Ainda reagindo a quente perante a invasão da Ucrânia pelas tropas russas, a Assembleia Municipal debateu ontem à noite, longamente, as moções apresentadas pelas diferente forças políticas, denunciando a invasão de um país soberano como é a Ucrânia pelo exército russo.
A moção da CDU gerou mais polémica, devido à atribuição de culpas ao sucedido, também à OTAN, o que gerou uma série de intervenções das diferentes bancadas, com realce para os acontecimentos históricos na região e que precederam este ataque inqualificável, levando a que sua moção tivesse sido rejeitada.
O grupo da OCP propôs também que fosse respeitado um minuto de silêncio pelas vítimas registadas até esse momento no conflito, no que foi seguido pelos demais partidos.
Miguel Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho, alertou que "sabemos como começa uma guerra, mas não como acaba".
Abílio Cerqueira manifestou a solidaredade do BE com a Ucrânia, face à agressão imperialista.
As moções serão enviadas para as embaixadas da Ucrânia e da Rússia.
No final deste debate, Miguel Alves, após se solidarizar com o povo ucraniano e com os habitantes deste país residentes no concelho, bem como com o russos que rejeitam a acção bélica encetada pelos seus políticos e militares, anunciou que a Torre do Relógio de Caminha apresentaria as cores da bandeira da Ucrânia durante a noite, como está a suceder.