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Reunião camarária

APA já disponibilizou 100.000€ para reabilitação da margem do Rio Minho em Seixas

Mudanças na gestão da água debatidas

"Estou contente com este desfecho e que nós já pedíamos há muito", foi desta forma que Rui Ramalhosa, presidente da Junta de Freguesia de Seixas se expressou na primeira reunião camarária deste ano, à qual assistiu acompanhado pelo presidente da Assembleia de Freguesia, após a vereação ter aprovado por unanimidade o estabelecimento de um contrato interadministrativo entre a Câmara de Caminha e a Agência Portuguesa do Ambiente destinado a beneficiar a margem do Rio Minho entre o Cais de S. Bento e Pedras Ruivas.

Rui Lages, vereador com o pelouro das obras públicas, reconfirmou que 100.000€ já tinham sido transferidos pela APA para a conta bancária camarária, podendo desta forma iniciar-se a tramitação para que seja criada uma ecovia (em betão poroso) entre esses dois pontos do litoral seixense, a par da protecção da margem , criação de acessos, escoamento de águas pluviais, colocação de sinalética e bebedouros. A Casa da Guarda Fiscal, como é conhecida, não entra neste projecto.

Projecto este que o PSD desconhecia existir já, conforme referiu a vereadora Liliana Silva, tal como o contrato agora aprovado, situação que lamentou ser "recorrente", pedindo por isso à maioria socialista que lhes fornecesse o primeiro documento.

Como resposta, Rui Lages pormenorizou que já vinham "suplicando há dois anos à APA" a aprovação do projecto e respectiva comparticipação financeira, o que só foi obtido no dia 18 de Dezembro.

Entretanto, também em Seixas, prevê-se para breve o aterro da marina do Cais de S. Sebastião, após remoção do lodo existente no seu interior.

Mudança nas águas

Desde o dia 1 de Janeiro que a gestão das águas passou para as mãos de uma empresa ("Águas do Alto Minho"), depois ter sido inicialmente apontado o último Verão para que isso tivesse sucedido.

Segundo referiu o vereador Guilherme Lagido, houve um evento (?) para assinalar o arranque dos novos serviços e que no caso do concelho de Caminha vão ter dois locais de atendimento público, em Caminha e Vila Praia de Âncora.

Adiantou alguns projectos da nova empresa que envolve sete dos 10 municípios do Alto Minho, sendo um deles a eliminação progressiva das perdas de água e que no caso concreto de Caminha atinge os 40% do líquido entrado no nosso território, o qual é facturado, registe-se. O edil assinalou que é intenção da nova empresa diminuir as perdas de água em 10% até 2022, e ficar nos 20% da água desbaratada por canalizações deficientes até 2024.

Revelou ainda que quatro trabalhadores pertencentes aos quadros camarários optaram por integrar a nova empresa e que a autarquia terá que se "ajustar" a esta nova realidade, admitindo como "natural" que surjam alguns problemas burocráticos "neste período de transição".

Informou também a vereação que tinham procedido ao levantamento das redes de água, e que tinha havido "um esforço geral" nesse sentido nos últimos meses.

Este vereador responsável pelo Ambiente espera que haja "resultados extremamente positivos a prazo" com esta mudança e garantiu que será fomentada "uma especialização das redes de água".

PSD tem dúvidas

Após destacar que a empresa das águas teve um ano para se preparar para receber estes serviços, Liliana Silva foi cautelosa quanto aos resultados a obter, porque "entraram com o pé esquerdo" ao apontar a denúncia de uma fuga de água neste início de ano em Vila Praia de Âncora, mas "três dias depois" nada tinha sido feito para a reparar.

"Questão da água é fundamental"

No entender de Miguel Alves, esta mudança será "um grande desafio para os sete municípios", no seguimento do grnde esforço nacional e mundial na redução do consumo de água porque "é uma questão fundamental".

Avisou, no entanto, que "de um dia para a noite não serão resolvidos todos os problemas", apontando como exemplo das dificuldades, as fugas de água "tremendas" registadas em dois pontos do concelho e que no caso da Escola C+S de Caminha demoraram um mês a detectá-la. Apesar das precauções manifestadas, Miguel Alves crê que no final do ano o saldo da mudança será "positivo".

Praias com lixo e pisos degradados

Esta sessão foi ainda aproveitada pelo PSD para questionar o Executivo sobre a existência de algum plano de limpeza de praias fora do período de verão, porque encontram-se sujas por efeito dos temporais e cheias, nomeadamente a de Vila Praia de Âncora.

O vereador Manuel Marques chamou também a atenção para o estado da entrada norte da Rua 5 de Outubro em V.P.Âncora e da Av. de Santana, em Moledo.

Respondendo aos reparos da oposição, o presidente da Câmara recordou que é expectável que surjam mais marés fortes que arrastem mais lixo para as praias, preferindo, por isso, esperar pela "acalmia" do mar para intervir.

No que se refere aos pisos degradados (acrescentou a entrada sul da Rua 31 de Janeiro, em VPA), o autarca recordou que seriam necessários entre 300 a 400.000€ para as reparar, o que será impossível de materializar este ano, por serem "investimentos avultados". Sublinhou, contudo, o que já foi conseguido nesta área em Vila Praia de Âncora e na EN305.


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