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PSD convocou imprensa para defender jornal Caminhense e dizer que a Câmara teve um prejuízo de 2,6 milhões de euros em 2015

Taxa Araújo, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal, e Liliana Silva, vereadora e presidente da Comissão Política Concelhia, deram uma conferência de imprensa no passado dia 14, na sede deste partido, em Caminha, a fim de analisarem a última reunião desse órgão autárquico e divulgar a sua versão do "tsunami financeiro" que dizem ter varrido as contas camarárias.

Taxa Araújo não se arrepende de ter chamado "reaccionários e fascistas" ao PS

O primeiro, baseou a sua intervenção no que se passou na última reunião da Assembleia Municipal, e recuperando outros casos do passado relacionados com este órgão autárquico, manifestando o seu descontentamento pelas falhas verificadas ("anomalias técnicas") nas transmissões via Internet destas reuniões, designadamente quando usam da palavra deputados municipais do PSD ou comerciantes.

Após acusar o PS de ter "duas caras", voltou a zurzir naquilo que habitualmente designa como "narrativa socialista" e práticas apelidadas de ditatoriais, em referência à intervenção de um deputado municipal da maioria ao insurgir-se contra a inclusão de considerandos políticos despropositados nos power-points de que os eleitos sociais-democratas se baseiam para realizar as suas intervenções.

Taxa Araújo considera que o PS fez o maior ataque alguma vez visto numa assembleia municipal contra a liberdade de expressão dos eleitos locais, incluindo neste pacote o jornal Caminhense, pelo facto de o PS ter proposto um corte de relações com esse quinzenário local, devido à falta de isenção e colagem aos sociais-democratas.

O deputado municipal ancorense manifestou-se também indignado por terem definido esse jornal como um "pasquim", passando de seguida a elogiar a sua isenção, pluralidade e elevação.

Considerou ainda a mudança do local das reuniões para o Valadares, como uma forma de "pressão psicológica sobre a oposição" - recordando, a propósito, a cerimónia de investidura, em 2013 -, e evocou uma reunião que se terá realizado com os comerciantes no Salão Nobre, o qual seria exíguo tendo em conta o número de presenças, levando a que, muitos deles tivessem de ficar no exterior, porque a sala já estaria repleta.

Seguindo a sua linha de interpretação da realidade político-partidária caminhense, Taxa Araújo disse que "reina o desnorte no PS", ao contrário do que sucede no PSD, que se encontram "unidos, para nos levar à vitória final!".

"4,3 milhões de euros de passivos"

Coube a Liliana Silva desmontar aquilo que definiu como "cabala e mentira" que o PS terá vindo a anunciar através dos jornais e do site do Município, quando alude às contas camarárias, dos quais acrescenta que tem "usado e abusado", a fim de "martelar as contas".

A autarca e líder concelhia do PPD/PSD diz que o Executivo socialista acumula prejuízos financeiros de 4,3 milhões de euros, desde 2013, quando terá recebido 1,6 milhões de euros depositados nos bancos quando assumiu o poder na Câmara de Caminha - de acordo com o relatório de uma auditoria feita na época, a pedido do novo Executivo -, acentuou.

Comparou as contas finais das demais câmaras do distrito com a de Caminha, aquando das eleições autárquicas de 2013, para concluir que esta tinha o melhor saldo de todas elas.

"Esconderem uma dívida de 5 milhões"

Referindo-se a documentação obtida da contabilidade camarária, mas arrancada a ferros, vincou, disse que o prejuízo do ano passado, entre receita e despesa, se elevara a 2,6 milhões de euros, aos que se juntariam 1,4 da gestão de 2014, chegando, por isso a um "estado ruinoso", devido a gastos "irresponsáveis", entre os que incluiu festas, concertos, compra de livros, etc.

O vereadora e presidente da CPConcelhia, acrescentou que "não podemos ser coniventes" com o "estado ruinoso" que o PS deixou o concelho, "vazio de obra" e com uma "gestão ruinosa", em contraste com os 12 anos de poder "laranja", em que dos 16 milhões de euros do valor do património existentes em 2001, passaram para 85 milhões.


Vamos pela esquerda

"Vamos pela Esquerda"… Este é o mote da Juventude Socialista e, hoje, este é o mote que norteia a ação política no país.

Nunca como agora os portugueses estiveram no centro das decisões políticas. Hoje vivemos num estado social e trabalhamos por um estado social.

Não basta uma economia forte. É necessário recuperar o rendimento das famílias, recuperar a confiança no Estado enquanto garante da sociedade, recuperar a esperança de um crescimento sustentado do nosso país.

O ciclo está a inverter-se e as prioridades estão a recentrar-se no essencial: as pessoas.

Este é também o centro de ação da Juventude Socialista e é nesse princípio que diariamente pugnamos pelos direitos dos mais jovens.

Ainda há muito caminho a trilhar. Ainda há muito a fazer pela fixação de jovens e pela gestão das suas expectativas.

Educação, emprego e habitação - estas são os pilares que nos dão voz e atuação. Estes são os setores que apresentam um maior défice e, por isso, são também os setores em que mais temos de mudar.

A progressiva gratuitidade no acesso à educação, a promoção de vínculos de emprego estáveis e garantísticos e uma política de habitação integrada e coordenada para as especiais circunstâncias dos mais jovens são causas insubstituíveis.

Eu quero crescer e viver no meu país e, certamente, tu também o quererás. Cabe ao Estado promover uma política integrada, que coordene e complemente estas três causas e que, consequentemente, promova um menor êxodo de jovens que, involuntariamente, são obrigados a sair do país.

Basta de inflexibilidade, de insensibilidade social, de uma visão política destorcedora da efetiva realidade dos portugueses.

A 26 de novembro de 2015 a democracia disse "presente" e iniciamos um novo caminho e a Juventude Socialista congratula-se por isso e também dirá "presente" na defesa intransigente dos ideais da república e do socialismo.

Juventude Socialista Concelhia de Caminha


Comunicado_do_Conselho_de_Ministros_14.01.2016


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