A Câmara de Caminha está a bater-se por uma ligação com A Guarda, no seio da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho, anunciou Miguel Alves, presidente do município caminhense no decorrer da última sessão camarária, quando interpelado pela oposição.
Flamiano Martins, vereador social-democrata, pretendeu obter informações sobre o assoreamento do canal do ferry-boat e quais os investimentos de valor acrescentado que a câmara pretende incluir no rol de projectos a candidatar ao próximo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) que se prevê "bastante exigente", concluiu.
Segundo confirmou Miguel Alves, está agendada para o próximo dia 28 uma reunião com os responsáveis municipais de A Guarda, com a finalidade de discutir o futuro das ligações entre os dois concelhos e eventuais "alternativas".
Miguel Alves admitiu ser "preocupante" o assoreamento do leito do canal do ferry-boat e a inacção das administrações centrais dos dois países para se decidirem sobre os procedimentos a encetar no que se refere à limpeza das areias.
O autarca referiu-se às dificuldades existentes em Espanha para comercializar os inertes a extrair do rio, cuja venda permitiria custear a empreitada de desassoreamento.
Este tema que se arrasta há mais de dois anos estará em cima da mesa na próxima semana, a par da criação de alternativas (ponte, túnel) ao actual ferry que funciona desde 1995.
O autarca caminhense precisou que o debate sobre as prioridades de investimentos a comparticipar pelo próximo QREN (2014-20) ainda não se encontra encerrado. As reuniões com o governo, comissões intermunicipais e comissões de coordenação deverão clarificar os objectivos, sendo que Caminha, no seio da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho, vai pugnar pela criação de uma ligação que falta no estuário do rio Minho.
Referindo-se a outras apostas importantes a juntar à do rio Minho, Miguel Alves indicou o porto de Viana do Castelo, a electrificação da linha do Minho e a ligação de Paredes de Coura à auto-estrada.