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Atlético Clube de Caminha vai tentar pela terceira vez eleger órgãos sociais

Resultou inócua a convocatória de uma assembleia geral com o objectivo de eleger os órgãos sociais até final de Março de 2017.

Ontem à noite, tal como sucedera no princípio de Agosto, voltou a não ser apresentada qualquer lista de sócios dispostos a orientar os destinos do clube, o que levou Narciso Correia, presidente da Assembleia Geral, a conceder mais duas semanas para que o impasse se desfaça.

Marcou a próxima reunião para o dia 2 de Outubro, pelas 21 horas, nas instalações do Pavilhão Municipal "Morber".

Esgotado o período oficial da assembleia, o presidente da AG permitiu que os sócios presentes debatessem informalmente a situação do ACCaminha, após a apresentação da situação financeira do clube.

10.000€ de dívidas

O Atlético Clube de Caminha tem 10.231 euros de dívidas, das quais a mais avultada é à Associação de Futebol de Viana do Castelo (5.350€), relativa à inscrição de jogadores, e, 1.500€ respeitante a marchandising. Foi referido que os sócios e adeptos do clube têm aderido pouco à compra de adereços, o que impediu que esta factura ainda não tivesse sido liquidada.

Gerido provisoriamente por uma comissão administrativa da qual fazem parte elementos da anterior direcção, têm sido realizadas algumas diligências, no sentido de conseguir verbas que possam abater as dívidas.

Câmara não escapou às críticas

Foi solicitado à Câmara Municipal que libertasse os 25% (1,250€) finais do subsídio prometido para a época passada, tendo-se ouvido ainda críticas à autarquia pelo facto de, em 2014/15, não ter compensado o ACC com a mesma verba atribuída na época anterior (cerca de 6.000€), pela perda de receita proveniente da eliminação do parque de estacionamento.

A Câmara terá alegado que as regras da atribuição da Bandeira Azul impedem cobrar o estacionamento, o que surpreendeu os dirigentes caminhenses, atendendo a que os Bombeiros de Vila Praia de Âncora exploram o parking na Av. Ramos Pereira, praia em que também esteve hasteada a Bandeira Azul neste verão.

Em momento de comparações, foi ainda criticada a política de subsídios definida pela Câmara para os clubes desportivos.

Apontaram o exemplo do Sporting Club Caminhense, com privilégio especial da parte do Município, o que lhes terá permitido liquidar as suas dívidas e, inclusivamente, comprar bacos de competição no mar (Yolle de Mar).

Narciso Correia precisou que o Atlético Clube de Caminha nada tem a obstar aos apoios mais substantivos ao Caminhense, atendendo ao seu historial e afirmação no contexto nacional, apenas os critérios definidos para os subsídios é que parece não serem equitativos.

Foi dado ainda o exemplo de um clube do concelho, sem camadas jovens, mas que recebeu mais verbas do que o Caminha, que possuía vários escalões de formação.

A presença de equipa de Cerveira no "Morber", para treinos, não mereceu igualmente apreço especial.

Seniores suspensos

O défice que o Caminha apresenta já tinha levado os seus dirigentes a suspender a equipa sénior para esta época, por considerarem incomportáveis os custos, perante as receitas arrecadadas.

Apesar da situação, a equipa de veteranos vem mantendo a sua actividade, um pouco de forma autónoma, ao mesmo tempo que se preparam as inscrições ate final deste mês, das equipas de miúdos (Traquinas, Petizes e Benjamins).

O passado recente do clube, o seu papel de clube residente, a existência ou não de um protocolo com a Câmara de cedência de utilização das instalações do "Morber (a direcção cessante em funções aguarda há três meses que o Município se pronuncie sobre um protocolo), o empenhamento dos pais na criação das equipas jovens, foram outros temas debatidos neste período aberto às opiniões dos associados presentes.

Ultimato

Concluindo: Narciso Correia advertiu que se não aparecer uma lista no próximo dia 2 de Outubro, cria-se uma comissão administrativa ou entrega-se este processo nas mãos do Ministério Público, a fim de extinguir o clube.


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