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CÂMARA ASSINALOU 25 DE ABRIL
Júlia Paula discursou pela primeira vez desde que é presidente de câmara, no decorrer da cerimónia do hastear da bandeira no edifício dos Paços do Concelho, após idêntico acto realizado uma hora antes, junto à sede da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, no decorrer das cerimónias oficiais do 25 de Abril. "É UM EXEMPLO"
"Um cravo representa a capacidade de um povo fazer uma revolução sem armas, com um cravo na mão", assim iniciou a autarca o seu discurso em Vila Praia de Âncora, perante a formatura dos Bombeiros locais e uma fanfarra de escuteiros que se exibiu após as intervenções políticas.
A autarca incentivou os presentes para que "sejamos capazes de dar exemplos aos jovens" numa época em que "a comunicação social parece querer dizer ao país aquilo que é mau, quando há tanta coisa boa", assinalou. Já na sede do concelho e igualmente perante os bombeiros caminhenses perfilados, Júlia Paula apresentou um discurso mais longo e direccionado para questões locais.
Após referir que Portugal se libertou da "ditadura conservadora", a presidente da câmara interrogou-se "como seria Caminha há 30 anos?". "Menos desenvolvido, mais pobre, mais distante dos centros de decisão" assim era um povo que "não escapou à mordaça do fascismo". "RESIGNAÇÃO NÃO TEM ESPAÇO DE MANOBRA"
Tal como em Vila Praia de Âncora, Júlia Paula voltou a enfocar o "pessimismo que volta às páginas dos jornais", para de seguida se insurgir contra a "resignação", a qual, segundo ela, "não tem espaço de manobra", dando de seguida como exemplo a "qualidade que avança em Caminha", passando então a citar uma série de obras já concluídas ou em curso no concelho. De entre os empreendimentos elencados, fez referência, por exemplo, à estrada das Argas -"mais bonita e onde será bom viver"-, ou à zona industrial de Âncora -"a sério e não a fingir", frisando que citou a estes melhoramentos, como "homenagem aos autarcas saídos do 25 de Abril". "GOVERNAR COM O POVO E PARA O POVO"
Ainda em Vila Praia de Âncora, Manuel Marques, presidente da Junta, como vem sendo habitual nesta data, também discursou.
O chefe do executivo local referiu que assinalar o 25 de Abril "não é só recordar os anti-fascistas", mas também ocasião para destacar o "Dia da consagração da nossa democracia e do poder autárquico" -aquilo que definiu como um "poder diferente".
O autarca insistiu na sua vivência "perto do povo" e no facto de "trabalharmos muito com o coração, sem deixar de parte a razão", pedindo seguidamente a Júlia Paula que "não esqueça este povo", nem "desfaleça perante as críticas injustas daqueles que nada fizeram", apesar de o "caminho ser longo…mas é este", assegurou. Voltando à data em causa, insistiu na indispensabilidade de, "neste dia, lembrar as promessas de Abril", cuja "esperança na Revolução foi imensa", numa altura em que o "desencanto e as comemorações perdem vigor", lamentou. |
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