JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000 JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000

Vilar de Mouros

Cantares das Janeiras alegraram lares da freguesia

A tradição não se quebra nesta freguesia e o Grupo das Reisadas voltou à rua neste princípio de ano, cantando à porta de todas as casas, no intuito de animar estas noites gélidas e angariar fundos que permitam organizar mais um Almoço dos Reis e que o Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense tem previsto para o próximo dia 10 de Abril.

Na casa da Família Barreiros, no Lugar da Ponte, as portas voltaram a abrir-se para receber os tocadores e cantadores das Janeiras que desde o passado dia 6 calcorreiam as ruas e caminhos da freguesia vilarmourense.

Justina e seu marido João presentearam os estóicos integrantes do Grupo das Reisadas com uma mesa farta, à volta da qual este pequeno conjunto de vilarmourenses das noites deste Janeiro tocou, cantou, improvisou quadras a condizer com a tradição e agradeceu a disponibilidade deste casal e sua família, auspiciando-lhe ("ao João e sua esposa"…"filho e nora") um bom 2019, tudo à base de quadras populares que contribuíram para a boa disposição (em crescendo, à medida que o tempo passava) de todos os presentes.

"Muita felicidade"

A dona da casa referiu-nos na noite de ontem em que acompanhamos a visita deste grupo à sua residência, que esta tradição de os receber condignamente foi "sempre" uma constante ao longo dos anos, contemplando-os com uma "mesa bem recheada para receber esta Festa de Reis" que representa para si um "convívio da freguesia".

Embora nunca se tivesse integrado nos grupos dos Reis, "os meus avós, pais e agora nós, sempre os recebemos" com muita alegria, porque estas visitas representam "muita felicidade", assim como participar no Almoço dos Reis, "todos os anos", reforçou com orgulho de ser vilarmourense.

"Quem corre por gosto não cansa"

Jorge Guerreiro, tocando o reco-reco, era um dos mais animados do grupo. Logo que regressou à sua terra natal há seis anos - após ter vivido mais de 40 anos em Lisboa -, passou a integrar-se em todas as Reisadas, porque já tinha "muitas saudades e pelo convívio, tradição e porque temos que manter isto".

Admite que os tempos de hoje não são iguais aos da sua juventude, e no que toca ao acolhimento por parte das pessoas, a recepção é "mais ou menos", em contraste com esse passado em que "todas as pessoas abriam as suas casas e davam uma chouriça ou qualquer coisa e, agora, nem tanto".

"Mas, continuamos na mesma, não é por isso que a gente deixa de andar". Nesses tempos, demoravam muito mais tempo a percorrer a freguesia e, sublinhou, "houve alturas em que existiam dois grupos, o de Marinhas e o daqui, e só depois é que se juntavam para ser mais rápido, se não, era impossível".

Actualmente, demoram 12 dias a cobrir toda a freguesia, arrostando com o frio e, quando chove "não podemos sair, porque as concertinas não podem andar à chuva". Promete estar no Almoço dos Reis e "colaborar".


Edições C@2000
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais