Movimento Naturalmente…Não às Portagens na A28 esclarece Vianenses e Alto Minhotos

O movimento Naturalmente…Não às Portagens na A28, após a entrevista do Sr. Secretário de Estado das Obras Públicas, na qual reafirma a intenção do Governo em:
a) eliminar as isenções nas portagens e particularmente na A28, e
b) considera que existe uma alternativa válida à A28 ( provavelmente em viagem virtual através do Google maps !!! )
vem tornar público o seu repúdio por tal posição, pois esta vem aumentar e aprofundar a injustiça que se criou em torno da decisão de portajar as ex-Scuts , como é visível e sentido por todos, quer com os elevados custos ,quer com o desperdício de tempo gasto nas vias nacionais devido ao aumento de tráfego; com a redução drástica da mobilidade; com uma drástica diminuição de visitantes ao nosso território,particularmente Espanhois e muito em particular ao Concelho de Viana do Castelo, onde a actividade económica tem sofrido uma redução muito forte e cujos índices de desenvolvimento são inferiores à maioria das regiões do País; com aumento do desemprego devido ao encerramento de empresas. E, apesar de tudo isto as concessionárias tem garantia do Estado de um lucro de 15%, sem terem qualquer risco ! Um escândalo !!!
Naturalmente que continuamos a reiterar os nossos princípios, isto é, a A28 não pode ser portajada, particularmente porque não tem qualquer alternativa. A N13 não é de todo uma alternativa, como está comprovado. Assim gostaríamos de realçar:
A aplicação de portagens tem castigado e prejudicado este território de Viana do Castelo e todo o Alto Minho, pois,
1. O custo, resultante das portagens, quer para os cidadãos, quer para as empresas é uma realidade, em muitos casos, incomportável. Não é admissível tanta discricionariedade, pois de Viana ao Porto, os Vianenses pagam 75 % dos custos para percorrerem os primeiros 35 Kms da A28 ( isto é 0.09€/ km), enquanto que da Póvoa do Varzim até ao Porto se paga 25 % ( isto é 0.03€/ km),
2. Estes custos reflectem consequências gravíssimas para Viana do Castelo, pois o comércio local perdeu 49,5 %, a hotelaria 57 % do seu negócio,
3. Há quadros técnicos, que se deslocavam de outros territórios, que já deixaram de dar o seu contributo nas empresas vianenses ( ex. médicos que deixaram o hospital de Viana do Castelo), devido aos elevados custos com deslocações,
3. Continuamos a ser penalizados com a existência do pórtico colocado antes da saída para a zona Industrial do Neiva, prejudicando fortemente a mobilidade de todos aqueles que aí trabalham ou para aí se deslocam, pois 0.75€ por escassos 5 kms ( 0.15€ / km) é muito dinheiro ! Situação que poderia ser alterada, desde que houvesse vontade politica e empenho na defesa dos Vianenses por parte
da Autarquia ( Câmara e Ass. Municipal). Criando para isso uma postura de transito que impedisse e impeça o transito de pesados na via, já municipalizada, entre a rotunda de Mazarefes e a rotunda de Darque
4. Apelamos , por isso, a todos os Srs. Deputados do Alto Minho e, particularmente, ao sr. Secretário e ex-autarca, Engº Daniel Campelo,que façam as diligencias necessárias para que este problema/ injustiça seja corrigido, evitando dificuldades acrescidas para os cidadãos e empresas desta região, uma vez que a eliminação desta discriminação positiva, até então em vigor, vai penalizar os utilizadores diários em aproximadamente 60,00 €/ mês
5. Por último deixamos uma reflexão sobre os custos directos e indirectos resultantes da existência das portagens, isto é,
i) O aumento de tráfego na ordem de 30 a 40 % nas estradas nacionais, origina maior tempo nas estradas, com a consequente perda de produtividade,
ii) Origina maiores gastos de combustíveis, logo mais custos com a importação dos combustíveis,
iii) Origina maiores níveis de poluição, CO2,com a consequente necessidade de maiores compras de licenças de carbono,
iv) Origina mais desgaste nas estradas nacionais, com o consequente aumento dos custos de manutenção (muitos deles suportados pelas Autarquias Locais )
Serão estes custos compensados pela receita obtida com as portagens ? Temos dúvidas, que são reforçadas com a constatação da diminuição de tráfego em todas as ex-scuts, particularmente na A28, que é na ordem de 35%
Com a aplicação das portagens na A28 a Norte de Viana do Castelo e na A27, fica a cidade completamente sitiada, pois fica condicionada com portagens a Norte, a Sul e a Este, deixando definitivamente de ter qualquer mobilidade, a menos que seja pelo mar!. Esta situação exige que todos os Autarcas do Alto Minho ( CIM ) se unam e defendam, intransigentemente, o direito à mobilidade que agora nos é retirado.
Por tudo isto continuamos a manifestar-nos contra esta injustiça e ataque aos cidadãos e empresas deste território de Viana do Castelo e Alto Minho, continuando a considerar que as Autarquias tem a obrigação de defesa dos seus eleitores e cidadãos.
Movimento Naturalmente…NÃO às Portagens na A28
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Como reforçar a posição do Alto Minho no ranking dos destinos ecoturísticos da Europa?
Debate organizado pela CIM Alto Minho reuniu especialistas nacionais e internacionais e mais de 200 participantes
A Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM Alto Minho) realizou no passado dia 25 de setembro, em Monção, o seminário internacional "Percursos Verdes e Ecoturismo: Sustentabilidade e Potencialidades", como forma de assinalar o Dia Europeu das Caminhadas e promover o reconhecimento da European Greenways Association ao seu novo membro efetivo, a CIM Alto Minho.
Reunindo um rico e diversificado painel de moderadores e de oradores nacionais e estrangeiros, que apresentaram as suas experiências no domínio da valorização económica dos recursos ambientais através do pedestrianismo e cicloturismo, este seminário, que contou com mais de 200 participantes, constituiu um importante momento de reflexão sobre a sustentabilidade e potencialidades dos percursos verdes e do Ecoturismo nos territórios de baixa densidade, no qual foi possível aprofundar o debate e identificar boas práticas para promover uma futura ação dos principais atores do Alto Minho que intervêm neste domínio.
As ecovias e ecopistas do Alto Minho abrangem, neste momento, percursos verdes com mais de 50 Km situados ao longo dos três eixos - Litoral, rio Minho e rio Lima, onde, além de se promover a preservação da biodiversidade, se tem vindo a valorizar economicamente os principais recursos ambientais e culturais localizados no seu entorno. A adesão da CIM Alto Minho à rede de ecovias europeias - Euroepan Association Greenways, constituiu também um passo importante para que estes espaços ecoturísticos sejam promovidos e divulgados internacionalmente de uma forma integrada e conjunta, dando-lhes visibilidade tanto a nível nacional como internacional e conferindo-lhes um carácter de excelência.
Na sequência do presente seminário, a CIM e os municípios do Alto Minho irão continuar a dar prioridade a esta estratégia de valorização da sua rede de percursos verdes, visando potenciar o produto "Turismo de Natureza" e colocar o Alto Minho mais próximo dos destinos ecoturísticos mais atrativos da Europa. Ao nível infraestrutural, promover-se-á a consolidação da rede de percursos verdes do Alto Minho, através de projetos cofinanciados pelo ON2 - O Novo Norte (que passará a abranger cerca de 80 km de extensão), sendo dada também particular atenção à definição e envolvimento da parceria institucional mais adequada para assegurar a necessária hierarquização, acompanhamento e manutenção dos principais percursos verdes do Alto Minho.
Em termos de promoção será dada prioridade, ao nível internacional, à certificação de qualidade dos principais percursos verdes do Alto Minho e à promoção da rede de percursos verdes transfronteiriços, consolidando uma imagem de marca de excelência ambiental do território. Ao nível nacional, serão promovidos oito dos principais percursos verdes do Alto Minho através do ciclo de caminhadas "Alto Minho Greenways", o qual se inicia já no próximo fim de semana, dia 29 de setembro, na Paisagem Protegida do Corno do Bico e que decorrerá todos os sábados até 17 novembro. Será ainda lançado um guia de atividades ecoturísticas do Alto Minho, com informação sobre os principais recursos, as experiências e a oferta ecoturística da região.
O seminário internacional foi constituído por três painéis temáticos, nomeadamente "Desenvolvimento Territorial Sustentável e Vias Verdes", "Dinamização de Percursos e Emprego Verde" e "Boas Práticas de Desenvolvimento, Gestão e Promoção de Vias Verdes", moderados por Paulo Brilhante, responsável editorial do portal Escape e coordenador da iniciativa "Boa Cama Boa Mesa".
Nos painéis mencionados, foram oradores Luís Manuel Silvestre, da REFER, Paulo Castro, da EUROPARC, Jose Luís Piñeiro, da PRAMES - Montanha, Escalada e Senderismo, Javier Martín Fernández, da Fundación de los Ferrocarriles Españoles, Maria Jiménez, da Fundação Via Verde de la Sierra; Artur Gregório, da GAL inLOCO; e Pedro Arruda, da Delegação de Turismo dos Açores.
No final dos painéis temáticos decorreu ainda uma mesa redonda subordinada ao tema "Os Percursos Verdes: Qual o caminho para a sua sustentabilidade", moderado por António Sá, fotógrafo internacional na área da Natureza, e que contou com as intervenções de Carlos Gomes e Emanuel de Oliveira, da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada; Nuno Gama Nunes, da Revista Itinerante; e Sónia Almeida, da ADERE Peneda Gerês.
CIM e IPVC promovem terceira fase de formação sobre empreendedorismo nas escolas
A Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM Alto Minho) e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), através da sua Escola Superior de Educação, promovem no próximo sábado, dia 29 de setembro, a terceira etapa do processo formativo "Ter Ideias para Mudar o Mundo", no âmbito da Educação para o Empreendedorismo, da Rede Regional de Apoio ao Empreendedorismo do Alto Minho.
Esta é uma ação creditada que irá integrar uma amostra de cerca de 33 docentes, das escolas do ensino pré-escolar, do 1º e 2º ciclos, dos dez municípios do Alto Minho, tendo por base o manual "Ter Ideias para Mudar o Mundo" do Centro Educativo Alice Nabeiro - Associação Coração Delta, com quem foi assinado um protocolo de colaboração, no sentido de adquirirem os conceitos e as melhores práticas relacionadas com o empreendedorismo escolar.
Com base nesta experiência e na metodologia inovadora desenvolvida pelo Centro Educativo Alice Nabeiro, a CIM e o IPVC pretendem promover na comunidade educativa alto minhota competências e atitudes empreendedoras, que abarquem os três primeiros níveis de ensino, numa aposta clara na formação para o futuro das crianças e jovens.
O grande objetivo é fomentar a apropriação social do espírito e cultura empreendedora nos três primeiros níveis de ensino, através da criação de ambientes de aprendizagem motivadores, gratificantes e exigentes que promovam o espírito de iniciativa, a capacidade de gerar e aplicar ideias e uma maior criatividade e autoconfiança, reforçando estes elementos em todos os currículos e áreas de estudo.
Esta ação formativa terá a duração de 15 horas e realizar-se-á, a 1ª sessão, na Escola Superior de Educação (ESE-IPVC), em Viana do Castelo, e a 2ª sessão, nas instalações da CIM Alto Minho em Ponte de Lima. A fase seguinte compreenderá a implementação do manual em contexto escolar, durante o ano letivo de 2012/2013, por parte da amostra de docentes que integrará esta ação formativa, que serão acompanhados e monitorizados, ao longo do ano pela equipa da ESE. Após esta fase de implementação encontra-se prevista a realização de um seminário de divulgação do projeto e de disseminação dos resultados, a ocorrer no final do ano letivo.
Recorde-se que esta aposta na "Educação para o Empreendedorismo no Alto Minho" corresponde a um dos três eixos da Rede Regional de Apoio ao Empreendedorismo do Alto Minho, dinamizada pela Comunidade Intermunicipal e pelo IPVC, envolvendo ainda outros parceiros estratégicos, no sentido de promover a criação de sinergias e de condições de apoio ao empreendedorismo de base local, a partir de uma lógica de proximidade e de articulação à escala supramunicipal.
GAC Alto Minho participa no encontro da Rede Nacional de Grupos de Ação Costeira no Barlavento algarvio
O Grupo de Ação Costeira do Litoral Norte (GAC Alto Minho) participa nos próximos dias 25 e 26 de setembro, no 6º Encontro da Rede Nacional de Grupos de Ação Costeira (RNGAC) que vai decorrer no Barlavento do Algarve, onde irá apresentar a sua estratégia de desenvolvimento da zona costeira local.
Nos últimos dois anos de atividade do GAC Alto Minho foram apoiados, pelo Programa Operacional da Pesca 2007-2013 (PROMAR), um total de 17 projetos de valorização e diversificação de produtos-chave da economia da região ligados ao mar, estando em análise seis novos projetos, o que demonstra o sucesso e o impacto que este programa de financiamento está a ter junto do sector. O investimento nestes projetos foi de mais de dois milhões de euros, sendo o valor da comparticipação de 1,6 milhões de euros que assumem a forma de ajuda não reembolsável.
O 6º Encontro da RNGAC será repartido entre Sagres e Portimão, realizando-se no dia 25 a reunião geral dos Grupos de Ação Costeira na Fortaleza de Sagres, e no dia 26 um seminário subordinado ao tema "Sustentabilidade Costeira", no Museu Municipal de Portimão. O seminário contará com a presença do secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, que procederá ao encerramento da iniciativa.
A organização do encontro está a cargo da Agência de Desenvolvimento do Barlavento, parceiro gestor do Grupo de Ação Costeira do Barlavento do Algarve, que neste momento detém a presidência da Rede Nacional de Grupos de Ação Costeira, que engloba os sete GAC existentes em território nacional.
O seminário é aberto ao público, devendo os interessados em participar proceder à inscrição através do telefone 282 482 889 ou através do e-mail gac@ad-barlavento.pt.
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