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Seixas

Aprovado homenageado do Dia da Comunidade Seixense em Assembleia de Freguesia conturbada

O seixense Serafim dos Anjos Marinhas Cacais será alvo de uma homenagem no próximo dia 9 de Novembro, Dia da Comunidade Seixense, conforme decidiu a Assembleia de Freguesia (AF), sendo necessário o voto de qualidade do presidente deste órgão autárquico para desfazer o empate (4-4), dado que um dos delegados do PS se absteve.

O PS justificou a apresentação deste nome devido "aos serviços culturais e recreativos" desenvolvidos "ao longo da sua vida", dando como exemplos o facto de ser "o principal mentor da Rádio Seixas que nos informa e ajuda a passar o tempo com a sua música". Outro atributo do homenageado foi o facto de "estar sempre disponível para ajudar em todos os eventos religiosos, culturais e desportivos da vida da nossa freguesia", sendo exemplo disso a sua persistência na organização da Festa do Senhor do Socorro, o que evitou que morresse, recordaram os socialistas na sua proposta.

Contudo, esta proposta não foi pacífica, como se depreende da votação registada.

PSD tinha apresentado duas propostas

Recorde-se que o PSD tinha apresentado em AF anterior duas propostas de homenagem (Fernando Catarina, líder dos Escuteiros que tinham acabado de celebrar 30 anos e as catequistas da freguesia), no seguimento da sugestão dos socialistas que pretendiam que cada força política apresentasse alternadamente, em cada ano, as sugestões a apresentar à consideração da assembleia.

Contudo, a proposta dos sociais-democratas não mereceu a concordância dos seus adversários e que apresentaram uma declaração de voto contrária.

PS explicou rejeição

Alegaram não ser este "o momento certo para a homenagem a Fernando Catarina", embora não existisse qualquer motivo de ordem pessoal ou particular para esta posição.

No entanto, a discussão sobre este nome agudizou-se, após João Gonçalves, presidente da AF, ter dito que "não queremos o Fernando Catarina por ser nosso adversário político". Perante a indignação do PSD que realçou a contradição das palavras do presidente da AF, com o teor da declaração de voto do PS, Nuno Cardal (PSD) disse que por essa lógica, António Rodrigues, líder dos sociais-democratas, por exemplo, nunca poderia vir a ser homenageado no 9 de Novembro, apesar de ser o principal impulsionador da Festa da Senhora da Consolação, por ser adversário político. O delegado social-democrata pediu que houvesse "uma lógica de pensamento", imparcialidade e mediação da parte do presidente da Assembleia de Freguesia, o que não estaria a suceder, vincou.

António Rodrigues, também delegado eleito pelo PSD, referiu que não desprestigiava o nome indicado pelo PS, mas que o Fernando Catarina "tem trabalhado muito para a terra", pelo que não poderiam abdicar deste nome, depois de terem obtido a sua concordância para ser homenageado.

No caso da proposta social-democrata para a homenagem às catequistas, o PS alegou na sua declaração de voto contrária que elas "não existiam como entidade como um todo", sendo simplesmente um grupo de pessoas que "varia com os anos letivos", realçando ainda que algumas delas "já tinham sido homenageadas no passado".

PS não quis aprovar nomes "sem falarem connosco"

Rui Ramalhosa, presidente da Junta de Freguesia, após sublinhar que há quatro anos tinham decidido começar a homenagear apenas uma pessoa, dado que em edições anteriores até tinham chegado a distinguir cinco pessoas no mesmo ano - o que poderia acarretar dificuldades futuras na escolha -, referiu que o PSD "só tinha falado verdade em parte".

Admitiu que tinham sugerido a alternância anual dos nomes a apresentar, cabendo ao PSD fazê-lo em 2019. No entanto, verberou a atitude dos delegados da oposição por terem avançado com os nomes "sem falar connosco", prática não seguida pelo PS em anos anteriores, porque sempre tinham apresentado e discutido antecipadamente com eles as pessoas ou entidades a homenagear.

Rui Ramalhosa vincou que não era pelo facto de o PSD apresentar os nomes que interpretariam que "os iriamos aprovar de caras", embora Fernando Catarina "me mereça consideração", só que "acho que ainda é cedo para ser homenageado". Quanto à posição do seu partido no caso das catequistas, parafraseou a declaração de voto dos delegados do PS, considerando-as apenas "um grupo", acrescentando que ao aprovarem homenageá-las estariam a esquecer muitas outras anteriores.

A discussão prolongou-se ainda sobre a convocação de reuniões informais para debaterem o assunto , bem como o adiamento desta AF extraordinária, com cada grupo fazendo valer a sua versão.

Perante esta falta de entendimento, Nuno Cardal acentuou que "não se pode confiar na palavra das pessoas", levando-o a avisar de que a forma de trabalhar do PSD iria mudar.



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