Jornal Digital Regional
Nº 578: 10/16 Mar 12
(Semanal - Sábados)






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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor



Carta aberta à Presidente do Munícipio de Caminha, no ambito dos acontecimentos decorridos no dia 1 de Março de 2012, sobre actuação dos Bombeiros de Caminha.

Ex Sra. Presidente do Município de Caminha, venho por este meio comunicar e repudiar a atuação dos Bombeiros Voluntários de Caminha perante o acontecimento passado ontem, dia 1 de Março de 2012. Pelas 19:16 minutos telefonei a pedir socorro para a extinção de um foco de incendio em minha casa na chaminé da lareira, dando todos os pormenores do local da ocorrência e do meu nome, tive o cuidado de mencionar a Rua dos Poços em vez da Rua da Loreta pois esta segunda que é a morada é mais pequena e mais desconhecida da população, e indiquei que deveriam subir em direção a São Sebastião por São Roque e que apenas necessitariam de trazer uma viatura pequena pois o incendio ainda se encontrava circunscrito a chaminé e com poucas chances de se propagar, e logo em seguida ouvi a sirene a tocar, porém ninguém chegou ao local senão os vizinhos que se prontificaram a ajudar como podiam, e lá conseguimos extinguir o foco.

Após termos dado como extinto o foco, ainda agitado mas já mais calmo, liguei novamente para o número da central, atenderam e perguntei porque não chegaram ao local e pedi para falar com o comandante. O Comandante limitou-se a pedir desculpa e a justificar que o operador apenas disse à equipa que ia atuar que se tratava de um incendio urbano em Vilarelho, junto ao café São Roque, e que chegando ao tal café veriam logo onde se encontrava o incêndio.

Logo em seguida o Comandante prontificou-se a passar em minha casa e assim o fez, sem nenhum problema, pois este e os restantes tripulantes da viatura sabiam quem sou e onde moro, pois para além de tudo sou socio dos bombeiros com as cotas todas pagas em dia, e a minha filha presta voluntariado lá a dois anos. Explicando-se depois o Comandante já em minha casa que a central telefónica fora destruída pela trovoada e que os Bombeiro não têm condições para a substituir, tendo atualmente um telefone simples que diz ele não grava nem reconhece o número da chamada, e que o centralista que estava em serviço não tem sequer qualificação para escrever o seu próprio nome.

Mais, prontificou-se a assumir a responsabilidade, a qual os presentes se interrogaram chegando ao ponto de lhe questionar que responsabilidade era essa? a qual ele apenas referiu que a responsabilidade no momento era dele mas que a partir do momento que ele comunica-se a um superior a responsabilidade passaria junto com essa comunicação, a qual novamente um dos presentes lhe perguntou, " E se houvessem danos materiais ou danos físicos em pessoas, você também assumiria essa responsabilidade?" ao qual ele respondeu que para isso existem seguros. Será que a responsabilidade a que ele se refere é a de colocar pessoal sem formação mínima para responder as funções que lhes cabem? Será que essa responsabilidade também é usada para fazer peditórios para festas em vez de peditórios para a compra de equipamentos? No mínimo adquiriam um telefone banal como os que se encontram em quase todas as casas deste pais que deixa gravado um registo de chamadas.

Falando aqui e apenas em função de experienciais tidas com casos semelhantes, há cerca de dois anos, estava em casa no jardim quando me deparo com o início de um incendio em casa do vizinho que me socorreu ontem, provocado por um curto-circuito na garagem, a qual estava fechada, pois este vizinho que ontem se lamentava pela repetição de acontecimentos provocados pela falta de responsabilidade e profissionalismo do que se diz ser "Proteção civil", estava na altura emigrado em França. Na época ao que me parece ainda existia uma central que gravava os números das chamadas, porém a falta de profissionalismo era a mesma da de hoje, e os bombeiros acabaram também por não chegarem ao local, apesar de terem ligado novamente a pedir direções. Será que não é possível existir um mapa do concelho no quartel? Uma vez que um computador com internet ou um Gps nas viaturas, seriam tecnologia inacessíveis quer para a situação financeira da instituição em causa quer para centralistas que não sabem escrever o próprio nome?

Estou a reportar este caso a Sra. Presidente, e tenciono reporta-lo a comunicação social local e nacional, para que no futuro casos como estes não voltem a acontecer para bem de todos os munícipes.

Sem mais assunto de momento agradeço a atenção dispensada e ficando na expectativa que todos estes casos sejam investigados, subscrevo-me

Atenciosamente

Ricardo Vila Pouca

O POLVO DO NOSSO MAR - O ARROZ DOCE
EM CAMINHA NOS DIAS 16-17 E 18 DE MARÇO

Caro leitor. Se Caminha é banhada por rios e mar, no prato servem-se os melhores peixes e mariscos. Se Caminha tem serras majestosas, o resultado prova-se á mesa através do Cabrito à Serra d´Arga. E se o concelho é conhecido pela arte de bem receber, é com carinho que são confeccionados os melhores doces, entre os quais se destaca o delicioso ARROZ DOCE. E ao aprofundar a cultura e a história da vila, é possível descobrir quem parte com coragem e valentia. Os homens que se aventuram em busca de peixes mais frescos. O mar é bravo e incerto,mas é dele que vem, por exemplo o melhor polvo.

Do mar, da pedra e das mãos calejadas dos pescadores: é esta a origem do POLVO DO NOSSO MAR.

Para os apreciadores, a vida é mais fácil. Basta conseguir escolher entre o polvo cozido, grelhado, panado ou até mesmo seco. Os restaurantes de Caminha têm esta e outras iguarias à disposição de todos os que não resistirem aos sabores da tradição.

Aqui fica o convite: nos dias 17 e 18 de Março, nos postos de Turismo e nos Restaurantes, de Caminha e Vila Praia de Ancora, o meu caro leitor pode saborear "os sete sabores do polvo", O POLVO DO NOSSO MAR, e o delicioso ARROZ DOCE. Vai gostar.

Antero Sampaio