Jornal Digital Regional
Nº 520: 1/7 Jan 11
(Semanal - Sábados)






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Vilar de Mouros

CIRV integrou peça de autor vilarmourense
nas comemorações do 75º Aniversário

O arquitecto vilarmourense Avelino Porto escreveu entre 1946 e 1949 três peças de teatro destinadas ao grupo dramático do Centro e Instrução e Recreio Vilarmourense (CIRV).

Ao comemorar o 75º Aniversário da colectividade, a Direcção optou por recuperar uma delas, a comédia "Bendita Queimadela", reposta no já tradicional Teatro de Natal apresentado anualmente no Dia de Natal.

Coincidindo a data deste ano com um sábado, a representação decorreu na tarde do dia seguinte, fugindo ao frio que tem acompanhado muitos dos espectáculos quando realizados à noite no pavilhão do CIRV. Teve ainda a amenizar o ambiente algo gélido desse dia, aquecedores apropriados para que os mais de 200 espectadores que acorreram à sede do centro vilarmourense tivessem desfrutado com mais conforto do espectáculo.

Fernando Borlido acedeu à chamada para que dirigisse o grupo de 10 actores amadores de Vilar de Mouros, sendo que quase todos eles eram seus alunos na EB2,/S de Caminha.

"O professor mete-me nestas aventuras"

Augusta Mourão Caldas foi uma das actrizes da tarde, sendo a sua actuação caracterizada pela forma autoritária que o próprio papel exigia, o que até se adequaria à sua maneira de ser porque "os meus companheiros dizem que sou mandona, mas eu acho que não, só quando faz falta…" respondeu-nos com um sorriso, além de rejeitar que tivesse sido pelo seu feitio personalizado que lha atribuíram esse papel, mas, quanto a isso, "só o encenador é que sabe".

"O professor mete-me nestas aventuras"

"Apolinária", o nome de Augusta Caldas nesta peça, desde pequena que vem representando e tem acompanhado os trabalhos que o professor Borlido encena na sua escola.

A frequentar o 12º ano, não pensa em abraçar esta arte, apenas fazendo teatro "porque gosto destas aventuras para passar o tempo". Foi a primeira vez que actuou na sua terra e desde Setembro (logo que começaram as aulas) que iniciaram os ensaios aos fins-de-semana, tendo acelerado a partir das férias de Natal, em que passaram a diários.

O problema para esta jovem vilarmourense não residiu na representação, mas "no frio, muito frio que apanhámos, obrigando-nos a vir para cá de luvas e completamente equipados".

Não diz não a uma nova incursão no teatro de Natal do CIRV "se me convidarem, claro está", mas será mais difícil porque já conta estar na universidade no próximo ano, frequentando um curso de terapia da fala.

Participação "normal"

Gabriel Barros foi outro dos jovens vilarmourenses integrado neste grupo cénico do Natal de 2010 e, tal como a sua colega Augusta, foi a primeira vez que pisou o palco do CIRV, embora já tenha participado em diversas representações na escola.

Aceitou desde logo o convite formulado pela Direcção do Centro e reputou de "normal" a interpretação no papel que lhe foi destinado neste folhetim, não descartando vir a desempenhar novos papéis em novas participações mas, quanto a isso, "só o futuro o dirá".

Casa cheia

Visivelmente satisfeito com a excelente casa que a peça de Natal deste ano tinha registado, Mário Ranhada, presidente da Direcção do CIRV, destacou a presença de pessoas de outras freguesias que vieram assistir à representação dos vilarmourenses,, atribuindo tal curiosidade ao facto de a peça ser de um autor ("nosso conterrâneo") da terra.

De entre os actores amadores que subiram a palco, apenas um já tinha integrado elencos anteriores, pelo que a juventude revelada (e que se revelou) foi motivo de satisfação para este dirigente que não esqueceu de relevar o papel do GEPPAV na descoberta e valorização da peça de José Porto, a qual acabou por ser a escolhida este ano.

Embora reconhecesse a existência de custos, nomeadamente com a montagem dos cenários, o facto de todos os participantes o terem feito de forma gratuita, é motivo de compensação.

Mário Ranhada frisou ainda que "o teatro nasceu com o Centro a ainda continua nos dias de hoje" e, assegura, "prosseguirá por muitos mais anos".

"Mais uma experiência pessoal"

Fernando Borlido, encenador desta peça, confirmou que teve conhecimento dela através de elementos da GEPPAV, sendo "com entusiasmo e alegria que vim cá parar", considerando-a "mais uma experiência" pessoal dentro desta arte que abraçou.

Confessou que contava com a colaboração de mais actores da freguesia que já tivessem participado noutras edições mas, perante o cenário que se lhe apresentou, manifestou regozijo por encontrar os seus alunos que se adaptaram bem a "um texto bastante comprido", contracenando com um actor vilarmourense já veterano - Alberto Porto.

Fernando Borlido sublinhou que introduziu os mimos na peça e procedeu a algumas alterações que fossem de encontro ao naipe de actores, sublinhando ainda "a continuidade visível do trabalho que a escola faz", levando a que seja constantemente solicitado, como aconteceu nesse próprio dia em que foi convidado para, juntamente com o Tiago Fernandes, levar a efeito uma peça por ocasião do aniversário de Lanhelas, em Abril próximo.

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