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CELEBRAÇÕES DO 25 DE ABRIL
Vila Praia de Âncora e Caminha centraram as celebrações do 25 de Abril deste ano, organizadas separadamente pela Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Caminha.
Em Caminha, a partir das nove horas, a Junta de Freguesia distribuiu 400 cravos pela vila, desde o Largo da Senhora da Agonia até ao Terreiro, seguindo-se uma salva de morteiros e o desfile da Fanfarra dos Escuteiros de Alvarães, a qual ainda prestou guarda de honra junto à sede da junta, perante o hastear da Bandeira Nacional, após o que foi servido um Porto de Honra. A Câmara Municipal iniciou o seu programa na Pr. da República, em Vila Praia de Âncora, com a presença dos Bombeiros Voluntários da vila, Banda de Música de Lanhelas e Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Caminha. Foram hasteadas as bandeiras de V. P. Âncora e a Nacional e os discursos estiveram a cargo de Manuel Marques, presidente da Junta e Bento Chão, vice-presidente da Câmara. "25 DE ABRIL MAL CHEGOU ÀS JUNTAS DE FREGUESIA"
O autarca ancorense, saudou "um grupo de militares que deu corpo a um sentimento de revolta generalizado" (…) e "aqueles que resistiram à ditadura" que se vivia então em Portugal e recordou os que morreram na guerra colonial, evocando seguidamente a primeira constituição e as eleições autárquicas de 1976, acrescentando que a partir daquela data, "deixámos de ser um país orgulhosamente só dentro das nossas fronteiras". O papel das juntas de freguesia no contexto da sociedade pós 25 de Abril não passou despercebido, ao salientar que o 25 de Abril "mal chegou às juntas de freguesa", esperando que estas autarquias venham a ter "melhores dias". REFLEXÃO SOBRE ALHEAMENTO DAS PESSOAS
Mas, segundo Manuel Marques, a actualidade não está de molde a causar grande satisfação nos portugueses, passando a citar muitas "coisas que faltam", criticando "os ataques à saúde por razões economicistas" e os problemas que subsistem a nível da habitação, educação ou emprego. Pediu também alguma reflexão sobre a fraca participação das pessoas nestes actos, resultante, entre outras razões, do "compadrio a mais e justiça a menos", numa sociedade em que "os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres", dando como panaceia para esta lacra, o exemplo do Zé do Telhado: "Tirem aos ricos para dar aos pobres". PEDIDA DEMISSÃO DE SECRETÁRIO DE ESTADO
Apesar das nuvens carregadas que, na sua óptica, pairam sobre o país, mostrou-se esperançado em que ainda haja tempo "para salvar o 25 de Abril e a democracia". Referiu-se também ao incumprimento da promessa do secretário de Estado das Obras Públicas aquando da inauguração do troço do IC1 entre Viana do Castelo e Caminha, quando prometeu resolver o problema das águas pluviais na Cruz Velha, numa reunião mantida na câmara na presença do governador civil mas, "nada fez", lamentou. Completou a sua intervenção relativamente à actuação deste governante, afirmando: "O que se pode exigir destes políticos que não seja a sua demissão?". Terminou a sua alocução a pedir que "cerremos fileiras" porque os ideais de Abril são os melhores para Portugal. "HÁ 33 ANOS O SONHO TORNOU-SE REALIDADE"
O vereador Bento Chão, por seu lado, relevou a importância de evocar a data porque "foi um novo capítulo da vida do nosso país" que se abriu, aproveitando para recordar o que era o concelho e o país nessa altura, concluindo pela existência de "muitos motivos para sorrir em Vila Praia de Âncora". Em Caminha, frente aos Paços do Concelho, Bento Chão voltou a usar da palavra para evocar a efeméride, perante o Corpo Activo e Fanfarra dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora e a Banda de Música de Lanhelas. |
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