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Apresentação em Caminha do livro

OS RAPAZES DOS TANQUES, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes

Salão Nobre da Câmara Municipal de Caminha - 23 de Abril de 2015

Comemoramos em simultâneo o Dia Mundial do Livro e o 25 de Abril com um belo livro de poucas palavras e muitas imagens, pensado e organizado por dois dos mais prestigiados jornalistas e fotojornalistas portugueses, ADELINO GOMES e ALFREDO CUNHA - eles próprios participantes ativos, como profissionais da informação, desse dia 25 de Abril de 1974 - que, no processo da sua produção e edição, de 2012 a 2014, proporcionaram um invulgar reencontro de ex-militares relacionados, de um modo ou de outro, com a reconquista da Liberdade, e que, para sorte nossa, se repete em Caminha em 2015.


Faz todo o sentido comemorar o 25 de Abril com militares ou ex-militares. Afinal, foram os militares que há 41 anos livraram o país de uma ditadura que durava há longos 48 anos, mesmo se é verdade que tinham sido os militares que nos tinham metido nela em 28 de Maio de 1926 e depois, no essencial, foram suportando o regime.
Em Caminha, não temos esquecido os militares nas comemorações do 25 de Abril: nos anos mais recentes tivemos connosco, em 2004, o mais jovem capitão de Abril, Marques Júnior, infelizmente já desaparecido; em 2011, o major Otelo Saraiva de Carvalho; em 2014, o coronel Rui Guimarães, de Braga. Todos eles homens do MFA e, portanto, heróis voluntários do 25 de Abril, de que o maior exemplo será o do capitão Salgueiro Maia.

Mas no dia 25 de Abril, entre os militares, do quadro ou milicianos, houve também muitos heróis involuntários, pelas atitudes que assumiram no decorrer dos acontecimentos, em ambos os lados em confronto naquela manhã na Baixa de Lisboa:
Do lado das forças do MFA, os soldados que nesse dia participaram no levantamento militar um pouco por todo o país, e temos connosco dois desses homens que estiveram no centro dos acontecimentos, em Lisboa: o então furriel miliciano, MANUEL CORREIA DA SILVA, o homem da famosa chaimite Bula que transportou Marcelo Caetano do Largo do Carmo para a Pontinha; também o seu colega de unidade, o caminhense FAUSTO GONÇALVES, então instruendo da Polícia Militar, que nessa madrugada veio de Santarém até Lisboa integrado na coluna da Escola Prática de Cavalaria comandada por Salgueiro Maia.


Do lado das forças da situação, mobilizadas pelo governo, outros dois homens, o então cabo JOSÉ ALVES COSTA, e o seu direto superior hierárquico, então alferes miliciano, FERNANDO SOTTOMAYOR, ambos integrantes da força de carros de combate (vulgarmente "tanques") que se encontraram, frente a frente, na Rua do Arsenal e na Avenida da Ribeira das Naus, com os homens da EPC, e se recusaram a fazer fogo contra os seus camaradas.

Por último, seria uma indesculpável injustiça não evocar os outros heróis do 25 de Abril, arriscamos a dizer os maiores: Antes de 1974, os resistentes antifascistas, desde os velhos republicanos do reviralho aos esquerdistas do pós Maio 1968, com merecido destaque para os comunistas, que arriscaram tanto, por vezes tudo, até a vida, na prisão ou no exílio, para que um qualquer 25 de Abril fosse um dia possível.
A seguir ao 25 de Abril, nos irrepetíveis meses que se lhe seguiram, com muitas contradições pelo meio, o grande herói foi o povo português, mulheres e homens, pela primeira vez usufruindo de liberdade de expressão e reunião, que nos seus bairros, nas associações de moradores, nos seus locais de trabalhos, nas comissões de trabalhadores, nos partidos políticos, nas associações culturais, fizeram a verdadeira revolução. Como disse alguém, por muito mal que as coisas estejam agora, esses anos já ninguém nos tira!

Paulo Torres Bento, 23 de abril de 2015

Fotorreportagem de António Garrido


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