www.caminha2000.com - Jornal Digital Regional -
Semanário - Director: Luís Almeida

1ª Pág.
Cultura
Desporto
Óbitos
Política
Pescas
Roteiro
Ficha Técnica
Edições C@2000
Assinaturas
Email

Cooperativa de Ensino Ancorensis em causa

Assembleia Municipal aprovou por unanimidade uma moção de rejeição da "aplicação cega" de legislação aprovada pelo Governo PPD/CDS

Após várias movimentações registadas em Caminha no decorrer da última semana, após a publicação de um despacho normativo pelo Ministério da Educação, a 14 de Abril, que regula as normas previstas no Estatuto do Ensino Privado e Cooperativo aprovado pelo anterior Governo de Direita, no decorrer da Assembleia Municipal de Caminha de ontem, Sexta-feira, Manuel Falcão, deputado municipal socialista e porta-voz do seu grupo parlamentar, leu uma moção em que apela aos responsáveis da educação deste país para que tenham em conta as consequências da "aplicação cega" da celebração de contratos de associação definidos nessa portaria.

A moção viria a recolher a unanimidade dos votos dos 35 deputados municipais.

PSD e CDU a favor da moção

O PSD, pela voz de Taxa Araújo, recordou que tal como no passado, tinham repudiado o encerramento dos serviços de maternidade no Hospital de Viana do Castelo, também agora concordavam com a moção acabada de apresentar pelo PS, em defesa da Ancorensis Cooperativa de Ensino.

De igual forma se posicionou a CDU em relação à maioria do texto da moção, ressalvando que a alusão à ETAP seria extemporânea, atendendo a que não estabelece contratos de associação com o Ministério da Educação. Apenas a Ancorensis será afectada futuramente, porque o primeiro contrato encontra-se assegurado.

Celestino Ribeiro, eleito pela CDU, recordou que a Ancorensis "foi um elemento de coesão do Vale do Âncora", levando-o a concluir ter sido um erro a criação do Agrupamento de Escolas.

Embora o autor do Decreto-Lei tenha sido o Governo anterior, Celestino Ribeiro assinalou que o actual também tinha "autoridade" para não promulgar o despacho, o qual poderá contribuir para que o concelho de Caminha perca mais alunos.

Reunião com o Ministério a 5 de Maio

Miguel Alves, presidente do Município, intervindo após a aprovação da moção, reconheceu que a situação da Ancorensis o tem preocupado muito e, já no dia anterior, tinha reunido com a direcção da cooperativa de ensino e estabelecido contactos com o Ministério da Educação, para tentar compreender a sua posição "abstracta" - atendendo a que foi extensiva a todo o país, e não circunscrita ao caso da escola ancorense.

Recolhidos os esclarecimentos considerados pertinentes da parte do Ministério, Miguel Alves verificou a existência de "um conhecimento profundo" da situação do concelho de Caminha, o que não será alheio o facto de o ministro da Educação "conhecer bem o que se passa no nosso concelho", precisou.

Apesar desta compreensão do problema concelhio, Miguel Alves não se sente seguro, apesar de o Ministério lhe ter dado garantias de estar ao par do problema.

De momento, a Câmara de Caminha conseguiu agendar uma reunião com o Ministério da Educação, em Lisboa, para o próximo dia 5 de Maio, com a sua participação e dos responsáveis da Ancorensis, "onde serão debatidas questões globais desta normativa e as especificidades do concelho de Caminha".

Miguel prometeu "total empenho" para que as novas normativas "não tenham uma aplicação que prejudique a continuidade e a qualidade do ensino da Ancorensis", bem como os postos de trabalho.

O autarca tem "esperança" de que seja compreendida bem a "excepcionalidade" de Vila Praia de Âncora e a existência de uma "simbiose entre a oferta pública e a privada".

A terminar a sua intervenção, Miguel Alves recordou a "grande sangria" de que foi vítima a Ancorensis e o seu quadro de pessoal nos últimos anos, devido aos "reajustamentos" a que foi forçada a realizar, não esquecendo, por isso, "as quase uma centena de pessoas que perderam os seus postos de trabalhos", levando-o a garantir aos deputados municipais uma determinação "forte e pertinente" que surta efeito junto da administração central, prometendo ainda uma informação contínua da evolução da situação e os resultados dos contactos estabelecidos.


Edições C@2000
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais