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Futsal

Arbitragem foi a protagonista no jogo do ARA contra o Âncora-Praia

O Âncora-Praia foi o vencedor do jogo de Futsal Masculino, contra a Associação de Riba d'Âncora (ARA), a contar para a 1ª fase do Campeonato da Associação de Futebol de Viana do Castelo.

Quatro equipas serão apuradas para a fase seguinte.

O Âncora-Praia aspira a ser uma delas e, se possível, vencer este distrital.

A ARA pretende um campeonato tranquilo.

Num dérbi do Vale do Âncora, as pretensões de cada equipa ficam em segundo plano, face à rivalidade local.

O resultado (3-4, a favor do Âncora-Praia), espelha o empenho dos jogadores de cada equipa na obtenção da vitória.

A vencer por quatro bolas a uma ao início do segundo tempo, o Âncora-Praia parecia ter um final de jogo tranquilo, até que o ARA reduziu para 3-4, gerando-se um ambiente tenso dentro e fora do recinto de jogo, no Pavilhão Municipal de Vila Praia der Âncora, a funcionar na ocasião como casa da ARA, clube visitado.

O ARA teve oportunidade de empatar a partida, mas desperdiçou uma grande penalidade, marcada por acumulação de faltas (amarelos), criando-se mais pressão sobre os jogadores de ambas as equipas até final do encontro.

No final, protestos de ambos os lados em relação à arbitragem.

Refira-se que as equipas de arbitragem (dois árbitros) de Futsal chegam a dirigir quatro jogos num fim-de-semana.

Nesse Sábado, o jogo iniciou-se com 15' de atraso, porque os juízes de campo tinham acabado de arbitrar outra partida, antes de se deslocarem até Vila Praia de Âncora, segundo nos foi dito.

Os golos foram apontados por Ari (2) e Nito, para o ARA, e Bé, Gil, Bruno e Jardel, para o Âncora-Praia.

Pedro, técnico do Âncora-Praia Futebol Clube, no final do jogo, reconheceu que fora "complicado", como já se adivinhava, atendendo a que eram dois clubes do mesmo concelho.

"Árbitro errou demasiado"

O treinador do Âncora-Praia referiu-nos que a primeira parte do jogo foi tranquila, correspondendo às suas expectativas.

Admitiu, contudo, que a segunda parte se tornara "mais complicada do que o que estava à espera", uma vez que seus jogadores se deixaram entrar no jogo de transições, "em que eles eram fortes", sublinhou. Admitiu que foram obrigados a alinhar nesse jogo devido à quantidade de faltas que o árbitro situado do lado da bancada assinalou, "acabando por complicar um jogo que se poderia ter tornado fácil de arbitrar", porque, se fosse a marcar todas as faltas, seriam oito para cada lado.

Apesar da virilidade do jogo, não o considerou violento nem maldoso, razão que o levou a contestar os sete cartões amarelos que os seus atletas viram ser assinalados, e que "nos poderiam ter prejudicado com a marcação de um livre de 10 metros" que o ARA desperdiçou, aliás.

Considerou que a inexperiência do árbitro (é o seu primeiro ano na arbitragem), levou-o a cometer vários erros.

Em termos de objectivos para esta época, apontou para uma classificação entre os quatro primeiros, garantindo a participação na próxima fase, embora não descarte que a grande ambição seria o primeiro lugar. Portanto, no imediato, será conseguir uma diferença de doze pontos em relação ao quinto classificado e garantir a presença no grupo dos quatro primeiros que disputarão o título, em que todos os participantes começarão com zero pontos, independentemente da pontuação obtida na primeira fase.

"Não podemos jogar contra o Âncora-Praia"

Sem atribuir culpas ao Âncora-Praia, pela forma como os árbitros dirigiram o encontro, Paulo Alvarenga, técnico e principal seccionista da Associação de Riba d'Âncora, desabafou que "nós não podemos jogar contra o Âncora-Praia - embora eles não tenham qualquer culpa -, porque somos sempre fortemente prejudicados".

Este técnico, veterano da modalidade de futsal, ilustrou o que se passou no final do jogo, quando "um jogador do Âncora-Praia atirou uma garrafa a um jogador nosso, e o árbitro, pura e simplesmente, ignora essa situação, quando o mesmo árbitro, numa mesma situação, quando o nosso guarda-redes atirou uma garrafa, foi-lhe aplicada uma suspensão de oito meses e uma multa de mais de 200€, uma trapalhada que eu nem sei bem quanto foi".

Concluindo, Paulo Alvarenga atribui a vitória ao Âncora-Praia devido aos lapsos do árbitro, "embora eu não tenha nada contra o Âncora-Praia, uma equipa do meu concelho a quem eu queria ganhar, e que eu gosto que ganhe quando não joga contra nós", rematou.

À parte as peripécias do jogo, o C@2000 teve oportunidade de conversar com dois dos responsáveis por ambos os clubes, sobre a sua vida interna.

Âncora-Praia criou modalidade há dois anos

O Âncora-Praia criou esta secção há dois anos, "por vontade de um grupo de amigos" disse-nos Rui Pestana (filho de um antigo jogador e técnico do Âncora-Praia, Fernando Martins, já falecido) da direcção do Âncora-Praia e fundador desta secção, agora reactivada, depois de já ter funcionado há uns anos atrás, com o objectivo de criar uma modalidade desportiva de pavilhão "em expansão, de ano para ano e cada vez com mais praticantes e admiradores", sublinhou, e que "atraísse gente".

Presentemente, esta secção tem 15 jogadores seniores, uma equipa de juniores e iniciou-se esta época a Academia.

Esta secção foi criada numa altura em que o Âncora-Praia não possuía Futebol de 11 sénior. Presentemente já existe e competem na II Divisão Distrital. Tal facto poderia colidir com o Futsal. Rui Pestana não concorda, recordando que o Futsal "é uma secção autónoma", tendo como objectivo "servir a modalidade, com os pés bem assentes no chão e ficar o melhor classificado possível", embora não descartando que, "internamente", existe a aspiração de chegar ao título distrital, embora não pretendam assumir isso publicamente.

A presença assídua de grande número de espectadores é um motivo "para trabalharmos mais", em particular para os jogadores, em cujo grupo cabem atletas de Vila Praia de Âncora, Viana do Castelo (a equipa técnica é vianesa), e de outras freguesias.

Começaram na véspera deste jogo a Cantar as Janeiras, uma forma de angariarem fundos que sustentem uma modalidade que sai cara, adverte, recorrendo ainda a alguns patrocínios e sorteios a realizar durante os jogos, juntamente com a receita do bar.

Associarão de Riba d'Âncora começou por apostar "no feminino"

"O ARA tem a equipa feminina mais antiga do distrito de Viana do Castelo", recordou Paulo Alvarenga, a qual continua "de boa saúde", reforçou, a par desta equipa masculina que nessa noite se bateu contra o Âncora-Praia.

Sobre a equipa masculina, lamentou a dificuldade em conseguir que todos treinem regularmente, atendendo a que alguns futebolistas trabalham na restauração, "todos excelentes jogadores, como se viu aqui hoje". "Alguns saem do emprego às 15H30, tentamos que os jogos se realizem até às 18H30, quando reentram ao serviço, o que impede que na maior parte dos casos possam jogar fora de casa, o que obsta a que tenhamos conseguido qualquer vitória como visitantes".

Deu como exemplo da qualidade, a saída de um jogador para o Cerveira, clube que joga numa divisão nacional de Futebol de 11, e todos os demais atletas cabo-verdianos.

Quanto ao resto, "o ARA funciona muito bem, é uma associação muito unida e que está para durar muitos anos".


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