algum homicídio. Tudo isto parece estar comprovado.

Nesta complexidade, é bom, é necessário, estar-se atento e, na medida do possível, não nos aliarmos a quem, através das redes sociais, manifesta comportamentos indecorosos, provocatórios do bom-nome, reputação e dignidade das pessoas, porque se não nos respeitam nas redes sociais, muito mais facilmente nos desrespeitam em privado, ou mesmo em público, na vida real. Apoiar este tipo de pessoas, equivale a ser como elas, ou ainda muito pior.

Em todo o caso, e para se tentar demover certo tipo de utilizadores das práticas impróprias que utilizam, pode-se-lhes dar uma ou outra oportunidade, dialogando com eles, sobre assuntos: decentes, científicos, técnicos, culturais, literários, desportivos, entre outros, porém, se possível, nunca nos perfis/páginas deles, mas em contas de pessoas conhecidas, amigas e dignas.

A importância de virtualizar as redes sociais, agora mais do que nunca, torna-se essencial. É necessário: apaziguar hostilidades e conflitos; eliminar ofensas, provocações, insinuações torpes e mesquinhas. A urgência em redimensionar a função social e axiológica destas "ferramentas" tão poderosas, não pode ser adiada por mais tempo.

É um imperativo universal respeitarmo-nos, quaisquer que sejam os contextos. A necessidade de assumirmos a humildade parece evidente, assim como dotarmo-nos da coragem de abdicarmos de exibicionismos, de vaidades serôdias, relacionadas com o "Chiquismo-espertismo. Trata-se de uma oportunidade que se tem de agarrar, a partir destas redes sociais, para conseguirmos dignificar a sociedade, o Ser Humano, os princípios, valores, sentimentos e emoções que ela, a Pessoa Humana, como mais ninguém, transporta.

Fica aqui o apelo lancinante, qual "pedrada no charco", para que saibamos utilizar as redes sociais para o Bem-comum, para começarmos por nos respeitarmos a nós próprios, a família, os amigos, os colegas, as instituições, os povos, as nações e todas as culturas, sejam elas elitistas e/ou antropológicas, de resto, os nossos atos, de ora em diante, recaem sempre nas novas gerações.

Não é, certamente, com ataques verbais, provocações, insinuações torpes, acusações sovinas e infundamentadas que conseguimos construir um mundo melhor, e alcançar a Paz. Os utilizadores das redes sociais não podem continuar a servir-se delas para: satisfação de instintos discriminatórios e sexistas, exibicionistas; humilhar e denegrir a honra, o bom-nome e a dignidade das pessoas, porque tudo isto só contribui para um clima de crispação, de ressentimentos, ódios e vinganças.

Aproveitemos estas novas tecnologias para o Bem-estar, para o Bem-comum, para a Paz e Felicidade dos Povos, porque, verdadeiramente, isto é que nos torna superiores, autenticamente humanos, merecedores do lugar supremo lugar que ocupamos neste espaço físico, que é o nosso Planeta Terra. Honremos esta supremacia que nos foi concedida por Alguém, Deus, as Mulheres e os Homens e não por nenhum outro animal.

Atualmente, é fundamental disciplinarmos os nossos corações para o bem, para a ajuda a quem mais necessita, para atendermos a quem solicita o nosso apoio, a nossa amizade, a nossa presença, a nossa benevolência, o nosso perdão.

Hodiernamente, é tempo de concedermos aos nossos verdadeiros e incondicionais amigos, mais atenção, mais carinho, um pouco mais de tempo, ainda que seja para, com amizade autêntica, tomarmos um, dois, muitos "cafezinhos", de solidariedade, de bem-querer e de esperança na recuperação de sentimentos, entretanto perdidos, abandonados ou, infelizmente, passados à indiferença, ao ostracismo, pela rejeição e pela humilhação de quem continua, apesar dos comportamentos, a ser nosso genuíno e "incorrigível" amigo do coração.

Aproveito para vos desejar: Um Santo e Feliz Natal, com verdade, com lealdade, com reciprocidade, se possível, com gratidão, seja no seio da família, seja com outras pessoas, com aquela amizade de um sincero "Amor Humanista", com um sentimento de tolerância, de perdão e muito reconhecimento para com todas as pessoas que, ao longo da minha vida, me têm ajudado, compreendendo-me e nunca me abandonando. É este Natal que eu desejo festejar com muita alegria, pesem embora as atuais restrições e condicionalismos, impostos por uma pandemia cruel e mortífera.

Diamantino Bártolo


Edições C@2000

Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

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