Jornal Digital Regional
Nº 517: 11/17 Dez 10
(Semanal - Sábados)






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Ponte de Lima

Jovens abraçaram curso de Gestão de Animação Turística em Espaço Rural

Três jovens (Tiago Silva, de Caminha, Manuela Fernandes e Cláudia Dantas, de Ponte de Lima) encontram-se a frequentar um Curso de Especialização Tecnológica (CET), na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima (Convento de Refóios), na área de Gestão de Animação Turística em Espaço Rural.

Integram uma turma de 13 alunos que durante dois semestres (ano e meio, correspondendo a 1550 horas de aulas) receberão uma especialização que, inclusivamente lhes poderá dar acesso a um curso superior, com bolsas pagas se a isso tiverem direito.

Este curso tem como finalidade "implementar novos recursos e estratégias na animação turística", nomeadamente de âmbito rural, referiu Tiago Silva.

Este estudante admite que uma visita realizada ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, reforçou a sua vocação para a zootecnia (nomeadamente, os animais em vias de extinção), pensando seguir engenharia agrónoma.

Este curso inclui um estágio de três meses, mercê de protocolos estabelecidos entre a escola e diversas empresas de animação turística, embora possam optar por uma outra que os alunos escolham.

Tiago Silva revelou que descobriu este curso ao consultar o site da Escola Superior Agrária, depois de a psicóloga da Ancorensis o ter informado da sua existência.

Uma das atractividades deste curso prende-se com "relações interpessoais que que abrange a comunicação" de modo conseguir-se um curso de animação turística, salientou Manuela Fernandes.

Esta jovem gostaria de estagiar no Palácio da Brejoeira, Monção, o qual já visitou, de modo a poder ser uma "guia turística e de intervenção no património construído e etnográfico", enquanto que a sua colega Cláudia Dantas já pensa numa actividade envolvendo a caça ou turismo de escalada, no designado turismo de aventura e alojamento, dando como exemplo uma empresa de Lanhoso que visitou.

Receber grupos de desporto de aventura (canoagem, montanhismo, escalada, etc.) representam um dos desideratos destes jovens, para quem a inventariação do património natural e construído significam igualmente a obtenção de um diploma que equivale ao nível 4, sendo considerados técnicos de animação turística em espaço rural, uma valência conseguida após o processo de Bolonha.

Cláudia Dantas adiantou que obter a certificação nestas áreas permitirá "criar empresas próprias ou ser contratado" pelas que já existam, avançando ainda com a possibilidade de ficar a trabalhar no próprio local de estágio.

Segundo sabem, existe uma média de duas empresas dedicadas ao turismo de animação em cada um dos concelhos do Alto Minho.

Tiago Silva referiu ainda que todos os jovens com mais de 23 anos podem candidatar-se mesmo sem habilitações completas do Ensino Secundário (11º ano ou 12º incompleto), recebendo depois da admissão, disciplinas equivalentes.

A hipótese de conseguirem emprego no estrangeiro não é descurada por estes alunos, uma vez que têm equivalência para exercerem essas profissões em qualquer país, estando em expectativa quanto ao desenvolvimento da crise, a qual poderá ditar a evolução deste tipo de turismo em cada concelho.

Os três jovens agradeceram ao professor António Cardoso, responsável pela disciplina de Relações Inter-pessoais, o apoio que vem sendo prestado neste curso.