Jornal Digital Regional
Nº 557: 15/21 Out 11
(Semanal - Sábados)






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CÂMARA ABRE MAIS UM CONCURSO
POLÉMICO E OS "PROGNÓSTICOS"
GARANTEM SER PARA MARCOS FERNANDES

Proposta foi metida à última hora
IGAL terá "estragado planos" em Junho
Câmara "precisa" de mais dois psicólogos

Em tempo de cintos a "estrangular", a Câmara de Caminha continua a contratar pessoal. Nada de novo ou surpreendente, não fosse a proposta de abertura de concurso, metida à última hora na ordem de trabalhos da reunião do Executivo de quarta-feira: é para o Gabinete de Informação ao Munícipe (GIM). Júlia Paula quer contratar um psicólogo e o burburinho já é ensurdecedor. Tudo indica que este é mais um "concurso com prognósticos" e o vencedor será Marcos Fernandes, a fazer, por agora, um "interregno" nas lides municipais.

A intenção de contratar um psicólogo para o GIM é como que um "déjà vu"… que ficou pelo caminho este Verão. O anúncio da abertura de concurso público, para um lugar por tempo indeterminado e permanente, ou seja, para o quadro do município, foi publicado em Diário da República a 30 de Junho último, ou seja, a tempo de Marcos Fernandes fazer a transição directa do lugar que ocupava para uma posição definitiva no quadro de pessoal.

A 27 de Junho, porém, chegava à Câmara de Caminha o inspector da IGAL e os concursos públicos, sobretudo os que tinham prognósticos, estavam na agenda da inspecção.

Fontes próximas do município garantiram ao C@2000 que houve um recuo estratégico e falta de coragem para prosseguir os propósitos iniciais. Por causa disso, o contrato de Marcos Fernandes terminou e este encontra-se agora à espera da nova oportunidade, que deverá surgir com a repetição do concurso. Quando Marcos Fernandes entrou para a Câmara de Caminha, o concurso aberto então foi também para um psicólogo, mas a Câmara acrescentou uma exigência "sui generis": o psicólogo tinha de ter formação em Marketing! Ora, nem de propósito, a pós-graduação de Marcos na área deu o empurrão necessário.

Mas o concurso aberto em Junho prosseguiu, só que não houve candidatos admitidos. As quatro candidatas que se apresentaram foram excluídas logo na primeira fase. Na altura, como agora, ao que tudo indica, Júlia Paula "procurava" um psicólogo para o Gabinete de Informação ao Munícipe (GIM). Era então o "Procedimento Concursal c", com "funções à medida". Escreveu a Câmara que o psicólogo teria por tarefas: "promover a comunicação organizacional; coordenar o fluxo de informação e objectivos estratégicos entre os diferentes departamentos do Município; desenvolver inquéritos de opinião e satisfação junto dos Munícipes; promover a integração dos colaboradores e desenvolvimento de estratégias motivacionais; bem como desenvolver tarefas no Núcleo de Recrutamento e selecção de trabalhadores designadamente no que se refere à aplicação dos métodos de selecção 'Avaliação Psicológica'. Domingos Lopes presidia ao júri.

O GIM, refira-se, de acordo com a estrutura orgânica do município, está na dependência directa da presidência. Nos próximos dias, o Diário da República mostrará se as características do concurso se mantêm.

O C@2000 sabe que a proposta para o GIM não fazia parte da primeira ordem de trabalhos distribuída. Júlia Paula emendou e meteu-a à última hora, com o nº 32.

Este passou a ser o segundo concurso desta reunião. O outro é para mais um técnico superior, para a Divisão Sócio-Cultural, Sector de Saúde e Acção Social.

Também é uma repetição e também é para um psicólogo. Na primeira publicação em Diário da República, a 17 de Maio último, era o "Procedimento Concursal c. Funções do psicólogo: acompanhar utentes e agregados familiares sinalizados; promover intervenções ao nível psicológico e psicossocial na orientação de famílias e indivíduos sinalizados; resolver problemas de adaptação e readaptação social dos indivíduos, grupos ou comunidades; participar nos processos de avaliação multidisciplinar dos agregados familiares; desenvolver projectos no âmbito da Rede Social concelhia; identificar necessidades de ocupação de tempos livres, promovendo e apoiando actividades de índole cultural, educativa e recreativa e colaborar na definição e avaliação das políticas sociais; desenvolver tarefas no Núcleo de Recrutamento e Selecção de Trabalhadores designadamente no que se refere à aplicação dos métodos de selecção 'Avaliação Psicológica' e 'Entrevista de Avaliação de Competências'".

Nessa altura, houve uma candidata, que a Câmara chumbou na prova escrita de conhecimentos.

Agora, Júlia Paula voltou à carga. Resta dizer, para já, que os vereadores socialistas votaram contra ambos os procedimentos concursais. Resta apenas esperar para ver se os prognósticos avançados pelo C@2000 voltam a confirmar-se, como aconteceu nos casos anteriores, alguns deles a constituírem ainda dossiês em aberto.